sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Funcionários do BNB questionam adiantamento da PLR

A AFBNB tem recebido inúmeros emails e telefonemas de funcionários, surpresos com os valores que constam na prévia da folha, referentes à PLR. Segundo os funcionários, o Banco estaria informando que o valor pago equivale ao adiantamento de 8% do valor devido. A AFBNB entrou em contato com um assessor da área de desenvolvimento humano do BNB, que informou que o Banco sairá com um comunicado aos funcionários, explicando os cálculos.

O acordado com o Banco é que este seguirá a regra da Fenaban – 90% do salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial, reajustados em setembro/2009, mais o valor fixo de R$ 1.024,00, respeitado o montante provisionado no balanço do 1º semestre para distribuição aos empregados.

A AFBNB acredita que a confusão tenha sido gerada por um conflito de comunicação do Banco, entre a matéria divulgada acerca da prévia e o que efetivamente consta nos cálculos de cada funcionário. A primeira comunicação do Banco informou que o adiantamento seria de 54% do salário – o que não é verdade.

A AFBNB entende que o crédito aquém do esperado é consequência do montante que foi provisionado no 1º semestre, que foi pouco mais de R$ 8 milhões. Fazendo cálculos preliminares, o valor de R$ 614,00, de adiantamento da parte fixa, mais 8% do salário, que vem sendo pago, mais o valor a título de adiantamento da parcela adicional de R$ 462,29 já consumiriam esse montante. A Associação, no entanto, lembra que esse valor informado hoje é um adiantamento. Em março/abril, após o resultado final do exercício, o Banco deverá fazer os devidos ajustes, conforme o caso.

A AFBNB não aceita o fato de o Banco não informar devidamente e levantar falsas expectativas, assim como não ter discutido isso com as entidades. Nesse sentido, a Associação repudia a forma como o Banco tem tratado os trabalhadores e as entidades, descumprindo acordos, como foi o caso da compensação dos dias parados, do pagamento da diferença do GSN Pronaf, dentre outros exemplos de descaso.

Enquanto entidade integrante da Comissão Nacional, a AFBNB encaminhará ofício aos sindicatos integrantes da CNFBNB e à coordenação para que seja retomada uma discussão urgente para retorno da mobilização, para exigir do Banco respeito aos trabalhadores e cumprimento às questões acordadas. Ratificamos a necessidade de mobilização no BNB, tendo em vista que as razões pelas quais entramos em greve permanecem – (texto por que estamos em greve)

A AFBNB tem recebido sugestão de associados para que proponha aos sindicatos a não assinatura do acordo no próximo dia 11, por uma razão simples: o Banco já quebrou esse acordo. Quem faz o BNB merece respeito!

Fonte: AFBNB

Rumo à 6ª Marcha da Classe Trabalhadora

Escrito por Luiz Carvalho

Em defesa do pré-sal, da soberania, do desenvolvimento e da liberdade sindical

Eixo fundamental entre os seis definidos pelas centrais sindicais para a 6.ª Marcha da Classe Trabalhadora, a definição de um novo marco regulatório para o pré-sal, que prevê a garantia do controle estatal e social do petróleo e seus derivados em todo o território nacional, é também uma estratégia de defesa da independência nacional.

O PL (Projeto de Lei) 5891/2009, construído pela CUT, pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pelos movimentos sociais exige o fim das rodadas de licitações e a retomada dos blocos petrolíferos que já foram leiloados. Trata também do monopólio estatal na exploração do petróleo bruto, por meio da Petrobrás.

"A aprovação de um novo marco regulatório para o pré-sal significa a recuperação daquilo que nos foi tirado no período do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997. O petróleo é uma riqueza estratégica e deve estar a serviço da construção de uma nação soberana", aponta Júlio Turra, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores.

Controle social
O projeto prevê ainda a criação de um Fundo Social para garantir que os recursos gerados pelo petróleo sejam investidos em políticas públicas voltadas à educação, ao meio-ambiente, à ciência e tecnologia, à cultura e ao combate à pobreza.

A Central reivindica que outras duas áreas também sejam contempladas com a destinação de verbas: reforma agrária e seguridade social.

A existência de controle social sobre o fundo é uma das reivindicações da Central Única dos Trabalhadores, conforme conforme destaca José Lopez Feijóo, vice-presidente da CUT. "A destinação das riquezas do fundo já deve estar definida em sua formação, mas a Central defende que exista um conselho com a presença de representantes dos trabalhadores, como já há em outros conselhos nacionais. Essa medida é parte do processo de democratização de nosso país, porque faz com que o Estado divida com a sociedade as decisões sobre um tema crucial para o futuro do nosso país".

Concessão para partilha
Feijóo ressalta que a mudança na forma de exploração do petróleo é outra vitória dos movimentos sociais. "A alteração do regime de concessão para o de partilha representa uma mudança radical porque parte do petróleo continua sendo do povo brasileiro, ao contrário do modelo de concessão, adotado por Fernando Henrique Cardoso, em que toda nossa riqueza passava a pertencer à empresa que havia vencido a concorrência o venderia, lucraria e exploraria como quisesse", explica.

Para o dirigente, a decisão da Petrobrás ser a exploradora única do recurso natural representa outra grande avanço. "Temos uma empresa nacional que deterá todo o conhecimento sobre os campos, dará início à exploração, deterá o controle logístico e de informação. Iremos ainda controlar o ritmo de exploração, para que nossas reservas não se esgotem e tenhamos que pagar a peso de ouro algo que temos em abundância".

Interdito - Feijóo comentou ainda a manifestação que a Central promoverá na quarta-feira, diante da sede do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o interdito proibitório, uma medida que as empresas utilizam para coibir a livre manifestação dos trabalhadores.

"Recentemente, nosso presidente, Artur Henrique, esteve na OIT (Organização Internacional do Trabalho) para denunciar o Ministério Público e o Judiciário por ataques anti-sindicais, principalmente, o interdito proibitório, uma medida judicial que fere o direito constitucional de greve", criticou.

De acordo com o dirigente, a CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) ingressou com uma representação no STF contra o interdito. "Estamos solicitando uma audiência com o ministro Carlos Ayres Brito para protestar contra essa ingerência indevida e reivindicar que um parecer seja votado rapidamente pelo Supremo".

Empregos - A expectativa é que os US$ 174,7 bilhões de dólares, que a Petrobrás investirá até 2013, gerem mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada. Outras 777 mil vagas devem ser criadas no mercado com a elevação de renda e do poder de consumo dos novos empregados.

Fonte: CUT

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bancos começam a receber pedidos de ampliação da licença-maternidade

Após pressão da Contraf-CUT e dos sindicatos, os bancos começaram a receber pedidos de bancárias para a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank já aceitam manifestações de funcionários que estão em gozo dessa licença, cuja extensão em dois meses foi conquistada durante a Campanha Nacional 2009. A opção deve ser feita até 17 de novembro, um mês após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010.

De acordo com a lei, para ter direito aos seis meses de licença, as trabalhadoras devem fazer a solicitação no primeiro mês após o nascimento do bebê.

Além disso, o banco deve fazer adesão ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008. A concessão da ampliação da licença-maternidade pelos bancos está condicionada à isenção fiscal. O tema irá para votação no Orçamento da União, no Congresso Nacional, agora em dezembro, em Brasília. Se for aprovado, os bancos terão incentivo fiscal a partir de janeiro de 2010.
Confira a íntegra da cláusula 24ª da CCT 2009/2010:

AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE

A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.

Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.

Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.

Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.

Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.

Fonte: Contraf-CUT e Seeb São Paulo

Lucro do Bradesco cresce e atinge R$ 5,831 bilhões até setembro

O Bradesco divulgou nesta quarta 4 o lucro líquido acumulado no ano de R$ 5,831 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com o lucro líquido ajustado dos nove primeiros meses de 2008. Já no terceiro trimestre do ano foi registrado um lucro líquido de R$ 1,811 bilhão, valor aproximado ao igual período de 2008. Os ativos totais em setembro de 2009 chegaram a R$ 485,686 bilhões, crescimento de 14,9% em relação a igual mês do ano passado.

Para o secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e funcionário do banco, Carlindo Dias de Oliveira (Abelha), "o lucro astronômico atingido pelo Bradesco e construído com a participação dos bancários demonstra que o banco possui totais condições de atender as reivindicações dos trabalhadores".

Seguros, previdência e crédito
O segmento de seguros do Bradesco respondeu por 34% do lucro do conglomerado financeiro no terceiro trimestre do ano. Em igual trimestre do ano passado, a fatia do braço segurador equivalia a 33% do resultado e, no segundo trimestre de 2009, a 28%. Entre abril e junho, a instituição financeira contabilizou em seu resultado o efeito da venda de parcela da participação na Visanet.

A Bradesco Seguros & Previdência, que reúne as empresas desse segmento, registrou um lucro de R$ 638 milhões entre julho e setembro, crescimento de 5,1% em relação ao registrado no segundo trimestre. No ano, esse grupo acumula um lucro de R$ 1,895 bilhão, valor 9,7% inferior ao registrado em igual mês do ano passado.

A carteira de crédito total do Bradesco (incluindo avais e fianças) somava R$ 215,536 bilhões ao final de setembro, valor 10,2% superior ao registrado em igual mês do ano passado. As operações com pessoas físicas somavam R$ 75,528 bilhões e as com empresas, R$ 140,008 bilhões, crescimentos de, respectivamente, 8,2% e 11,3%.

O patrimônio líquido (PL) em setembro de 2009 era de R$ 38,877 bilhões, 13,8% superior ao registrado entre julho e setembro do ano passado. Já o retorno anualizado sobre o PL médio no terceiro trimestre ficou em 21,8%, ante 25,4%. O resultado bruto da intermediação financeira ficou em R$ 4,679 bilhões.

Inadimplência
A inadimplência do Bradesco no terceiro trimestre do ano ficou em 5%, ante os 3,4% registrados em igual trimestre do ano passado e dos 4,6% do segundo trimestre de 2009. Esse indicador leva em conta os atrasos superiores a 90 dias. A instituição financeira afirmou em seu relatório de resultados que há uma tendência de melhora no índice que mede os atrasos das operações de crédito.

Nas operações de crédito feitas com pessoas físicas, o índice de inadimplência subiu de 6,1% em setembro de 2008 para 7,6% em setembro último. Já ao final do segundo trimestre, os atrasos superiores a 90 dias representavam 7,5% do crédito para esse segmento. Segundo o Bradesco, a inadimplência no último mês do terceiro trimestre já apresentava redução, consequência da melhora das expectativas dos níveis de emprego e renda.

Para as grandes empresas, a taxa de inadimplência ao final do terceiro trimestre era de 0,9%, ante 0,3% em igual período do ano passado e também acima do 0,5% registrado em junho. Entre as pequenas e médias empresas, os atrasos superiores a 90 dias equivaliam a 5,1% das operações de crédito no terceiro trimestre, ante 2,4% de igual período do ano passado e 4,5% do trimestre anterior. Na avaliação do Bradesco, as operações para pessoas jurídicas mostram redução no ritmo de crescimento da inadimplência.

No que diz respeito às provisões para devedores duvidosos (PDD), o Bradesco registrou no terceiro trimestre uma despesa de R$ 2,908 bilhões, crescimento de 74,02% na comparação com igual período de 2008. Em relação ao segundo trimestre, a despesa com PDD apresenta uma queda de 34,3%. De acordo com o Bradesco, a redução do PDD em relação ao segundo trimestre é resultado da melhora na atividade econômica, que beneficia a capacidade de pagamento dos clientes. Além disso, entre abril e junho foi feito um provisionamento adicional de R$ 1,3 bilhão.

O estoque de PDD em setembro, de R$ 14,953 bilhões, equivalia a 8,3% da carteira de crédito. Essa cobertura está acima dos 5,5% registrados no mesmo mês de 2008 e dos 7,7% de junho. O saldo de PDD é composto por R$ 11,962 bilhões de provisões requeridas com base nas normas do Banco Central e R$ 2,991 bilhões de provisões excedentes. Como a provisão está acima do requerido pelo Banco Central, o índice de cobertura do Bradesco (relação entre o estoque de PDD e os atrasos acima de 90 dias) era de 166,5% em setembro, acima dos 163,6% de setembro de 2008 e abaixo dos 169,1% registrados em junho.

Fonte: Contraf-CUT, com Agência Estado

Compensação de dias parados deve ser feita de acordo com a conveniência

O Sindicato dos Bancários alerta aos funcionários do Banco do Brasil que têm dias a compensar decorrentes da greve de 2009 que a compensação deve ser feita somente se houver conveniência, ou seja, mediante acordo individual entre o gestor e o bancário e desde que haja serviço na agência e disponibilidade do funcionário.

É importante destacar ainda que os bancários que participaram da greve nacional não terão os dias parados descontados dos salários. Haverá apenas compensação de horas até o dia 15/12/2009, que não poderá exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados. A garantia de não desconto dos dias da greve faz parte da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada no último dia 19/10, entre a Contraf-CUT e entidades sindicais com a Fenaban. As horas extraordinárias realizadas anteriormente à assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho não poderão compensar os dias não trabalhados.

“Qualquer dúvida ou pressão por parte dos gestores para que a compensação seja feita de forma arbitrária ou indiscriminadamente deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato para que possamos tomar as medidas cabíveis”, alerta o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Fonte: SEEB CE

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bancários do HSBC usam luto para cobrar PLR plena na véspera de Finados

Crédito: Seeb Curitiba


Os bancários do HSBC realizaram nesta sexta-feira, 30, véspera do feriadão de finados, dia de luto em todo país contra a manipulação na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), que reduziu drasticamente o valor pago aos trabalhadores. Em várias cidades, foi feito o enterro simbólico do banco e ou de seu presidente no Brasil, Conrado Engel.

Aconteceram manifestações em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Piracicaba ABC paulista e Santos, entre outros locais. Além das atividades, os dirigentes sindicais distribuíram carta-aberta à população explicando os motivos da manifestação (veja aqui).

Esses protestos reforçam as paralisações de dezenas de agências ocorridas na quarta-feira, dia 28, em todo país. Além da melhoria na PLR, os bancários exigem a valorização dos funcionários, mais contratações e redução dos juros e tarifas.

Na quinta-feira, 29, o HSBC resolveu pressionar os seus funcionários para que não aderissem ao dia nacional de luto com o uso de roupas pretas. O banco fez uma teleconferência e soltou mensagens, mandando os superintendentes e gerentes intimidarem os trabalhadores para vestirem roupas com as cores da bandeira ou do seu time de futebol, além de enfeitar as agências com balões verdes e amarelos. Muitos bancários entraram noite adentro para encher os balões.

Entenda o golpe do HSBC
O HSBC divulgou recentemente balanço apontando lucro de R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre. Entretanto, em uma manobra contábil, reduziu desse volume R$ 1,9 bilhão, montante que estaria provisionado para despesas que possam vir a ocorrer. Assim, o lucro líquido caiu para R$ 249,761 milhões.

Chama a atenção que acionistas e executivos do HSBC estão recebendo seus dividendos de acordo com os R$ 2,1 bilhões, enquanto que a PLR dos bancários tem como base o menor lucro divulgado pelo banco.

Fonte: Contraf-CUT

BNB paga abono de R$ 500,00 e adianta 1/3 do salário para compensar com a PLR

Em reunião realizada no dia 26/10, entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco, foi apresentada uma nova proposta com o objetivo de encerrar as discussões da campanha salarial 2009 do funcionalismo do BNB. Logo no início da reunião, o Banco informou que havia ajuizado o dissídio coletivo, e a Comissão se esforçou no sentido de preservar o processo negocial, arrancando alguns avanços, principalmente relativos à PLR e ao abono de R$ 500,00 (tributável quanto ao imposto de renda).

O Banco manteve ainda a proposta de desconto dos dias parados, com a compensação de duas horas para cada hora trabalhada, com limite até o dia 15/12.

Com relação à PLR, o Banco informou que o valor provisionado para este semestre não dará para quitar integralmente a primeira parcela prevista na regra da Fenaban. Após reivindicação da CNFBNB para que fossem encontradas alternativas que compensassem o funcionalismo, o Banco propôs, adicionalmente, adiantar, nos moldes do empréstimo de férias, 1/3 da remuneração bruta de cada funcionário, paga juntamente com a antecipação de PLR em 6/11/09. Este valor será compensado quando do pagamento total da PLR de 2009 em abril de 2010. Caso o saldo da PLR seja insuficiente para quitação do adiantamento de 1/3, este será parcelado em até 12 vezes.

Além disso, o Banco reafirmou os compromissos anteriores, como buscar junto aos órgãos controladores a extensão da licença-prêmio para todos os funcionários com direito adquirido e o reajuste de 3% no PCR. Foram definidas ainda a criação de um calendário de negociação dos passivos trabalhistas, prevendo pelo menos uma reunião com cada sindicato dentro do prazo de 30 dias; e de um comitê para discussão do assédio moral, nos moldes do que será implantado no Banco do Brasil. Entretanto, o formato deste comitê será definido na mesa de negociação permanente.

A Comissão Nacional orientou a aceitação da proposta. O Banco comprometeu-se a realizar o pagamento das diferenças salariais e dos benefícios já no próximo dia 29/10. O pagamento da primeira parcela da PLR e do adiantamento de 1/3 da remuneração bruta compensável na parcela final da PLR será efetivado dia 6/11.
Fonte: SEEB CE

Crise amplia espaço dos bancos oficiais


Andréa Guimarães, para o Valor, de São Paulo

O crescimento na atuação dos bancos públicos desde o início da crise financeira é indiscutível e só foi possível porque as instituições já estavam preparadas para isso. A avaliação é das próprias companhias, que destacam a agilidade no momento em que a liquidez na área de crédito encolheu no final de 2008. "Não foi nada por acaso ou resultado de uma visão puramente oportunista do momento. Já estávamos em crescimento e prontos para atender o mercado com um portfólio de produtos competitivo e adequado", diz Allan Simões Toledo, vice-presidente de negócios internacionais e atacado do Banco do Brasil.

Dados do Banco Central mostram que a participação dos bancos públicos na área de crédito, como proporção do PIB, cresce de forma consistente desde o início da crise. A taxa crédito/PIB dessas companhias saiu de 13,2% em setembro de 2008 para 18,3% em agosto deste ano. Instituições como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil registraram uma evolução contínua desse indicador. A parcela dos bancos públicos brasileiros no crédito pulou de 7% para 9,7% nesse período. No caso do BNDES, a participação saltou de 6,2% para 8,6% entre setembro do ano passado e agosto de 2009. "O interessante é que os bancos públicos conseguiram puxar a expansão do mercado crescendo em segmentos de baixo risco e alto retorno. Se expandiram sem abrir mão da qualidade das carteiras", diz Gilberto Borça, economista da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES.

Em relação às instituições privadas, a expansão foi mais discreta. O índice passou de 25,5% em setembro de 2008 para 26,6% em março de 2009. No último quadrimestre do ano passado, a parcela dessas empresas no crédito registrou uma magra evolução de 0,8 ponto - de 25,5% em setembro para 26,3% em dezembro. Seguindo esse mesmo ritmo de leve crescimento, entre março e agosto, a taxa de participação aumentou apenas 0,3 ponto percentual - para 26,9%. Executivos do setor acreditam, porém, que os bancos privados ganhem parcelas maiores do crédito daqui para frente, e os ganhos dos bancos públicos se acomodem.

"Na Caixa Econômica, a expectativa é que continuemos a ganhar mercado, mas provavelmente não na mesma velocidade que verificamos de setembro a junho", diz Marcos Vasconcelos, vice-presidente de controle e risco da Caixa Econômica Federal. Na CEF, a relação entre carteira de crédito e PIB passou de 2,3% em setembro de 2008 para 3,7% em agosto. Segundo Vasconcelos, quando a crise ganhou proporções maiores, a empresa já tinha consolidado a sua área de crédito, após investimento feito no setor em 2007. Foi realizada uma forte reestruturação na área e foram criadas vice-presidências para acompanhar a área de crédito para a pessoa física e jurídica. Em 2008, essa iniciativa começou a gerar frutos.

"A crise acabou sendo para nós um feliz acaso, porque entramos definitivamente no jogo do crédito", diz ele. "O difícil no setor financeiro é ganhar clientes de outros bancos. Isso aconteceu e agora nos tornamos uma opção real", completa. Em junho de 2008, a carteira de crédito da Caixa somava R$ 63,5 bilhões e, em agosto deste ano, superou os R$ 108 bilhões.

As informações do Banco Central mostram que os bancos públicos foram responsáveis pela maior parte de todo o incremento do crédito entre setembro de 2008 e outubro de 2009. Pelos dados, essas companhias responderam até hoje por cerca de 82% desse aumento no bolo. O BNDES contribuiu com 39% desse valor, enquanto que os bancos públicos foram responsáveis por 43%. Na lanterna desse ranking, os bancos privados contribuíram com 18% do aumento acumulado do crédito no país desde o início das turbulências lá fora. Desse percentual, os bancos privados nacionais foram responsáveis por 15,9%, enquanto os estrangeiros tiveram uma contribuição de apenas 2,6%.

No caso do Banco do Brasil, a sua tradicional área de crédito operava de forma mais consolidada no setor havia anos. Por isso, houve um grande esforço do banco no sentido de analisar essa base de dados e, com isso, criar formas de crescer na crise. "Nós temos uma rede de informações enorme e conseguíamos perceber, pela atividade econômica elevada, que se a crise piorasse, o país não pararia", conta Allan Simões, do Banco do Brasil. "Por isso, mantivemos planos em áreas que poderiam crescer. Para ser honesto, a demanda até superou nossas expectativas", completa. O banco, por exemplo, intensificou suas ações junto às empresas para entrar em segmentos em que não estava tão atuante, como no apoio aos processos de abertura de capital. Além disso, conseguiu ganhar participação de mercado na área de crédito para exportação. "Nosso share nessa área pulou de 28%, uma taxa histórica, para 40% neste ano", diz o executivo.

De acordo com balanço financeiro do banco estatal, a carteira de crédito para empresas do BB somou R$ 103,4 bilhões ao final do segundo trimestre do ano, com uma expansão de 32,1% em relação ao mesmo período de 2008. O destaque foi a linha de capital de giro, que cresceu 54,7% em 12 meses.

O BNDES também levou em conta a necessidade de atender demanda de áreas estratégicas para o país. "Quando a crise de liquidez se instalou, houve um grande esforço conjunto no sentido de atender rapidamente essa demanda por recursos, porque há projetos que simplesmente não pode parar ou se perde todo um trabalho anterior nas empresas", conta André Sant´anna, economista do BNDES. Nesse caso, estão planos na área de energia, mineração e siderurgia, por exemplo.

Fonte: Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Contraf-CUT e Caixa assinam Acordo Aditivo. PLR será paga na terça-feira

Crédito: Augusto Coelho/Fenae
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, o aditivo à Convenção Coletiva Nacional 2009/2010, que garante a contratação de cinco mil novos trabalhadores em 2010 e o pagamento de abono de R$ 700 na folha de janeiro do próximo ano, entre outros itens.

PLR: Caixa credita pagamento da regra básica na próxima terça-feira
A PLR dos empregados da Caixa será creditada na terça-feira, dia 3 de novembro. O valor a ser depositado corresponde à totalidade da regra básica negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que consiste em 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680. O restante será pago em março de 2010.

Na Caixa, a PLR deve variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil ou a regra da Fenaban, o que for maior. No entanto, tendo em vista que este ano o resultado da Caixa tende a ser menor do que o do ano passado, o valor total a ser distribuído pela empresa na regra básica da Participação nos Lucros e Resultados ultrapassará o teto previsto de 13% do lucro líquido. Assim, o valor a ser pago a cada bancário receberá um redutor de 23% para adequá-lo ao teto, o que não afeta a PLR adicional.

Outros itens
Pelo acordo coletivo deste ano, os bancários da Caixa também terão direito a reajuste salarial de 6% (1,5% de aumento real) e conquistaram ganhos em pontos como a criação e implantação dos comitês de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa e dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa. Essas medidas visam melhorar as condições de saúde e combatem o assédio moral. Outra conquista é a autorização para eleição de todos os cipeiros, com o presidente sendo indicado dentre os eleitos.

Os trabalhadores da empresa fizeram 28 dias de greve, encerrada em 21 de outubro. Não haverá desconto de nenhum dos dias parados, mas compensação até o dia 18 de dezembro.

Também não será descontado o dia 22 de outubro para os empregados das bases sindicais que optaram por manter a greve até o dia 21 de outubro. A data de 22 de outubro será incluída no processo de compensação, cujo prazo-limite foi estendido para o dia 21 de dezembro. Após esse período, os dias não compensados serão abonados.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Reduz pra 40 que o Brasil aumenta

O projeto da redução da jornada de trabalho nacional de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, precisa ser votado na Câmara e no Senado para seguir para sanção presidencial e virar lei.

Se for aprovado, o ganho social para o povo brasileiro vai ser muito grande. Mais empregos serão gerados, o trabalhador e a trabalhadora poderão se dedicar mais aos estudos, ao lazer, às atividades sociais e culturais, tão importantes para a vida e para o país, que vai se desenvolver ainda mais com o aumento do consumo e da produção.

Esta é uma campanha de empregados e patrões, das mulheres, dos jovens, do verde, do amarelo, do azul e do branco.

Muitos países já levantaram esta bandeira: o Canadá, o Japão, a Nova Zelândia, a Noruega, os Estados Unidos e tantos outros. Portanto, está mais do que na hora do Brasil também levantar a sua. Já esperamos tanto tempo. E o tempo... Ah, o tempo é precioso demais e precisa ser valorizado.

O que representa a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, para a classe trabalhadora e para o Brasil:

1. Preservar e criar novos empregos de qualidade
A redução da jornada de trabalho é um dos instrumentos para geração de novos postos de trabalho e a conseqüente redução das altas taxas de desemprego. Se todos trabalharem um pouco menos, todos poderão trabalhar.

2. Jornada normal de trabalho muito extensa
A jornada normal de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo: 44 semanais desde 1988.

3. Jornada total de trabalho muito extensa
A jornada total de trabalho é a soma da jornada normal de trabalho mais a hora extra. No Brasil, além da extensa jornada normal de trabalho, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que torna a utilização de horas extras no país uma das mais altas no mundo. Logo, a soma de uma elevada jornada normal de trabalho e um alto número de horas extras faz com que o tempo total de trabalho no Brasil seja um dos mais extensos.

4. Ritmo intenso do trabalho
O tempo de trabalho total, além de extenso, está cada vez mais intenso, em função de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas pelas empresas (como a polivalência, o just in time, a concorrência entre os grupos de trabalho, as metas e a redução das pausas). Também em muito tem contribuído para essa intensificação a implementação do banco de horas (isso porque, nas horas de pico, os trabalhadores são chamados a trabalhar de forma intensa e nas horas de baixa demanda são dispensados do trabalho).

5. Aumento da flexibilização da jornada de trabalho
Desde o final dos anos 1990, verifica-se, no Brasil, um aumento da flexibilização do tempo de trabalho. Assim, às antigas formas de flexibilização do tempo - como a hora extra, o trabalho em turno, trabalho noturno, as férias coletivas -, somam-se novas - como a jornada em tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos.

6. Aumento do número de doenças
Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes (estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo).

7. Condições favoráveis da economia brasileira
A economia brasileira apresenta condições favoráveis para a redução da jornada de trabalho e limitação da hora extra, uma vez que:
- o país apresenta crescimento econômico nos últimos cinco anos e com perspectivas positivas para os próximos anos;
- a inflação tem variações moderadas desde 2003;
- a economia encontra-se relativamente estabilizada (diminuição das taxas de inflação, equilíbrio na balança de pagamentos, superávit primário, crescimento
econômico etc.);
- a redução da jornada de trabalho é uma política de geração de postos de trabalho com baixo risco monetário;

8. Baixo percentual dos salários nos custos de produção
Conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999, a participação dos salários no custo da indústria de transformação era de 22%, em média. Fazendo as contas, uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (de 9,09%) representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%.

Este percentual é irrisório se considerarmos que o aumento da produtividade da indústria, entre 1990 e 2000, foi de 113% e que, nos primeiros anos do século XXI, os ganhos de produtividade foram de 27%. Portanto, o grande aumento de produtividade alcançado desde 1988 (última redução da jornada de trabalho no Brasil) leva a um pequeno aumento de custo gerado pela redução da jornada de trabalho.

9. Baixo custo da mão-de-obra no Brasil
O custo da mão-de-obra no Brasil é muito baixo, comparado a diversos países, de
forma que a redução da jornada de trabalho não traria nenhum prejuízo à competitividade das empresas, sobretudo porque o diferencial na competitividade não está no custo da mão-de-obra, mais sim nas vantagens sistêmicas que o país oferece. Como um sistema financeiro a serviço do financiamento de capital de giro e de longo prazo, com taxas de juros acessíveis, redes de institutos de pesquisa e universidades voltadas para o desenvolvimento tecnológico, população com altas taxas de escolaridade, trabalhadores especializados, infra-estrutura desenvolvida, entre outras vantagens.

10. Criação de um círculo virtuoso
Além dos ganhos de produtividade verificados no passado e na conjuntura atual, eles devem continuar a acontecer no futuro, o que explicita a necessidade de a redução da jornada de trabalho ser permanente e contínua, acompanhando assim os ganhos de produtividade. Cria-se então, um círculo virtuoso, isto é, os ganhos de produtividade e a sua melhor distribuição estimulam o crescimento econômico que, por sua vez, levam a mais aumento de produtividade.

11. Apropriação dos ganhos de produtividade
A redução da jornada de trabalho é uma das possibilidades que os trabalhadores têm para se apropriarem dos ganhos de produtividade por eles produzidos.

12. Instrumento de distribuição de renda
A redução da jornada de trabalho é uma das formas de os trabalhadores se apropriarem dos ganhos de produtividade, logo, é um dos instrumentos para a distribuição de renda no país.

13. Opção por tempo livre ou por desemprego
No que se refere à relação entre aumento da produtividade, redução da jornada de trabalho e desemprego, dado que são necessárias cada vez menos horas de trabalho para produzir uma mercadoria, a sociedade pode optar entre transformar essa redução do tempo necessário à produção em redução da jornada ou em desemprego.

14. Tempo dedicado ao trabalho muito extenso
Além do tempo gasto no local de trabalho (em torno de 11 horas: sendo 8 de jornada normal +/- 2 de hora extra e +/- 1 de almoço), há ainda os tempos dedicados ao trabalho, mesmo que fora do local de trabalho, entre eles:
- o tempo de deslocamento entre casa e trabalho;
- o tempo utilizado nos cursos de qualificação que são cada vez mais demandados pelas empresas e realizados, normalmente, fora da jornada de trabalho;
- o tempo utilizado na execução de tarefas de trabalho fora do tempo e local de trabalho (que em muito tem sido facilitada pela utilização de celulares, notebooks e internet);
- o tempo que os trabalhadores passam a pensar em soluções para o processo de trabalho, mesmo fora do local e da jornada de trabalho, principalmente a partir da ênfase dada à participação dos trabalhadores, que os leva a permanecer plugados no trabalho, mesmo distantes da empresa.

15. Pouco tempo livre
Logo, em função do grande tempo ocupado direta e indiretamente com o trabalho, sobra pouco tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer, o descanso e a luta coletiva.

16. Perda do controle do tempo da vida
As diversas formas de flexibilização do tempo de trabalho, como a hora extra ou o banco de horas, além de intensificar o trabalho, têm como conseqüência a perda do controle por parte do trabalhador seja do tempo de trabalho ou do tempo livre. Isso porque, na maior parte dos casos, é o empregador que define quando o trabalhador irá trabalhar a mais ou a menos, sem consulta ou com um mínimo de aviso prévio, desorganizando assim toda a sua vida.

17. Qualidade de vida
Finalmente, a redução da jornada de trabalho irá possibilitar que os trabalhadores, produtores das riquezas do Brasil e do mundo, possam trabalhar menos e viver melhor. Até para que outras pessoas também possam ter acesso ao trabalho e à vida, para que possam viver e não apenas sobreviver.

Fonte: CUT e Nota Técnica nº 66 - Abril 2008 - Argumentos para a discussão da redução da jornada de trabalho no Brasil sem redução do salário - DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

BNB: Banco apresenta nova proposta

Proposta mantém abono de R$ 500,00 e adianta 1/3 do salário para compensar com a PLR. CNFBNB orienta aceitação.


Em reunião realizada segunda-feira, dia 26/10, entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco, foi apresentada uma nova proposta com o objetivo de encerrar as discussões da campanha salarial 2009 do funcionalismo do BNB. Logo no início da reunião, o Banco informou que havia ajuizado o dissídio coletivo e a Comissão se esforçou no sentido de preservar o processo negocial arrancando alguns avanços, principalmente relativos à PLR e ao abono de R$ 500,00 (tributável quanto ao imposto de renda).

Com relação à PLR, o Banco informou que o valor provisionado para este semestre não dará para quitar integralmente a primeira parcela prevista na regra da Fenaban. Após reivindicação da CNFBNB para que fossem encontradas alternativas que compensassem o funcionalismo, o Banco propôs, adicionalmente, adiantar, nos moldes do empréstimo de férias, 1/3 da remuneração bruta de cada funcionário, paga juntamente com a antecipação de PLR em 6/11/2009. Este valor será compensado quando do pagamento total da PLR de 2009 em abril de 2010. Caso o saldo da PLR seja insuficiente para quitação do adiantamento de 1/3, este será parcelado em até 12 vezes.

Além disso, o Banco reafirmou os compromissos anteriores, como buscar junto aos órgãos controladores a extensão da licença-prêmio para todos os funcionários com direito adquirido e o reajuste de 3% no PCR. Foram definidas ainda a criação de um calendário de negociação dos passivos trabalhistas, prevendo pelo menos uma reunião com cada sindicato dentro do prazo de 30 dias; e de um comitê para discussão do assédio moral, nos moldes do que será implantado no Banco do Brasil. Entretanto, o formato deste comitê será definido na mesa de negociação permanente.

O Banco manteve ainda a proposta de desconto dos dias parados, com a compensação de duas horas para cada hora trabalhada, com limite até o dia 15/12. A Comissão Nacional orientou a aceitação da proposta. Em caso de aceitação, o Banco comprometeu-se a realizar o pagamento das diferenças salariais e dos benefícios já no próximo dia 29/10. O pagamento da primeira parcela da PLR e do adiantamento de 1/3 da remuneração bruta compensável na parcela final da PLR será efetivado dia 6/11.

Resultado das assembleias
Acataram a orientação da CNFBNB/Contraf-CUT pela aceitação da proposta e fim da greve as assembleias dos sindicatos do: PI- AL- PB- BA- Vitória da conquista e Extremo Sul da Bahia. Rejeitaram, mas submetem-se à decisão da maioria, os sindicatos do Maranhão e R.G do Norte. Continuam em greve com assembleia hoje as bases vinculadas aos sindicatos de Pernambuco e Sergipe.

Ceará – A assembleia convocada para a próxima quinta-feira, 29/10, com o objetivo de avaliar a proposta do Banco e deliberar sobre o retorno ou não à greve da base representada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará esta mantida, apesar da decisão da maioria dos Sindicatos com BNB na base ter deliberado pelo fim da greve.

Fonte: Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

Caixa paga regra básica da PLR no dia 3

A direção da Caixa Econômica Federal confirmou que vai pagar na terça-feira 3 de novembro a totalidade da regra da federação dos bancos (Fenaban) para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os seus empregados. O restante vem em março. A regra básica da Fenaban consiste em 90% do salário mais R$ 1.024, limitada a teto de R$ 6.680.

Os trabalhadores da Caixa fizeram 28 dias de greve, encerrada em 21 de outubro. Além da melhoria na PLR que deve variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil ou a regra da Fenaban, o que for melhor, os empregados conquistaram a contratação de mais 5 mil bancários e abono de R$ 700 distribuído linearmente entre todos os trabalhadores, a ser pago na folha de janeiro.

Os bancários da Caixa também terão direito a reajuste salarial de 6% (1,5% de aumento real). Não haverá desconto de nenhum dos dias parados, mas compensação até 18 de dezembro.

Fonte: SEEB CE

Contraf-CUT assina Acordo Aditivo com a Caixa no próximo dia 5, em Brasília



Crédito: Caco Argemi - Seeb Porto Alegre

A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais assinam no próximo dia 5, em Brasília, o Acordo Aditivo 2009/2010 com a Caixa Econômica Federal. Conquistado com a força da greve que durou 28 dias e paralisou agências em todo o país, o acordo traz inúmeros avanços para os trabalhadores, que encerraram de forma vitoriosa a campanha salarial.

Entre as conquistas do aditivo, estão a contratação de 5 mil trabalhadores em 2010, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho, junto com a criação dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, para o combate ao assédio moral. Nas questões financeiras, os bancários conseguiram uma PLR maior do que a do ano passado e um abono linear de R$ 700 para todos os empregados, a ser pago em janeiro.

Veja os principais pontos do acordo:

Questões econômicas

Índice
- O reajuste do salário será de 6%, o que representa um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC, entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
- O abono de R$ 700 será pago na folha de janeiro de 2010.

PLR: proposta da Fenaban
Parte básica: 90% da remuneração-base acrescidos de uma parcela fixa de R$ 1.024, limitada a R$ 6.680 e a 13% do lucro líquido.
Parte adicional: 2% do lucro líquido, distribuídos linearmente, limitada a R$ 2.099. Com lucro projetado de R$ 2,13 bilhões, o maior valor pago atingiria R$ 5.649 e o menor, R$ 2,315.

PLR: proposta da Caixa
Maior valor entre a proposta da Fenaban com redutor e a por grupo de cargos a seguir:
- Valores fixos distribuídos por grupos de cargos relacionados de acordo coma complexidade das atribuições.
- A proposta prevê antecipação de 100% do valor da Fenaban, que será pago no dia 3 de novembro - com base no lucro líquido projetado para o ano de 2009, no valor de R$ 2,13 bilhões. O restante devido será pago em março de 2010.

Regra específica por grupo de cargos
- Grupo 1 (superintendente nacional, chefe de gabinete, consultor de diretoria, consultor de relações institucionais, ouvidor e superintendente regional): R$ 10 mil.
- Grupo 2 (consultor jurídico, superintendente de projetos especiais, gerente nacional e consultor técnico): R$ 9.500.
- Grupo 3 (gerente geral, gerente regional de negócios e canais, de produto, de segmento, de tecnologia e coordenador de projetos especiais): R$ 9 mil.
- Grupo 4 (gerente de auditoria regional, de padrões e planejamento, de relacionamento institucional, de filial e de centralizadora, de jurídico regional e operacional): R$ 8 mil.
- Grupo 5 (coordenador jurídico, gerente de representação, administrativo, de relacionamento, de atendimento e supervisor de tecnologia): R$ 7.500.
- Grupo 6 (coordenador, gerente de projetos, de serviço, líder de projetos e tecnologia, supervisor e profissionais): R$ 6.500.
- Grupo 7 (analista de operações financeiras, auditor, assessor institucional, assistente jurídico, consultor de processo, interno e regional de canais, especialista, gerente de RetPV e secretário da presidência): R$ 5.750.
- Grupo 8 (agente de conformidade, analista, assessor, assessor regional de marketing, assistente regional, consultor regional, secretário de colegiado e técnico social): R$ 5.250. - Grupo 9 (avaliador executivo e caixa PV): R$ 4.500.
- Grupo 10 (assistente de negócios, agente de atendimento, assistente administrativo, auxiliar de enfermagem do trabalho, bibliotecário, compensador, enfermeiro do trabalho, monitor de telemarleting, perito documentoscópico, programador, operador de computador, operador de telemarketing, secretário, secretário executivo, técnicos de operações de retaguarda e de nível médio): R$ 4.250.
- Grupo 11 (empregado sem função): R$ 4 mil.

Outros itens
- A Caixa se compromete a construir com as representações dos empregados, na mesa de negociação permanente, uma fórmula perene para a PLR.

Dias parados
- A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não-trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 21 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados.
- A empresa se compromete a buscar entendimento na mesa de negociações permanentes para descontos de dias de greve contestados pelos trabalhadores em 2007 e em 2008.

Questões específicas
- Contratação de cinco mil novos empregados até o final de 2010.
- Implantação do novo Plano de Funções em dezembro de 2009, desde que aprovado pelos órgãos controladores, conforme estabelecido na cláusula 34 do acordo coletivo 2008/2009.
- Realização de pesquisa sobre a qualidade de atendimento e satisfação dos usuários do Saúde Caixa.
- Criação de comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa. Regimento e funcionamento a serem definidos pela CEE/Caixa e GT Saúde e apresentado na mesa permanente.
- Implantação do Programa de Gerenciamento de Doenças Crônicas, após avaliação do piloto no Rio de Janeiro.
- Autorização da eleição de todos os cipeiros, indicando o presidente dentre os eleitos.
- Instalação dos exaustores em todas as bancadas de penhor até dezembro de 2009.
- Reajuste de 6% sobre o valor da indenização por assalto/sinistro, passando de R$ 95.165 para R$ 100.874,90.
- Elaboração do projeto Saúde Mental, em parceria com o GT Saúde do Trabalhador, para ser apresentado ao Conselho Diretor.
- Divulgação de informações relativas à inclusão de pessoas com deficiências e dos empregados com idade acima de 40 anos, no relatório social da Caixa.
- Manutenção da possibilidade de gozo de férias, em dois períodos, para empregados acima de 50 anos.
- Contratação de 450 jovens aprendizes, nas regras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até dezembro de 2009.

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Na véspera de finados, bancários do HSBC realizam dia de preto pela PLR

Os bancários do HSBC realizam na sexta-feira, dia 30 de outubro, véspera do feriadão de finados, em todo país, um dia de preto, com uso de roupas escuras, numa manifestação de luto pelo pagamento da PLR manipulada.

Os ingleses do HSBC anunciaram para os funcionários na última quarta, dia 21, que o banco seguirá a regra acordada com a Fenaban e aplicará um redutor de 26,22% na primeira parcela da PLR, que será paga nesta terça-feira, dia 27.

Desta forma, os bancários do HSBC recebem como antecipação da PLR o valor de 39,84% do salário mais R$ 453,01 fixos, além de R$ 251,75 referentes à PLR Adicional (2% do lucro líquido distribuídos linearmente para todos os funcionários).

O movimento sindical construiu um calendário de ações a serem implementadas, objetivando a reversão dessa postura espoliatória do HSBC. "Orientamos as federações e os sindicatos a consultar os materiais que estão sendo disponibilizados para pressionar o HSBC a negociar com os trabalhadores", alerta Lúcio Paz, diretor da Federação dos Bancários do RS e membro da COE do HSBC.

Fonte: SEEB CE

Greve dos bancários do BNB termina em Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí

Os bancários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) realizaram na noite desta segunda-feira, 26, assembleias para deliberar a respeito da proposta específica apresentada pelo banco e da continuidade ou não da greve. Iniciada no dia 24 de setembro, a paralisação dos bancários do BNB completou hoje 33 dias.

Os trabalhadores deliberaram por voltar ao trabalho nesta terça-feira nas bases de Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí, de acordo com informações dos sindicatos recebidas pela Contraf-CUT até as 22h. Enquanto isso, os bancários de Pernambuco e Sergipe decidiram rejeitar a proposta e manter a paralisação. Os funcionários do Maranhão e Rio Grande do Norte resolveram que se submetem à decisão da maioria das bases. Os trabalhadores do Ceará já haviam encerrado a greve.

A proposta foi apresentada pela direção do banco ao Comando Nacional dos Bancários e à Comissão dos Funcionários (CFBNB) em negociação realizada na tarde desta segunda-feira, em Fortaleza.

Pelo acordo, o BNB deve cumprir a Convenção Coletiva da categoria, assinada com a Fenaban. As novidades são o adiantamento da PLR de 20 de março de 2010 correspondente a 1/3 do salário bruto a cada empregado, e o passivo trabalhista, que consiste na retomada das negociações relativas às ações judiciais no prazo de 30 dias, com apresentação de proposta em reunião até dia 26 de novembro.

Fonte: Contraf/CUT

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

AFBNB se reúne com representantes no Passaré


A AFBNB se reuniu com representantes e funcionários no Passaré nesta última sexta-feira, 23. Participaram da reunião os diretores da AFBNB, alguns deles também dirigentes de sindicatos que integram a Comissão Nacional.

O objetivo da reunião foi compartilhar as ações que a AFBNB tem realizado ao longo da Campanha Salarial principalmente durante a greve, com destaque para o atual momento onde se busca o desfecho para o movimento. Os diretores enfatizaram a importância de uma negociação o quanto antes, para que sejam colocadas considerações a respeito da proposta enviada pelo Banco, para que dessa forma o impasse seja resolvido.

Durante a reunião, a diretoria da AFBNB ratificou o entendimento da entidade de que a proposta deve ser apresentada formalmente às entidades representativas e negociada com estas, para em seguida sejam apreciadas em assembléia pelos funcionários, de acordo com orientação dos sindicatos. Os diretores reafirmaram ainda, o protesto em relação ao adiamento da negociação que estava prevista para a última quinta-feira (23), enfatizando que não tem sentido haja vista o Banco ter enviado proposta. Os dirigentes sindicais colocaram a posição de defesa da continuidade da greve até que se tenha uma negociação formal e um desfecho organizado por quem está encaminhando a greve, em respeito à autonomia das entidades. Na oportunidade, os representantes também expuseram suas posições sobre a Campanha Salarial e o desfecho do movimento.

Dessa forma, a AFBNB espera que o Banco atenda ao pedido das entidades e convoque uma reunião, para que se possa discutir a proposta apresentada. A Associação considera importante para que os funcionários ponham fim à greve a negociação com o Banco para a garantia do aumento de 3% no Plano de Cargos e Remuneração, isonomia na licença-prêmio, aplicação da PLR nos mesmos moldes que no Banco do Brasil, ou seja, sem limite de 9%, abono no mesmo valor da Caixa Econômica, de R$ 700,00 e abono total dos dias de greve.

A AFBNB parabeniza os funcionários que participam do movimento, assim como as entidades que continuam encaminhando a greve. Por fim, enfatiza que pela sua natureza, independente do movimento no Ceará e nos demais bancos, a greve já é vitoriosa, pois com o movimento que já completou 30 dias, os funcionários do BNB demonstraram a capacidade de luta, organização, mobilização, pressionando o Banco com a greve que é um direito legítimo.

Fonte: AFBNB

Pressão da greve dos bancários amplia conquistas sociais na convenção coletiva


Crédito: Seeb Rio de Janeiro
Além do aumento real e melhoria da PLR, a pressão da greve nacional dos bancários arrancou várias conquistas sociais, como a ampliação da licença-maternidade para 180 dias, a isonomia de direitos para homoafetivos e avanços na igualdade de oportunidades. Esses direitos estão garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada entre a Contraf-CUT e as entidades sindicais com a Fenaban. São importantes conquistas que fortalecem a luta da classe trabalhadora contra as discriminações no trabalho e na sociedade.

Essas questões foram destacadas pela Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual da Contraf-CUT (CGROS), que se reuniu na última quarta-feira, dia 21, em São Paulo, para avaliar a Campanha Nacional 2009. "Quando tratamos de inclusão de setores historicamente discriminados na sociedade, buscamos distribuição de renda, acesso ao emprego, isonomia de tratamento e isto não só no plano econômico como também político e social porque queremos o fortalecimento da democracia", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Ampliação da licença-maternidade para seis meses
Nos últimos anos, o movimento sindical intensificou campanhas em torno do tema e teve atendido a reivindicação de ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses, passando a ser uma cláusula na convenção coletiva. "Esta é uma conquista não só das mulheres como da sociedade, e em especial, das crianças. Isto porque falamos das futuras gerações e na criação de condições para o desenvolvimento de homens e mulheres mais saudáveis no futuro", declara Juvândia Moreira, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para a ampliação, o banco deve fazer adesão ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008 e também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto. As bancárias que já estão em licença-maternidade têm prazo de 30 dias, isto é, até 17 de novembro para manifestar opção junto ao banco, independente da sua adesão ao programa.

Isonomia para homoafetivos
Pela primeira vez, foi incluída uma cláusula na convenção coletiva que assegura a isonomia de direitos para homoafetivos, que prevê a extensão do plano de saúde a parceiros do mesmo sexo em todos os bancos. Assim, os casais homoafetivos conquistaram finalmente o direito de serem tratados ou tratadas da mesma forma que os casais heterossexuais.

Igualdade de oportunidades
O acordo com os bancos traz novos avanços. Estão incluídas as diretrizes do Programa de Valorização da Diversidade, construído a partir do Mapa da Diversidade, onde consta, por exemplo, a democratização do acesso à população negra nos bancos e o encarreiramento das mulheres que somam quase metade da categoria. "Isto é fruto de uma longa jornada de lutas do movimento sindical, da qual as mulheres foram as verdadeiras protagonistas" aponta Denise Falkenberg, diretora da Federação dos Bancários do RS.

Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Força da greve dos bancários garante campanha vitoriosa e mais conquistas


Crédito: Augusto Coelho/Seeb DF
"Os bancários acabam de dar mais uma grande demonstração de sua organização, de sua determinação de luta e de sua percepção de que sua força para conquistar direitos reside na capacidade de juntar todos esses atributos com a unidade de ação. Foi isso que permitiu aos bancários mais uma campanha vitoriosa, que serve de exemplo a todos os trabalhadores brasileiros. E por isso todos os bancários e bancárias estão de parabéns."

Assim o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, avalia o resultado da campanha nacional, que acrescentou novas conquistas à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada com a Fenaban no dia 19 de outubro. A greve continua no BNB e no Banese.

Com a maior greve da categoria em mais de duas décadas, que parou 7.200 agências de bancos públicos e privados nos 26 Estados e no Distrito Federal, os bancários obtiveram conquistas importantes na campanha nacional: aumento real pelo sexto ano consecutivo em todas as verbas salariais, a melhor PLR desde a sua implantação em 1995, a abertura de 15 mil novos postos de trabalho no Banco do Brasil e na Caixa, licença-maternidade de 180 dias em todos os bancos, inclusão pela primeira vez na Convenção Coletiva de programa de reabilitação profissional, instalação de comitês de ética para combater o assédio moral no BB e na Caixa, além de outros importantes avanços nas cláusulas sociais, como na igualdade de oportunidades, o reconhecimento dos direitos legais nas relações homoafetivas e a reativação das comissões para discutir saúde e segurança bancária.

Força da greve arranca proposta
A campanha nacional começou este ano com a estratégia clara dos bancos de interromper a série de aumentos reais de salário que a categoria vinha conquistando desde 2004 e de reduzir de 15% para 5,5% do lucro líquido o montante da PLR a ser distribuído aos trabalhadores. Para conter a participação da categoria e reprimir a greve, os bancos mais uma vez usaram e abusaram dos interditos proibitórios e chegaram a montar uma estratégia de repressão com a polícia militar, como foi descoberto e denunciado pelo Sindicato de São Paulo.

"Os bancários deram uma resposta à altura à provocação dos banqueiros e fizeram uma das maiores greves da categoria. Foi com certeza a que contou com a maior participação de trabalhadores de bancos privados desde a paralisação histórica de 1985. Foi a força e a unidade dessa mobilização que arrancou dos bancos a nova proposta e as novas conquistas, passando por cima dos interditos proibitórios", afirma Carlos Cordeiro.

A construção da unidade
O presidente da Contraf-CUT considera que também contribuíram para o êxito da campanha a estratégia de unidade nacional que vem sendo buscada desde 2003 e o caráter democrático da construção da pauta de reivindicações. A campanha deste ano na verdade começou logo que foi fechado o acordo do ano passado, com o prosseguimento das discussões nas mesas temáticas de questões importantes para a categoria, como a igualdade de oportunidades, a segurança bancária, a necessidade de implementação de políticas de combate ao assédio moral e às metas abusivas e a busca de um novo modelo de PLR, que fosse mais simples, transparente e justa para os bancários.

A pauta de reivindicações começou a ser discutida pela categoria ainda em abril, quando o Comando Nacional dos Bancários se reuniu em São Paulo para planejar a campanha. Entre maio e junho, os sindicatos realizaram consultas em todo o país para conhecer os principais problemas e as reivindicações dos bancários, reforçadas por uma pesquisa nacional encomenda pelo Comando. Os resultados das consultas nortearam os debates nas assembleias dos sindicatos e nas conferências regionais, cujos resultados foram encaminhados para aprovação final da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 17 e 19 de julho.

"A busca incessante da unidade nacional da categoria e a maior participação possível dos bancários nos debates e processos de tomada de decisão foram e são dois princípios básicos que sempre perseguimos, porque acreditamos serem elas as nossas armas mais importantes no embate com o patronato, o que ficou comprovado mais uma vez na campanha deste ano", diz Carlos Cordeiro.

Os próximos desafios
É por causa da unidade nacional, do esforço permanente pelo fortalecimento da organização e do exercício da participação democrática que os bancários são a única categoria profissional com múltiplas empresas que possuem uma única Convenção Coletiva de Trabalho, que garante os mesmos direitos a todos os trabalhadores de todos os bancos, públicos e privados, em todo o país.

"Foi assim que a categoria bancária obteve todas as suas conquistas através da história", lembra o presidente da Contraf-CUT. "Mas apesar do êxito de mais uma campanha, restam ainda muitas coisas a conquistar, que passarão pelas negociações permanentes banco a banco, como o fim do assédio moral e das metas abusivas, a garantia de emprego nos processos de fusão, a contratação de mais bancários para diminuir a carga de trabalho e melhorar o atendimento à população, mais segurança contra assaltos, previdência complementar e igualdade de oportunidades para todos. O nosso desafio agora é mantermos a unidade, aperfeiçoarmos a organização e partirmos em busca de novas conquistas."

Fonte: Contraf-CUT

Termina a greve dos bancários da Caixa no Rio, Porto Alegre e Pará/Amapá



Crédito: Seeb Porto Alegre

Em novas assembleias realizadas nesta quinta-feira, dia 22, os empregados da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pará/Amapá decidiram aprovar a proposta da empresa, encerrar a greve e voltar ao trabalho nesta sexta-feira, dia 23. Anteriormente esses sindicatos haviam rejeitado a proposta e mantido a greve, ao contrário da decisão da maioria dos bancários da Caixa em todo país.

Para o Sindicato dos Bancários do Rio, prevaleceram o bom senso e a responsabilidade. Cerca de 90% dos participantes da assembléia aceitaram a proposta. Havia mais participantes do que na anterior, que por dois votos de diferença decretou a continuidade do movimento, isolando o Rio da maioria do país.

Em Porto Alegre, cerca de 65% dos empregados votaram pela aceitação da proposta. "Foi uma greve muito forte, onde os bancários mostraram outra vez disposição de lutar e enfrentaram a intransigência da diretoria da Caixa. Entretanto, o movimento chegou ao limite e, apesar de insuficiente, a proposta representa avanços, como a contratação de 5 mil empregados e a melhoria da PLR", destacou o diretor financeiro do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Tiago Vascondelos.

Dias parados
A Contraf-CUT entrou em contato com a direção da Caixa na manhã desta quinta-feira para negociar o não-desconto deste dia 22 de outubro para os bancários das localidades que optaram por manter a greve nas assembléias realizadas ontem. O banco confirmou que o dia não será descontado, sendo incluído na compensação, que terá seu prazo limite estendido para o dia 21 de dezembro. Após essa data, os dias não compensados serão abonados.

A regra acordada com a Caixa segue a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e prevê a compensação dos dias parados em função da greve, sem possibilidade de desconto. A compensação será feita por meio de prestação de jornada suplementar de trabalho, que não poderá ultrapassar duas horas diárias, nem ser realizada em fins de semana ou feriados. Além disso, as horas extra realizadas antes da assinatura do acordo não poderão compensar os dias não trabalhados.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Porto Alegre

Contraf-CUT assina Acordo Aditivo com o BB e coroa campanha vitoriosa



Crédito: Agnaldo Azevedo

A Contraf-CUT e os sindicatos assinaram com a diretoria do Banco do Brasil nesta quarta-feira, 21, o Acordo Aditivo dos funcionários. O acordo traz avanços importantes conquistados com a greve nacional da categoria, como o compromisso do banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização de 3% no piso e contratação de 10 mil novos funcionários.

PLR - Na quinta-feira passada, dia 15, a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa assinaram com o BB o Acordo Aditivo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O crédito do valor referente ao primeiro semestre já foi depositado na própria quinta-feira à noite, com a seguinte composição: 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do primeiro semestre de 2009 distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.

Veja alguns avanços conquistados no Acordo Aditivo com o BB:

PCCS - Retomada da negociação para tratar o Plano de Carreira, Cargos e Salários a partir de novembro e com prazo de definição para implantação até junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.

Valorização do piso - a partir de 1º de outubro, o banco reajustará em mais 3% o VP do E 1, corrigindo todo o PCS no mesmo valor.

Assédio moral - implementação do programa de combate ao assédio moral, que prevê o lançamento de uma Cartilha nos próximos 15 dias e a criação de Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local.

Isonomia - os abonos assiduidades poderão ser acumulados e/ou vendidos por todos os funcionários, inclusive os pós-98. Além disso, o banco regularizará a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.

Contratações - O banco contratará mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e os outros 5 mil em 2011. Contratará ainda 5 mil adolescentes aprendizes.

Equidade de gênero - Será implementado programa de equidade de gênero para garantir ascensão profissional mais equitativa para as mulheres, conforme princípios definidos pela Secretaria Especial da Mulher do governo federal.

SESMT - Cumprindo o que determina a NR 4, o banco implantará plataformas de SESMT em todas as unidades da federação, sendo que haverá um setor de controle em Brasília.

Lateralidade - O BB retomará a política de substituições nas agências com até sete funcionários, sendo que o substituto será de outra dependência. Além disso, o banco estenderá o fim da lateralidade aos primeiros gestores nas agências com mais de sete funcionários, sendo que neste caso o substituto poderá ser da mesma unidade.

Férias - Funcionários com mais de 50 anos poderão antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.

Igualdade - O banco ampliará de 5 para 30 dias a licença-adoção para pais solteiros e homoafetivos.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Maioria dos bancários aprova nova proposta da Caixa e encerra greve


A maioria das assembleias dos sindicatos deliberou nesta quarta-feira, 21, pela aceitação da nova proposta da Caixa Econômica Federal e o encerramento da greve nacional dos empregados, deflagrada no dia 24 de setembro. Com isso, os bancários voltam ao trabalho nesta quinta-feira. Somente algumas assembleias decidiram manter o movimento, segundo informações dos sindicatos enviadas para a Contraf-CUT.

A nova proposta apresentada na noite de terça-feira traz avanços importantes para os empregados da Caixa, como a contratação de 5 mil trabalhadores em 2010, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho, junto com a criação dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, para o combate ao assédio moral.

A Caixa também vai pagar um abono linear de R$ 700 para todos os empregados até o dia 20 de janeiro de 2010. A greve completou 28 dias nesta quarta e paralisou agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

> Veja aqui a orientação do Comando e aqui a íntegra da proposta da Caixa


Veja abaixo os resultados das assembleias em todo o país conforme levantamento até as 22h:

Aceitam a proposta e retornam ao trabalho:

Brasília
Belo Horizonte
São Paulo
Curitiba
Florianópolis
Ceará
Pernambuco
Campo Grande
Espírito Santo
Rondônia
Bahia
Piauí
Acre
Mato Grosso
Alagoas
Paraíba
Roraima

Angra dos Reis (RJ)
Bagé (RS)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Campinas (SP)
Campo Mourão (PR)
Campos Goytacazes (RJ)
Catanduva (SP)
Cornélio Procópio (PR)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Extremo Sul (BA)
Frederico Westphalen (RS)
Guaratinguetá (SP)
Ijui (RS)
Ipatinga (MG)
Itabuna (BA)
Jequié (BA)
Joaçaba (SC)
Juiz de Fora (MG)
Litoral Norte (RS)
Londrina (PR)
Marilia (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Montes Claros (MG)
Naviraí (MT)
Niterói (RJ)
Nova Friburgo (RJ)
Novo Hamburgo (RS)
Passo Fundo (RS)
Petrópolis (RJ)
São José do Rio Preto (SP)
São José dos Campos (SP)
Sorocaba (SP)
Sul Fluminense (RJ)
Três Lagoas (MS)
Três Rios (RJ)
Uberaba (MG)
Vale do Paranhana (RS)
Vitória da Conquista (BA)

Seguem decisão da maioria e voltam ao trabalho:
Maranhão
Rio Grande do Norte
Sergipe

Araranguá (SC)
Bauru (SP)

Rejeitaram a proposta e continuam em greve:
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Pará/Amapá
Amazonas
Goiás
Tocantins

Baixada Fluminense (RJ)
Camaquã (RS)
Chapecó (SC)
Pelotas (RS)
Santa Maria (RS)
Santa Cruz (RS)

Realizam assembléia nesta quinta:
Itaperuna (RJ)
Ponta Porã (MS)
Teresópolis (RJ)

Fonte: Contraf-CUT

BNB: Bancários do Cariri voltam ao trabalho, mas greve continua em outros estados

Os bancários do BNB de Crato e Juazeiro do Norte, a exemplo do restanto do Estado, decidiram retornar ao trabalho, mas não aceitaram a proposta feita pelo banco. Ou seja, o retorno ao trabalho não implica no fim da mobilização para conseguir uma melhor proposta. No entanto, com exceção do Ceará, os outros estados onde o BNB tem agência, a greve continua forte, com participação massiva dos empregados.

A rodada de negociação, prevista para hoje, foi adiada para segunda-feira. No entanto, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe, junto com a AFBNB, estão buscando a antecipação da reunião. Os diretores Geraldo Galindo (Seeb-BA) e Waldenir Fagundes Brito (Feebbase) estão de plantão para uma possível reunião extra.

Licença-prêmio - Um dos entraves na negociação é a extensão da licença-prêmio, concedida aos funcionários da base do Sindicato do Ceará, para todo o funcionalismo. A assembleia de hoje, está mantida para as 17h, no Ginásio de Esporte.

Fonte: AFBNB



Fonte: Sindicatos

Começa o prazo para solicitar a licença-maternidade de 180 dias

A greve nacional dos bancários conquistou a ampliação da licença-maternidade para 180 dias a todas as trabalhadoras do sistema financeiro, uma antiga reivindicação da categoria. O benefício é vinculada ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei 11.770, de agosto do ano passado. As bancárias com direito à prorrogação de 60 dias da licença-maternidade, no entanto, precisam ficar alertas quanto aos prazos, conforme abaixo:

1. quem já está gozando a licença-maternidade tem até o dia 17 de novembro para requerer junto ao banco o direito à ampliação; e

2. as gestantes que darão à luz a partir de agora para obter a licença-maternidade de 180 dias precisam fazer a solicitação por escrito até o final do primeiro mês após o parto.

A extensão da licença-maternidade para seis meses é a cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 assinada nesta segunda-feira 19 pela Contraf-CUT com a Fenaban.
Veja a íntegra abaixo:

AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE

A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.

Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.

Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.

Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.

Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Maioria das assembléias vota pela continuidade da greve no BNB

Os trabalhadores do BNB da base do Sindicato dos bancários do Cariri (que engloba as agências de Crato e Juazeiro do Norte) votaram pela continuidade da greve e as agências estão fechadas.

Nos demais sindicatos, a greve continua, apesar das manobras no mínimo desrespeitosas que vêm sendo adotadas pelo Banco, a exemplo do “envio” de funcionários adidos para as agências fechadas, numa tentativa explícita de enfraquecer o movimento e desmobilizar os trabalhadores. Denúncias dessa natureza têm chegado a AFBNB, são casos onde a Superintendência do Ceará tem enviado funcionários para prestar serviços em agências que estão paralisadas no Cariri.

A AFBNB ressalta o que foi veiculado em matéria divulgada ontem: o Banco deve se empenhar sim em acabar a greve, mas por caminhos dignos e corretos, como negociação de propostas que atendam aos interesses dos funcionários.

O presidente do Banco se encontra em Brasília para interlocução junto aos órgãos do governo com o objetivo de se resolver o impasse. Dessa forma, solicitamos que os funcionários se mantenham mobilizados e fortaleçam o movimento grevista até que tenhamos nova proposta para apreciação. A próxima reunião de negociação entre o Banco e as entidades representativas será quinta-feira (22).
Sindicatos que continuam em greve
Sindicato dos Bancários de Alagoas
Sindicato dos Bancários da Bahia
Sindicato dos Bancários de Caruaru (PE)
Sindicato dos Bancários do Cariri (CE)
Sindicato dos Bancários do Extremo sul da Bahia
Sindicato dos Bancários de Garanhuns (PE)
Sindicato dos Bancários de Irecê (BA)
Sindicato dos Bancários de Itabuna (BA)
Sindicato dos Bancários de Ilhéus (BA)
Sindicato dos Bancários de Jacobina (BA)
Sindicato dos Bancários de Jequié (BA)
Sindicato dos Bancários do Maranhão
Sindicato dos Bancários de Mossoró (RN)
Sindicato dos Bancários da Paraíba
Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Sindicato dos Bancários do Piauí
Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Bancários de Sergipe
Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista (BA)
A greve continua em agências do Norte de Minas Gerais e nas duas agências do Espírito Santo (Colatina e Linhares).

A AFBNB se solidariza com os trabalhadores que continuam mobilizados em caminho da greve, bem como com as direções sindicais que continuam encaminhando o movimento.

A greve continua!

Fonte: AFBNB

Bradesco começa a pagar conquistas da greve com antecipação da PLR dia 23

Em resposta à reivindicação da Contraf-CUT, o Bradesco comunicou na terça-feira, dia 20/10, as datas de pagamento das conquistas da greve nacional dos bancários de 2009. O anúncio ocorreu um dia após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 com a Fenaban.

Veja o calendário de pagamento:

- dia 23: antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- dia 28: diferenças de ticket e cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação de R$ 289,31;
- dia 29: reajuste de 6% e diferenças salariais retroativas a 1º de setembro.

Conforme a convenção coletiva, o crédito da primeira parcela da PLR será de 54% do salário mais R$ 614 limitado a R$ 4.008, acrescido do valor adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre com teto de R$ 1.050.
Fonte: SEEB CE

Caixa retoma negociação com Comando Nacional e apresenta nova proposta

No 27º dia da greve nacional dos empregados e às vésperas da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a direção da Caixa Econômica Federal se reuniu na noite desta terça-feira, dia 20, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em Brasília, retomando o processo de negociação.

A Caixa apresentou uma nova proposta aos trabalhadores da instituição, que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700, a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010.

Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, já assinada entre a Contraf-CUT e a Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados, além de não ser utilizado eventual saldo de horas extras feitas anteriormente.

Todas as demais propostas já apresentadas no processo negocial da campanha salarial 2009, inclusive a forma de pagamento da PLR, permanecem valendo. Além disso, a Caixa concorda em discutir na mesa de negociação permanente os dias descontados das greves de 2007 e 2008.

O Comando Nacional e a CEE/Caixa se reúnem nesta quarta, dia 21, em Brasília, para avaliar a nova proposta e definir orientações para as assembléias dos sindicatos, que ocorrerão em todo país.

Diante da retomada do processo negocial, o Comando Nacional e a Caixa irão encaminhar, no início da manhã desta quarta, um pedido conjunto de adiamento da audiência de conciliação no TST, agendada para as 9h.

A greve completa 28 dias nesta quarta e ocorre nos 26 estados e no Distrito Federal.
Fonte: Contrat-CUT

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Greve na Caixa segue forte. Nesta quarta tem audiência de conciliação

A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal manteve sua força nesta segunda-feira, 19. A grande maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos em todo país decidiu manter a paralisação nesta terça-feira, o 27º dia de greve para conquistar uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários.

Orientações do Comando

Reunidos nesta segunda-feira 19 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) definiram as seguintes orientações aos sindicatos de todo o país:

1. Manter e fortalecer a greve em todo o país até que a Caixa apresente uma nova proposta que contemple as reivindicações dos empregados, retomando inclusive o movimento se as assembléias assim decidirem.
2. O Comando e a CEE/Caixa participarão da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho nesta quarta-feira, às 9h, em Brasília, quando buscarão mais uma vez uma solução pela via negocial das questões específicas, mas condenam a iniciativa da Caixa de ajuizar dissídio de greve junto ao TST, demonstrando sua falta de capacidade de encontrar soluções por intermédio da negociação.

BNB
Os empregados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) permanecem em greve. Os trabalhadores do BNB aguardam igualmente uma proposta que atenda às suas reivindicações específicas.

Veja a relação das assembleias que deliberaram pela continuidade da greve na Caixa até as 21h:

Brasília
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Porto Alegre
Curitiba
Ceará (incluindo Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha)
Florianópolis
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Mato Grosso
Pará/Amapá
Maranhão
Piauí
Goiás
Paraíba
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Sergipe
Alagoas
Acre
Campo Grande (MS)
Londrina (PR)
Nova Friburgo (RJ)
Feira de Santana (BA)
Vitória da Conquista (BA)
Andradina (SP)
Assis (SP)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Catanduva (SP)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Guaratinguetá (SP)
Jaú (SP)
Lins (SP)
Marília (SP)
Naviraí (MS)
Ponta Porá (MS)
Presidente Prudente (SP)
Presidente Wenceslau (SP)
Ribeirão preto (SP)
Rio Claro (SP)
Rondonópolis (MT)
Santos (SP)
São Carlos (SP)
São José dos Campos (SP)
São José do Rio Preto (SP)
Sorocaba (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Três Lagoas (MT)
Tupã (SP)
Vale do Ribeira (SP)
Votuporanga (SP)
Videira (SC)
Atibaia (SP)
Vale do Paranhana (RS)
São Miguel do Oeste (SC)
Chapecó (SC)
Araranguá (SC)
Concórdia (SP)
Divinópolis (MG)
Joaçaba (SC)
Ipatinga (MG)
Juiz de Fora (MG)
Patos de Minas (MG)
Uberaba (MG)
Cataguazes (MG)

A greve está suspensa nas bases de:

Araraquara (SP)
Bragança Paulista (SP)
Caxias do Sul (RS)
Criciúma (SC)
Franca (SP)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Jau (SP)
Jundiaí (SP)
Piracicaba (SP)
Santiago (RS)
Teófilo Otoni (MG)
Toledo (PR)
Umuarama (PR)
Araçatuba (SP)
Arapoti (PR)
Limeira (SP)
Vale do Caí (RS)
Campinas (SP)
Guaporé (RS)
ABC Paulista
Itaperuna (RJ)
Taubaté (SP)

Fonte: Contraf-CUT

Greve no BNB continua

O movimento grevista no Banco do Nordeste completa o seu 26º dia, apesar das pressões e contra-informações do Banco. É natural que a Direção do BNB tenha seu foco no fim da greve, o que deveria ser feito no sentido de atender as reivindicações de seus trabalhadores e apresentando propostas sérias e dignas de um banco de desenvolvimento, cuja missão e natureza são diferenciadas e nobres. Se assim fosse, certamente não estaríamos mais em greve!

Em informativo enviado aos funcionários, no último dia 16, o Banco declara que as entidades não demonstram nas negociações nenhuma vontade de entendimento e debate dos itens da proposta apresentada. A AFBNB ratifica, mais uma vez, que a proposta apresentada não é digna de negociação, o que é o mesmo entendimento dos funcionários, que permanecem em greve, com exceção do Ceará, onde através de manipulação do Banco, funcionários que não estavam em greve se submeteram ao constrangimento de ir à assembléia com o objetivo exclusivo de encerrar a greve no estado, haja vista os que estavam em greve terem votado pela continuidade do movimento.

Na última reunião de “negociação”, o Banco informou que estaria nos dias 20 e 21 em Brasília, negociando com o Dest, para no dia seguinte (quinta-feira, dia 22), reunir-se com as entidades representativas. Amanhã e depois é tarde!!! Essa interlocução deveria ter sido feita antes mesmo da greve! Agora, resta a nós continuarmos mobilizados em todos os estados, inclusive no Ceará, nesses dias que antecedem a esta negociação. A AFBNB sugere aos sindicatos que continuem fazendo atos de mobilização, como têm sido feitos em Sergipe (churrasco do Dest e aniversário da promessa PCR), Recife (aniversário da promessa PCR), Fortaleza (aniversário da promessa do PCR) de forma a chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o descaso para com os trabalhadores do BNB. Além do mais, a AFBNB orienta que só sejam realizadas assembléias mediante alguma informação nova.

Na última sexta-feira (16), a AFBNB enviou a todos os deputados federais que integram a Bancada Nordestina documento no qual pede interlocução política junto ao Dest para dar celeridade às questões relacionadas ao BNB. No mesmo sentido, hoje (19) encaminhou documento aos parlamentares da Assembléia Legislativa do Ceará.

Sindicato do Cariri cearense vota pela continuidade da greve
Os bancários do BNB da base do Sindicato dos bancários do Cariri (que engloba as agências de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha) votaram pela continuidade da greve.

Vamos em frente! Não aceitaremos migalhas nem propostas requentadas!

Fonte: AFBNB

Bancários assinam Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010 com a Fenaban

Foto: Paulo Pepe
A Contraf-CUT e a Fenaban assinaram nesta segunda-feira, 19, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010, os dois instrumentos que formalizam as conquistas da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou centenas de milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

Entre as principais cláusulas das duas convenções coletivas, estão as seguintes:
- Reajuste salarial: 6% (aumento real de 1,5%);
- Pagamento de diferenças salariais (a convenção coletiva estabelece que as diferenças de salário pela aplicação do reajuste de 6%, de tíquetes-refeição e de cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro, deverão ser efetuadas até a folha de pagamento de novembro).

Confira os novos valores
Tíquete-Refeição: R$ 16,88/dia
Cesta-Alimentação: R$ 289,31/mês
13ª Cesta-Alimentação: R$ 289,31
Auxílio-Creche/Babá: R$ 207,95/mês
Pisos após 90 dias de empresa
- Portaria: R$ 748,59
- Escritório: R$ 1.074,46
- Caixa: R$ 1.501,49

Antecipação da PLR
A partir de agora, cada banco terá prazo até 10 dias para o pagamento de antecipação da PLR, da seguinte forma:

1. Regra básica
- 54% sobre o salário-base mais verbas fixas, reajustadas em setembro/2009, mais o valor de R$ 614, limitado a R$ 4.008 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1º semestre de 2009, o que ocorrer primeiro;
- no pagamento da antecipação da regra básica, o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2009, em razão de planos próprios.

2. Parcela adicional
- divisão linear da importância de 2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2009 pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.050;
- o pagamento da antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.

Dias parados
Os dias parados durante a greve serão compensados até dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados em hipótese alguma. A compensação será limitada a duas horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriados, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Contraf-CUT e Fenaban assinam convenção coletiva e PLR

A Contraf-CUT assina nesta segunda-feira, dia 19/10, às 15h, com a Fenaban, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010. O evento será realizado no Hotel Maksud Plaza, em São Paulo. Os dois instrumentos são resultados da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

"Mais uma vez, a disposição de luta dos bancários fez a diferença na campanha salarial e garantiu uma nova convenção coletiva para todos os bancários de bancos públicos e privados do Brasil, conquistando aumento real, melhoria na PLR e avanços sociais", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Veja alguns pontos da Convenção:

Antecipação da PLR - A partir da assinatura, cada banco terá prazo de até 10 dias para o pagamento de antecipação da PLR, da seguinte forma:

Regra básica - 54% sobre o salário-base mais verbas fixas, reajustadas em setembro/2009, mais o valor de R$ 614, limitado a R$ 4.008 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1º semestre de 2009, o que ocorrer primeiro; no pagamento da antecipação da regra básica, o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2009, em razão de planos próprios.

Parcela adicional - divisão linear da importância de 2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2009 pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.050; o pagamento da antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.

Fonte: SEEB CE

Justiça nega liminar à Caixa, aponta para a negociação e greve continua forte

Pouco depois da assembléia dos bancários da Caixa decidir pela continuidade da greve, a direção do banco sofreu na Justiça nova derrota para os trabalhadores.

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, indeferiu no final da tarde desta sexta (16) a liminar para a Caixa que solicitava a declaração de abusividade da greve. O ministro marcou audiência de conciliação e instrução para a próxima quarta-feira, dia 21, às 9h.

A derrota da Caixa na Justiça mostra que abusiva, na realidade, foi a atitude intransigente e autoritária da direção do banco, que acabou recebendo um verdadeiro puxão de orelha nesse processo para seguir o caminho da negociação.

Os bancários decidiram desautorizar a Contec a representá-los durante o processo na Justiça. A Contraf-CUT é a representante da categoria durante a fase de negociação, mas a decisão de aceitar ou não uma possível nova proposta continuará sendo dos próprios bancários em assembleia.

O processo de dissídio coletivo no TST foi ajuizado na quinta-feira pela Caixa, que tentou escapar de sua responsabilidade de construir um acordo com os bancários na mesa de negociações. Naquele mesmo dia, a resposta dos bancários, que entendem que o caminho para resolução dos conflitos trabalhistas é a negociação, foi a manutenção da greve nas principais e maiores bases do país, exigindo a retomada das conversações.

Quando os processos de dissídio coletivo são instalados, a primeira etapa é a tentativa de conciliação entre as partes com mediação do ministro instrutor. Não havendo acordo ou não aceitação de eventual proposta formulada pelo Tribunal, o processo segue para julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

Fonte: SEEB CE

AFBNB encaminha carta aos deputados da bancada nordestina

A AFBNB encaminhou na última sexta, 16, documento solicitando interlocução política dos deputados federais da Bancada do Nordeste na Câmara Federal, no sentido de dar celeridade aos trâmites nos órgãos dos quais dependem diretamente os avanços da campanha salarial no BNB.

A AFBNB conclama a todos que continuem mobilizados, em greve, para alcançar os objetivos pelos quais os benebianos estão há 26 dias dedicados. Para ler o documento - encaminhado via e-mail e fax - clique aqui.

Fonte: AFBNB

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Greve continua na Caixa e Comando repudia ajuizamento de dissídio no TST


Crédito: Seeb São Paulo
A grande maioria das assembleias de bancários em todo o país decidiu manter a greve na Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira, 16. Com isso, a paralisação entra em seu 23º dia e com pique em todos os 26 estados e no Distrito Federal, conforme mostra o levantamento da Contraf-CUT com informações dos sindicatos e da Fenae.

Enquanto isso, a direção da Caixa manteve sua aposta no conflito ao ajuizar, na noite desta quinta-feira, o dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) repudiam a atitude da empresa de buscar a intermediação da Justiça e reafirmam seu compromisso com o processo de negociação coletiva para a resolução do impasse entre empregados e patrões.

O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas por entender que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.

Nesta sexta-feira, os advogados da Contraf-CUT irão ao TST para buscar informações sobre o conteúdo do pedido de ajuizamento feito pela Caixa.

O Comando também se reunirá nesta sexta, em Brasília, para avaliar os próximos passos da greve. A orientação é pela continuidade e fortalecimento do movimento em todo o país para pressionar a Caixa a retomar as negociações e apresentar uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores.

Veja a relação das assembleias que deliberaram pela continuidade da greve até as 20h30:

Brasília
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
São Paulo
Porto Alegre
Curitiba
Ceará
Florianópolis
Bahia
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Mato Grosso
Pará/Amapá
Maranhão
Piauí
Goiás
Paraíba
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Sergipe
Alagoas
Acre
Campo Grande (MS)
Nova Friburgo (RJ)
Feira de Santana (BA)
Vitória da Conquista (BA)
ABC Paulista
Andradina (SP)
Assis (SP)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Catanduva (SP)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Guaratinguetá (SP)
Itaperuna (RJ)
Jaú (SP)
Lins (SP)
Marília (SP)
Naviraí (MS)
Ponta Porá (MS)
Presidente Prudente (SP)
Presidente Wenceslau (SP)
Ribeirão preto (SP)
Rio Claro (SP)
Rondonópolis (MT)
Santos (SP)
São Carlos (SP)
São José dos Campos (SP)
São José do Rio Preto (SP)
Sorocaba (SP)
Taubaté (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Três Lagoas (MT)
Tupã (SP)
Vale do Ribeira (SP)
Votuporanga (SP)
Atibaia (SP)

Deliberaram hoje pelo retorno ao trabalho as seguintes bases:

Araçatuba (SP)
Arapoti (PR)
Limeira (SP)
Vale do Caí (RS)
Campinas (SP)
Guaporé (RS)

Suspenderam a greve ontem as bases de:

Araraquara (SP)
Bragança Paulista (SP)
Caxias do Sul (RS)
Criciúma (SC)
Franca (SP)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Jau (SP)
Jundiaí (SP)
Piracicaba (SP)
Santiago (RS)
Teófilo Otoni (MG)
Toledo (PR)
Umuarama (PR)

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sem avanço na proposta da Caixa, bancários decidem manter a greve


Crédito: Paulo Pepe/Seeb São Paulo

A esmagadora maioria dos bancários da Caixa Econômica Federal decidiu em assembleias realizadas pelos sindicatos nesta quarta-feira, 14, manter a greve nacional que entra em seu 22º dia nesta quinta.

Deliberaram pela manutenção da paralisação os empregados das bases de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Amapá, segundo informações recebidas pela Contraf-CUT até as 20h45.

A proposta do banco foi aceita e a greve encerrada em algumas bases no interior de São Paulo e do Paraná, como Bragança Paulista, Guarulhos, Jundiaí, Guarapuava, Toledo e Umuarama.

Proposta insuficiente
Em negociação realizada na terça-feira, a empresa apresentou ao Comando Nacional um novo modelo para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. A proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.

> Veja aqui tabela com os valores por Grupo de Cargos.

Além disso, a Caixa manteve as propostas apresentadas em reuniões anteriores quanto aos demais itens da pauta. Entre os principais pontos, estão: eleição de todos os cipeiros, contratação de 3 mil empregados, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras.

O Comando Nacional reconheceu os avanços da proposta, mas a considerou insuficiente e orientou pela manutenção da greve no banco, o que foi seguido pela maioria das assembleias de trabalhadores realizadas até o momento.

Funcionários do BNB no Ceará encerram greve
Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará na noite desta quarta-feira, dia 14, numa votação bastante disputada, decidiram aceitar a proposta do banco e sair da greve que continua em outras bases sindicais no Nordeste.

A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/Contraf-CUT) e a direção do Sindicato defenderam a continuidade da greve e a rejeição da proposta. Nesta quinta-feira, os integrantes da Comissão Nacional se reúnem na sede do Sindicato, pela manhã, para fazer a avaliação do movimento e a preparação para a rodada de negociação específica que acontece às 15h, no Passaré, com a Superintendência de Desenvolvimento Humano do BNB.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caixa apresenta nova proposta de PLR. Comando orienta manutenção da greve


Crédito: Seeb São Paulo
Aconteceu nesta terça-feira, 13, nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa apresentou uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que seria paga alternativamente à regra da Fenaban, além de manter as mesmas cláusulas propostas na última reunião, realizada no último dia 8.

A proposta de PLR da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil (veja aqui tabela com os valores por Grupo de Cargos). Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.

Outras propostas - O banco reafirmou também as demais propostas apresentadas anteriormente, tais como: eleição de todos os cipeiros, contratação de 3 mil empregados, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras.

Dias parados - A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17/09 e 14/10 com prestação de jornada suplementar até o dia 18/12.

Avaliação do Comando Nacional
O Comando Nacional avalia que houve avanços na proposta da PLR, uma vez que a expectativa dos empregados é de que os valores pagos em 2009 sejam no mínimo iguais aos da PLR do ano passado, apesar da redução do lucro líquido da Caixa. Os bancários realizaram um grande esforço para que o banco atingisse suas metas sociais e, além disso, não podemos esquecer que a redução do lucro da Caixa foi em parte em função da política de redução de juros do Governo Federal, como forma de enfrentamento da crise mundial. Porém, o Comando entende que a distribuição dos valores deveria contemplar melhor os empregados de menores salários.

A proposta, que também apresenta avanços nas cláusulas sociais e sindicais, contudo, é insuficiente. Itens importantes, como isonomia e uma valorização salarial que poderia ser feita por meio de concessão de Delta não foram atendidos. Além disso, a contratação de 3 mil novos empregados é positiva, mas não resolverá o problema crônico de excesso de trabalho a que está submetido o conjunto dos empregados.

Portanto, o Comando Nacional orienta os empregados da Caixa a manterem o movimento de greve na expectativa de avançarmos na proposta.

Fonte: Contraf-CUT

Greve do BNB continua, forte. E por que continua?


E por que não continuar? Por acaso há algum elemento novo? Não! Só promessas do Banco, requentadas desde a última campanha salarial e não efetivadas até o momento, como a revisão do Plano de Cargos e Remuneração. Continuamos em greve porque após 15 dias de paralisação a Direção do BNB, em uma atitude que mostra total desrespeito com as entidades representativas e com os trabalhadores da instituição, chamou para uma reunião e não apresentou uma proposta concreta.
O funcionário do BNB não tem motivo para voltar ao trabalho, após esse exercício de cidadania, consciência e mobilização que tem sido a greve. À situação anterior, soma-se agora com um elemento a mais: a indiferença do Banco!

A adesão dos trabalhadores do BNB à greve e o resultado das assembléias realizadas na última quinta-feira – nas quais em todos os estados da base do BNB, com exceção do Sindicato de Campina Grande, votou-se pela continuidade na greve dos bancos públicos - revelam a insatisfação dos funcionários com a ausência de uma política de recursos humanos e de valorização. Se até o momento, com o nível de adesão à greve nacional no BNB, ainda não se verifica sinais por parte do Banco no sentido de atender às reivindicações, registramos mais uma vez, os motivos da greve para a continuidade da greve:

1) Os funcionários do BNB estão em greve porque têm um acúmulo de perdas salariais principalmente a partir da implementação do plano real (1994).
É preciso reajuste digno com ganho real e o estabelecimento de uma política de reposição das perdas salariais passadas.
2) Os funcionários do BNB estão em greve porque os salários são incompatíveis com a missão do Banco, bem como com as atividades desenvolvidas pelos mesmos.
É necessário o cumprimento da promessa de reformulação do PCR e de implantação do Plano de Funções, além do estabelecimento do piso de ingresso, pelo menos compatível com o salário mínino calculado pelo Dieese.
3) Os funcionários do BNB estão em greve porque são tratados de forma diferenciada.
É preciso estabelecer uma política de isonomia de tratamento; o pagamento dos passivos e estabelecimento dos direitos para todos. É necessário o cumprimento da promessa do Plano de Previdência Complementar para todos, principalmente para as novas gerações de funcionários do Banco.
4) Os funcionários do BNB estão de greve porque trabalham gratuitamente com extrapolação da jornada, sem pagamento integral das horas extras.
É preciso estabelecer um sistema de ponto eletrônico, sem banco de horas, e que o Banco definitivamente estabeleça uma política de cumprimento da jornada de trabalho. È necessário acabar com as metas abusivas e que seja observada a real capacidade de trabalho no Banco. Concluindo-se pela necessidade de mais horas, que sejam criados novos postos de trabalho, via concurso público, para suprir à demanda.
5) Os funcionários do BNB estão em greve porque têm gerado ótimos resultados e lucros para o Banco, mas não têm participado da divisão do bolo, ficando apenas à distância observando a administração do Banco comemorar.
É preciso uma política efetiva de participação nos lucros e resultados (PLR), de forma compatível à dedicação e ao trabalho desenvolvido pelos trabalhadores do BNB, bem como um mecanismo de aferição dos resultados sociais obtidos através da intervenção do BNB.
6) Os funcionários do BNB estão em greve porque ainda reina na Instituição as práticas criminosas de assédio moral, classificadas por estudiosos do assunto como princípio psicoterrorismo.
É necessário que seja abolido de uma vez por todas do seio da Instituição tais práticas, além da punição exemplar daquelas pessoas que insistem em lançar mão desses atos, sob pena de assistir à institucionalização de tais abusos como critérios para nomeações para cargo de gestão estratégica.
7) Os funcionários do BNB estão em greve porque estão exercendo um direito que lhes é assegurado pela Constituição Federal, não sendo, portanto, crime.
A greve é uma conquista do movimento sindical e dos trabalhadores. Ainda hoje é a forma mais eficaz dos trabalhadores se fazerem ouvir diante da intransigência dos patrões. Por isso, a Direção do Banco do Nordeste deve entender os seus motivos, negociar em condições favoráveis aos trabalhadores, inclusive face ao grau de adesão da greve, não descontar os dias parados. É isso que esperamos de uma gestão democrática e que de fato tenha boa vontade em valorizar os seus trabalhadores.

Pelos motivos acima e pela não apresentação de propostas concretas – haja vista que estão no campo das promessas - é que a Associação conclama os trabalhadores do BNB a permanecerem e fortalecer o movimento, bem como as entidades sindicais a cobrarem do Banco celeridade nas negociações, no sentido de encaminhar o atendimento das deliberações e não protelar como vem sendo feito. As entidades cobraram ontem do Banco que as negociações fossem diárias e que o Banco agilize a interlocução com os órgãos superiores, o que já deveria ter sido feito desde o início da greve.

Greve pra valer, até que as reivindicações sejam atendidas!

Fonte: AFBNB

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Para Fenae, impasse na Caixa se resolve com valorização dos empregados


Para a diretoria da Fenae, o fechamento de acordo específico na campanha salarial de 2009 exige da direção da Caixa Econômica Federal uma mudança de postura em relação aos trabalhadores. Os bancários merecem e exigem ser valorizados, porque estão abarrotados de trabalho, atuando em ambiente adverso ao desenvolvimento de suas atividades. A rotina tem sido de extrapolação da jornada, acúmulo de funções e responsabilidades, com pressão de todos os lados e, não raro, assédio moral explícito.

Os empregados da Caixa se entregam de corpo e alma à superação dos desafios colocados para a empresa, especialmente na execução das políticas públicas. Programas como o Bolsa-Família e o "Minha Casa, Minha Vida", entre vários outros que passam por suas mãos, são executados com empolgação e orgulho, dado o alcance que têm do ponto de vista social e econômico.

A greve já produziu conquistas importantes, com destaque para o reajuste de 6%, que contempla aumento real de 1,5% ante a inflação de 4,44%, no período de 1º de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009. O modelo de PLR trouxe também novidades interessantes, como a parte adicional correspondente a 2% do lucro líquido, com distribuição linear entre todos os bancários.

A PLR não se mostrou satisfatória na Caixa por conta da acentuada queda nos lucros da empresa. Para compensar o impacto negativo, é necessário que se busque alternativa de ganho econômico para os empregados, de forma a não deixá-los em desvantagem em relação ao conjunto da categoria bancária.

Quanto às questões específicas, o que se constata é que as negociações deixaram muito a desejar. A direção da Caixa tolheu possibilidades de avanços. O número de novas contratações, por exemplo, está muito aquém das necessidades - três mil novos empregados praticamente repõem os desligamentos.

Reivindicações como jornada de seis horas para todos, isonomia entre antigos e novos empregados, equacionamento dos problemas do plano de benefício REG/Replan não-saldado da Funcef e tíquete na aposentadoria a todos não foram devidamente consideradas pelos administradores da empresa.

A Fenae conclama a direção da Caixa a se reposicionar frente às necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas. A postura dos representantes da empresa na mesa de negociação precisa mudar radicalmente em relação à que tem sido adotada até aqui. Deve passar da recusa contumaz à busca de atendimento aos pleitos colocados. Devem ser abandonadas, por exemplo, as videoconferências em que informações costumam ser distorcidas conforme a conveniência da empresa. É hora de negociações de fato e com a necessária boa fé.

Fonte: Fenae

sábado, 10 de outubro de 2009

Empregados da Caixa decidem manter e fortalecer a greve em todo país


Crédito: Seeb/Campinas

Indignados com a postura da direção da Caixa Econômica Federal, os empregados entraram nesta sexta-feira, 9 de outubro, em seu 16º dia de greve nacional. A decisão foi tomada durante assembleias realizadas na quinta-feira em todo país, segundo levantamento da Contraf-CUT junto aos sindicatos.

Dessa forma, os trabalhadores decidiram intensificar a paralisação para pressionar a empresa a atender as reivindicações específicas. Na rodada de negociação ocorrida na quinta-feira, em São Paulo, os representantes da Caixa não apresentaram uma proposta que contemplasse as expectativas dos empregados. Nenhuma nova reunião foi agendada.

Avaliação do Comando Nacional
O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) avaliam que a proposta feita pelo banco é insuficiente, especialmente na questão da remuneração. Nos últimos anos, a Caixa tem desempenhado um papel cada vez mais presente como operadora de importantes políticas do governo federal, como o Bolsa-Família e os investimentos em habitação.

Se por um lado essa mudança na atuação da Caixa é vista como positiva pelos bancários, ela gerou um aumento enorme na carga de trabalho dos empregados do banco, deteriorando as condições de trabalho. Dessa forma, o Comando entende que, mesmo que o lucro líquido do banco seja insuficiente para pagar aos empregados a regra básica da PLR, os trabalhadores devem receber algum tipo de compensação por toda a sua dedicação e empenho.

Além disso, a proposta não contempla diversas questões específicas reivindicadas pelos trabalhadores, conforme decisão do 25º Conecef, tais como: jornada de seis horas para todos e participação na gestão. Dessa forma, o Comando Nacional decidiu orientar os bancários pela não aprovação da proposta e continuidade da greve na Caixa por tempo indeterminado.


Fonte: Contraf/CUT

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bancários do Cariri realizam assembleia e terminam greve no Banco do Brasil e HSBC


Os bancários do Cariri, em Assembleia realizada na noite de ontem, quinta-feira, seguiram a orientação do Comando Nacional da categoria e aprovaram a proposta apresentada pela Fenaban que prevê reajuste salarial de 6% e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche/babá. No entanto, os bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste, devido ao impasse que ainda ocorre nas negociações específicas, decidiram permanecer em greve até a apresentação de uma nova proposta pelos bancos.

Bancários aprovam nova proposta da Fenaban conquistada com a greve


Crédito: Paulo Pepe/Seeb São Paulo

No 15º dia da greve nacional, os bancários de todo o país aprovaram nesta quinta-feira, 8, em assembléias realizadas pelos sindicatos a proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional, com base nas informações recebidas pela Contraf-CUT até as 21h30. A proposta prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

> Clique aqui para ver a íntegra da proposta da Fenaban

O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.

A greve garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. O modelo de PLR conquistado contém avanços. A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.

A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em todo o país. Não houve avanços na negociação específica realizada nesta quinta entre o banco e Comando Nacional, em São Paulo. A greve continuará até a apresentação de uma nova proposta pelo banco.

No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta específica do banco, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, entre outras. A proposta foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre, Ceará, entre outros sindicatos, que realizarão novas assembléias.

Veja o resultado das principais assembléias até as 22h30 de ontem:

São Paulo
Privados, BB e Nossa Caixa = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Florianópolis
Privados e BB = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Brasília
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BRB = mantém greve

Porto Alegre
Privados e Banrisul = propostas aprovadas
BB e CEF = mantêm greve

Rio de Janeiro
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Curitiba
BB e Privados = propostas aprovadas

Roraima
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Piaui
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BNB = mantém greve

Campo Grande
BB e Privados - propostas aprovadas
CEF =mantém greve

Mato Grosso
BB e Privados - propostas aprovadas
Basa = rejeitou proposta e mantém greve
CEF = mantém greve (não apreciaram proposta)

Ceará
BB = mantém greve

Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha (CE)
BB e Privados - propostas aprovadas
CEF e BNB = mantém a greve
Acre
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Pará
BB, Privados e Banpará = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Rondonia
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Alagoas
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e BNB = mantém greve

Pernambuco
Privados = proposta aprovada
BB =mantém greve
CEF, BNB = ainda em assembléias

Espírito Santo
BB, Privados e Banestes = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Bahia
BB = mantém greve

Sergipe
BB = mantém greve

Paraíba
Privados = proposta aprovada
BB e CEF = mantêm greve
BNB = ainda em assembléia

Belo Horizonte
Assembléia hoje (09), 15h

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Greve dos bancários arranca nova proposta com aumento real e PLR maior

Depois de 14 dias da greve em todos os 26 estados e no Distrito Federal, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta na rodada de negociação desta quarta-feira, 7, garantindo reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e com uma regra mais simples e justa do que a do ano passado.

O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários.

A PLR mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido, através da regra básica nos moldes do ano passado e da mudança da parcela adicional que, ao invés de ser apurada com base na variação do crescimento do lucro, passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os funcionários (veja os valores abaixo).

A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.

"A proposta é resultado da força da greve da categoria e contempla ganho real de salários, o que temos conquistado em todas as campanhas desde 2004. Além disso, a regra de PLR proposta representa um avanço em relação à fórmula do ano passado, sendo mais simples e transparente. Pela proposta, a parcela adicional não será mais vinculada ao crescimento do lucro. Com isso, não existirá mais o risco de que os bancários não recebam esta parcela, exceto se não houver lucro, o que sempre existiu. Esse novo modelo de PLR define uma regra mais clara e justa", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Avaliação do Comando Nacional dos Bancários
O Comando considera que houve avanços em relação à primeira proposta da Fenaban, no dia 17 de setembro, que previa apenas a reposição da inflação do período e rebaixava a distribuição da PLR até 4% do lucro líquido dos bancos. A nova proposta garante aumento real de salário e mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido na PLR através de uma fórmula que trará mais ganhos para os bancários com a alteração da parcela adicional.

A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta nas assembléias dos bancários de bancos privados que serão realizadas nesta quinta-feira, 8, pelos sindicatos em todo o país.

Banco do Brasil - Em negociação na noite desta quarta-feira, o banco apresentou proposta considerada positiva pelo Comando, que orientou sua aprovação (veja mais aqui).
Caixa - O Comando se reúne hoje, quinta-feira, para rodada de negociação com a Caixa, em São Paulo.

Veja a íntegra da proposta:
- Reajuste
- 6% aplicado a todas as verbas, representando 1,5% de aumento real.
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
Regra básica:
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.
- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.
- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
- Parcela Adicional
- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.
- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.
- Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.
- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
- Pisos
Salário de Ingresso
Portaria: R$ 683,38
Escriturário: R$ 980,08
Caixa: R$ 980,08 + R$ 289,93 (gratificação de caixa) = R$ 1.270,01
- Salários após 90 dias
Portaria: R$ 748,59
Escriturário: R$ 1.074,46
Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
- Outras Verbas
ATS - R$ 16,59
Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88
Auxílio cesta-alimentação - R$ 289,31
13ª cesta-alimentação - R$ 289,31
Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Auxílio funeral - R$ 557,78
Ajuda deslocamento noturno - R$ 58,22
Indenização por Morte ou incapacidade Decorrente de Assalto - R$ 83.175,62
Requalificação profissional - R$ 831,28
- Outros pontos
- Ampliação da Licença Maternidade para 180 dias.
- Isonomia de tratamento para homoafetivos: as regras previstas na Convenção Coletiva para os cônjuges dos bancários serão garantidas para os parceiros de bancários e bancárias com relação homoafetiva. A comprovação da condição de parceiro (a) se dará com base nas mesmas exigências estabelecidas pela Previdência Social.
- Dias parados: Serão compensados até o dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados, a exemplo da Convenção Coletiva de 2008. Além disso, a compensação será limitada a duas horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriado, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.
- Saúde: A Fenaban vai retomar na segunda quinzena de novembro as reuniões da Comissão de Saúde, que não vinham ocorrendo.
- Segurança Bancária: A Fenaban também vai retomar na segunda quinzena de novembro as reuniões da Comissão de Segurança Bancária, que não ocorriam há vários anos.
- Auxílio creche/babá: Será mantido para filhos de bancários até a idade de 83 meses, não sendo reduzido para 71 meses como pretendia a Fenaban.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Greve se consolida, fecha 7.063 agências e exige proposta dos bancos


Crédito: Seeb São Paulo

Mobilização intensa da categoria! A greve nacional dos bancários voltou a se fortalecer nessa terça-feira, 6, 13º dia de paralisação, fechando 7.063 agências em todas os 26 estados e no Distrito Federal. O número é do levantamento realizado pela Contraf-CUT, com dados encaminhados até as 20h pelos 134 sindicatos ligados ao Comando Nacional dos bancários.

Na segunda-feira, os bancários haviam parado 7.054 agências, o que revela uma elevação de nove unidades. A consolidação da greve se dá apesar da truculência dos bancos, que apelam para interditos proibitórios e para a ação das polícias.

"Os bancários estão firmes na luta por suas reivindicações, sem se deixar esmorecer pela intransigência e pelas ações antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Os bancos estão apostando no confronto, mas vão se dar mal. Não deixaremos a greve sem aumento real de salário, PLR justa, proteção ao emprego, mais contratações, valorização dos pisos salariais e melhorias das condições de saúde, de segurança e de trabalho", sustenta.

O Comando Nacional não recebeu ainda nenhum contato da Fenaban para a retomada das negociações. Na última rodada, acontecida na última sexta-feira, 2, a entidade patronal informou que realizaria na segunda-feira uma reunião com os presidentes dos bancos e que entraria em contato com a representação dos bancários para a realização de nova negociação. Na ocasião, os bancos mantiveram a proposta rebaixada que já foi rechaçada pela categoria.

Reunião do Comando Nacional
Nesta quarta-feira, 7, às 14h, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. A reunião tem objetivo de avaliar a greve da categoria e debater estratégias para as próximas etapas da mobilização.

Fonte: Contraf/CUT

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Greve nacional dos bancários continua crescendo e exige proposta dos bancos


Crédito: Seeb/DF

O 12º dia da greve nacional dos bancários terminou com novas adesões em todo o país, nesta segunda-feira, 5, apesar dos interditos proibitórios e da repressão dos bancos. O número de agências fechadas manteve-se elevado em todos os 26 estados e no Distrito Federal (aumentando de 7.053 para 7.054) e a participação dos bancários se ampliou com a paralisação de grandes centros administrativos, como a Cidade de Deus, sede do Bradesco em Osasco, e o Centro Empresarial Itaú Conceição (CEIC), do Itaú, na Zona Sul de São Paulo.

"A paralisação dos centros administrativos é fundamental e demonstra que a insatisfação atinge trabalhadores de todos os setores dos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Foi importante o movimento na Cidade de Deus, do Bradesco, onde os trabalhadores paralisaram as atividades mesmo com a pressão da Polícia Militar e de um interdito proibitório conseguido pelo banco", sustenta.

Sem resposta dos bancos
Os negociadores da Fenaban ainda não deram resposta ao Comando Nacional a respeito da reunião dos presidentes dos bancos, que seria realizada nesta segunda-feira. O anuncio desse encontro havia sido feito na última rodada de negociação, realizada na sexta-feira, 2, quando os representantes dos banqueiros mais uma vez frustraram os trabalhadores ao não apresentarem nova proposta.

"A enrolação em fazer uma proposta satisfatória para os bancários contrasta com a velocidade que os bancos demonstraram ao lançarem no fim de semana uma enorme campanha de marketing para surfar na onda da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas 2016, aproveitando-se do sucesso alheio", afirma Carlos Cordeiro. "Essa lentidão em negociar e a insistência numa proposta rebaixada são provas do descaso e da falta de responsabilidade social dos bancos com seus funcionários. Não aceitaremos proposta que não contemple aumento real, PLR maior, garantias de proteção ao emprego e mais contratações, valorização dos pisos salariais e melhorias das condições de saúde, de segurança e de trabalho", conclui.
Fonte: Contraf/CUT

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Fenaban desrespeita bancários e não faz proposta. Resposta é ampliar a greve


Crédito: Susan Meire/Feeb SP-MS

Depois de dois dias de negociações com o Comando Nacional dos Bancários, realizadas em São Paulo nesta quinta e sexta-feira, os bancos mais uma vez frustraram as expectativas dos trabalhadores e não apresentaram proposta. Eles insistem em reduzir a PLR, não querem conceder aumento real e se recusam a dar garantias de emprego, além de se negarem a valorizar os pisos salariais e a melhorar as condições de saúde, segurança e trabalho. Em razão da intransigência dos banqueiros, o Comando Nacional orienta os sindicatos a fortalecerem ainda mais o movimento a partir de hoje, 5, 12º dia de greve.
A comissão de negociação da Fenaban informou que os presidentes dos bancos vão se reunir, provavelmente hoje, segunda-feira, para avaliar a possibilidade de formular uma nova proposta. Após a reunião, haverá contato com o Comando Nacional para marcar uma nova rodada de negociação.

Os bancários vão continuar a greve por:
- Reajuste de 10% do salário. Os bancos ofereceram 4,5%, apenas a reposição da inflação dos últimos doze meses, enquanto outras categorias de trabalhadores de setores econômicos menos lucrativos estão conquistando aumento real de salário.

- PLR maior. Os bancos querem reduzir PLR para aumentar lucros. Os bancários querem uma PLR simplificada, equivalente a três salários mais R$ 3.850 fixos. Os banqueiros propuseram 1,5 salário limitado a 4% do lucro líquido mais 1,5% do lucro líquido distribuído linearmente, com limite de R$ 1.500. Essa fórmula reduz o valor da PLR paga no ano passado. Em 2008, os bancos distribuíram de PLR até 15% do lucro líquidomais parcela adicional relativa ao aumento da lucratividade que chegou a R$ 1.980. Neste ano querem limitar o total da PLR distrubuida aos bancários a 5,5% do lucro líquido e a R$ 11.500.

- Valorização dos pisos salariais. A categoria reivindica pisos de R$ 1.432 para portaria, R$ 2.047 (salário mínimo do Dieese) para escriturário, R$ 2.763,45 para caixa, R$ 3.477,00 para primeiro comissionado e R$ 4.605,73 para primeiro gerente. Os bancos rejeitam a valorização dos pisos e propõem 4,5% de reajuste para todas as faixas salariais.

- Preservação dos empregos e mais contratações. Seis dos maiores bancos do país estão passando por processos de fusão. Os bancários querem garantias de que não perderão postos de trabalho e exigem mais contratações para dar conta da crescente demanda. Os bancos se recusam a discutir o emprego e aplicar a Convenção 158 da OIT, que inibe demissões imotivadas.

- Mais saúde e melhores condições de trabalho. A enorme pressão por metas e o assédio moral são os piores problemas que a categoria enfrenta hoje, provocando sérios impactos na saúde física e psíquica. A Fenaban não fez proposta para combater essa situação e melhorar as condições de saúde e trabalho.

- Auxílio-creche/babá. A categoria quer R$ 465 (um salário mínimo) para filhos até 83 meses (idade prevista no acordo em vigor). Os bancos oferecem R$ 205 e querem reduzir a idade para 71 meses.

- Auxílio-refeição. Os bancários reivindicam R$ 19,25 ao dia e as empresas propõem R$ 16,63.

- Cesta-alimentação. Os trabalhadores querem R$ 465, inclusive para a 13ª cesta-alimentação. Os bancos oferecem R$ 285,21 tanto para a cesta mensal quanto para a 13ª.

- Segurança. Os bancários querem instalações seguras e medidas como a proibição ao transporte de numerário, malotes e guarda das chaves. Também reivindicam adicional de risco de vida de 40% do salário para quem trabalha em agências e postos. A categoria defende proteção da vida dos trabalhadores e clientes.

- Previdência complementar para todos. Os bancários reivindicam planos de previdência complementar para todos os trabalhadores, com patrocínico dos bancos e participação na gestão dos fundos de pensão.

Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Greve continua e Comando Nacional e Fenaban retomaram negociação hoje

No nono dia da greve nacional dos bancários, as negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban recomeçaram no final de manhã desta sexta-feira, dia 2, em São Paulo, com prosseguimento a partir das 15h. Os trabalhadores esperam que os bancos apresentem uma proposta que atenda as reivindicações da categoria, que paralisou suas atividades desde o dia 24 de setembro diante da proposta rebaixada e insuficiente dos banqueiros, rejeitada em todas as assembleias dos sindicatos.

Na parte da manhã, os debates giraram novamente em torno do formato da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) dos bancários. Os negociadores da Fenaban voltaram a insistir na proposta que diminui a PLR em relação ao ano passado.

"Deixamos claro que uma proposta que reduz a PLR é inaceitável pela categoria, diante da imensa lucratividade dos bancos, que lucraram R$ 19,3 bilhões no primeiro semestre deste ano. Insistimos na fórmula aprovada pela Conferência Nacional dos Bancários, com o pagamento de três salários mais R$ 3.850 fixos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

"Também reafirmamos que, além da PLR e do aumento real de salário, a proposta dos bancos tem que atender as demais reivindicações dos bancários, como valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, mais contratações, melhores condições de saúde, de segurança e de trabalho, com implementação de políticas que combatam as metas abusivas e o assédio moral, entre outros pontos", afirma o dirigente sindical.

Enquanto rolam as negociações, a mobilização permanece forte em todo país. Ontem, a greve prosseguiu crescendo e paralisou 6.944 agências nos 26 Estados e no Distrito Federal, o que representa um aumento de 118 unidades em relação ao dia anterior, conforme levantamento da Contraf-CUT com base nas informações dos sindicatos. Esse crescimento mostra a força da mobilização da categoria.

A orientação do Comando Nacional é o fortalecimento e a ampliação da greve até que a Fenaban apresenta uma proposta satisfatória para os bancários.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Com greve crescendo, bancários esperam proposta da Fenaban nesta quinta

O Comando Nacional dos Bancários retomou as negociações com a Fenaban nesta quinta-feira 1º de outubro, no oitavo dia da greve nacional da categoria por aumento real de salário, PLR (Participação nos Lucros e Resultados) mais justa, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, contratação de mais bancários e melhoria nas condições de saúde, de segurança e de trabalho, com a implementação de políticas de combate ao assédio moral e às metas abusivas.

Nesta quarta-feira 30, sétimo dia da greve, 6.826 agências foram paralisadas nos 27 Estados e no Distrito Federal, um crescimento de 6,7% em relação à terça-feira e de 137% comparado com o primeiro dia, quando 2.881 agências foram fechadas em todo o país.

Avanços no BB
Na retomada das negociações das questões específicas do Banco do Brasil realizadas nesta quarta-feira 30, o BB avançou em algumas reivindicações do funcionalismo: anunciou a contratação de três mil novos funcionários até 2010 e a criação de comitês de ética nos 26 Estados e no Distrito Federal com representação eleita pelos bancários, visando combater o assédio moral e "outros desvios comportamentais".

O BB também propôs, na reunião realizada em São Paulo, manter o modelo de PLR em vigor e condicionou a discussão de outras reivindicações ao resultado da rodada de negociação que será realizada com a Fenaban nesta quinta-feira. Nova rodada de conversação com o BB será mantida pelo Comando Nacional dos Bancários após a reunião com a Fenaban.

Também nesta quinta-feira, em São Paulo, foi retomado o processo de negociação das reivindicações específicas com a Caixa Econômica Federal. No BNB a negociação será às 15 horas, em Fortaleza.

Fonte: Seeb/CE

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Greve cresce e atinge 6.449 agências. Fenaban e Comando negociam quinta


O Comando Nacional dos Bancários retomará as negociações com a Fenaban nesta quinta-feira, dia 1º de outubro, em São Paulo. Os bancos decidiram procurar a representação dos trabalhadores no sexto dia da greve nacional da categoria, que cresceu novamente e paralisou 6.449 agências em todo o país, segundo levantamento Confederação Nacional dos Trabalhadores Financeiros (Contraf-CUT) com base nos dados dos sindicatos.

Proposta rebaixada levou à greve
A última negociação aconteceu no dia 17 de setembro, quando os banqueiros apresentaram uma proposta rebaixada de 4,5% de reajuste para os trabalhadores, além de uma PLR menor do que a do ano passado. No dia 23, os bancários decidiram em assembléias em todo o país entrar em greve por tempo indeterminado.

No último sábado, o Comando Nacional, após reunião de avaliação da greve, encaminhou correspondência à Fenaban cobrando a retomada das negociações e reforçando as reivindicações da categoria. No documento, a representação dos bancários "reafirma que a proposta para atender às necessidades dos trabalhadores precisa contemplar aumento real de salário, melhoria da PLR, valorização dos pisos salariais, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos".

No Cariri cearense, os bancários, em Assembléia Geral acontecida na noite da última segunda-feira,28, reiteiraram a disposição de permanecer em greve, que atinge todas agências dos bancos oficiais – Caixa, BB e BNB – da região.
Fonte: Contraf-CUT e Seeb/Cariri

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Greve cresce em todo o país, paralisa 5.786 agências e pressiona bancos


Crédito: Renato Araújo - Brasília - Agência Brasil

A greve nacional dos bancários continua se fortalecendo em todo o país e atingiu 5.786 agências nesta segunda-feira, 28, quinto dia de paralisação. O número representa o dobro das 2.881 unidades paralisadas na última quinta-feira, 24, primeiro dia da greve, e um aumento de 20% em comparação às 4.791 unidades fechadas no segundo dia na sexta-feira, 25. A ampliação da greve foi uma das decisões do Comando Nacional dos Bancários, que se reuniu no último sábado, 26, na sede da Contraf-CUT, em São Paulo.

Os número são fruto de levantamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com base em dados fornecidos até as 20h desta segunda-feira pelos 134 sindicatos ligados ao Comando Nacional dos Bancários. A greve atinge todos os 27 estados e o Distrito Federal.

Negociações
O Comando Nacional, após reunião de avaliação da greve no último sábado, encaminhou correspondência à Fenaban cobrando a retomada das negociações e reforçando as reivindicações da categoria. Para tanto, a representação dos bancários se colocou à disposição da Fenaban para retomar as negociações a partir desta terça-feira, 29.

Anteriormente, o Comando Nacional já havia enviado ofício à Fenaban, no dia 18 de setembro, um dia após a quinta rodada de negociação entre as partes, comunicando a rejeição da proposta de reajuste de 4,5% apresentada pelos bancos e cobrando uma nova proposição.

No documento enviado no sábado, a representação dos bancários "reafirma que a proposta para atender às necessidades dos trabalhadores precisa contemplar aumento real de salário, melhoria da PLR, valorização dos pisos salariais, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos".

Nesta segunda-feira, a entidade patronal enviou resposta à Contraf-CUT, manifestando a intenção de marcar "data, hora e local, para que as representações de bancos e bancários trabalhem no sentido de firmar novo instrumento normativo que regule as relações de trabalho neste importante setor da economia brasileira".

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Veja a íntegra da carta enviada pelo Comando Nacional à Fenaban:

São Paulo, 26 de setembro de 2009

Ao Sr. Magnus Apostólico
Superintendente de Relações do Trabalho da Fenaban

Considerando que ainda não recebemos resposta ao ofício que encaminhamos a V.Sa. no dia 18 de setembro manifestando o posicionamento do Comando Nacional dos Bancários de rejeitar a proposta apresentada pela Fenaban no dia anterior e solicitando uma nova proposição para que pudéssemos avançar nas negociações;

Considerando que as assembléias gerais da categoria em todo o país ratificaram a posição do Comando Nacional de rejeitar a proposta por considerá-la insuficiente, decidindo deflagrar a greve por tempo indeterminado;

Considerando que V.Sa. tem afirmado pela imprensa estar preocupado com a "falta de negociação" e que o Comando "tem de dizer o que tem de melhorar";

O Comando Nacional dos Bancários, reunido em São Paulo na tarde deste sábado, 26 de setembro, reafirma que a proposta para atender às necessidades dos trabalhadores precisa contemplar aumento real de salário, melhoria da PLR, valorização dos pisos salariais, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos.

Diante do exposto, o Comando Nacional dos Bancários se coloca à disposição desta entidade patronal para retomar as negociações a partir desta terça-feira, 29 de setembro, e aguardamos sua manifestação.

Atenciosamente,


Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT

Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região


Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional decide ampliar a greve e cobra negociação da Fenaban

O Comando Nacional dos Bancários reuniu-se neste sábado 26 em São Paulo para avaliar os dois primeiros dias da greve por tempo indeterminado deflagrada no dia 24 em todos os 27 Estados e no Distrito Federal e discutir a estratégia de ampliação do movimento a partir desta segunda-feira. Também decidiu enviar ofício à Fenaban cobrando a retomada das negociações a partir desta terça-feira e reafirmando as reivindicações da categoria por aumento real de salário, PLR maior, valorização dos pisos, uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos.

Os integrantes do Comando Nacional foram unânimes na avaliação de que a greve surpreendeu pela força e amplitude, sobretudo nos bancos privados, e é um êxito em todo o país. No primeiro dia da paralisação, foram fechadas 2.881 agências, além de centros administrativos de todos os bancos, segundo levantamento da Contraf-CUT a partir das informações dos 134 sindicatos de bancários do país. A greve cresceu na sexta-feira, paralisando 4.791 agências, o que representa aumento de 65,9% em relação ao dia anterior.

Interdito proibitório
Ao invés de negociar, a exemplo dos últimos anos os bancos estão abusando na utilização do interdito proibitório para impedir o direito legítimo de greve assegurado pela Constituição. Este ano, no entanto, muitos juízes estão negando a concessão do interdito por entenderem que esse instrumento jurídico é inadequado para os conflitos trabalhistas - tese defendida pela CUT e demais entidades sindicais.

"O interdito possessório, para se justificar, só teria sentido pela ameaça do direito de propriedade do banco autor. Contudo, o direito dos empregados de entrarem, aderirem à greve, ou não, não pode se tratado como um direito de propriedade", despachou o juiz Marcel da Costa Roman Bispo, da 20ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, ao negar o segundo pedido do Bradesco na capital fluminense, na sexta-feira 25.

Nesta segunda-feira, o Comando também enviará carta às direções dos bancos públicos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e BNB) cobrando a retomada das negociações específicas.

Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Greve de bancários tem seu segundo dia nesta sexta-feira

Na quinta, 2.881 agências fecharam, segundo confederação.

Do G1, em São Paulo

Foto: Alberto César Araújo/AE Grevistas em Manaus (AM), nesta quinta

A greve dos bancários entra no segundo dia nesta sexta-feira (25), após o início da paralisação que deixou 2.881 agências fechadas na quinta-feira (24), segundo informações da Contraf.

De acordo com a entidade, todos os estados do país tiveram agências com participação na greve nesta quinta. Houve também paralisação em sedes administrativas de bancos, segundo a Contraf.

Carlos Cordeiro, presidente da entidade, disse que "no ano passado, a greve foi aumentando a cada dia" e que para este ano a expectativa é a mesma.

Todos os sindicatos que fizeram assembleias na tarde desta quinta aprovaram a continuação da greve nesta sexta-feira (25) e por tempo indeterminado, segundo Cordeiro.

Eles reivindicam aumento real de salário, maior participação nos lucros, valorização dos pisos salariais, garantia de emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, segundo a confederação.

A Febraban, entidade patronal nacional, diz que os bancários não apresentaram contraproposta e que entraram em greve sem negociar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Bancários caririenses estão em greve

Em Assembléia Geral Extraordinária, realizada na noite de ontem, 23, os bancários do Cariri decidiram paralisar suas atividades profissionais com o objetivo de forçar os banqueiros a atenderem as reivindicações da categoria. Igual decisão foi tomada pela esmagadora maioria dos bancários dos 25 estados brasileiros e do Distrito Federal. No Cariri, a paralisação, no seu primeiro dia, atingiu todas as agências dos bancos oficiais.

As negociações envolvendo o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) estão em ponto morto. Os bancários pedem aumento real de 10% e os banqueiros só ofereceram 4,5%, o que não dá nem pra repor as perdas salariais acumuladas no último ano. Além do mais, os bancos querem reduzir a participação nos lucros e diminuir o auxílio-creche. Sem nenhuma outra opção, a categoria bancária decidiu pela greve por tempo indeterminado.

Hoje à noite, haverá uma nova assembléia para avaliar o primeiro dia de paralisação e planejar estratégias de mobilização.

Greve nacional dos bancários começa em todos os estados e Distrito Federal


Crédito: Seec Pernambuco

As assembléias realizadas pelos bancários em todas as capitais e no Distrito Federal, e na grande maioria das bases sindicais do interior, aprovaram a orientação do Comando Nacional de deflagrar greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, dia 24. O objeto é exigir dos bancos que apresentem uma nova proposta que atenda às reivindicações da categoria, como aumento real, PLR maior, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego, mais saúde e melhores condições de trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral.

A Contraf-CUT está fazendo levantamento junto aos sindicatos e federações dos bancários e divulgará no início da tarde o primeiro balanço da paralisação nacional da categoria.

"Os bancários responderam à altura à provocação feita pelos bancos, que querem reduzir a PLR e não apresentaram propostas que contemplem aumento real, valorização dos pisos salariais, proteção ao emprego e melhores condições de saúde e de trabalho", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

"É inadmissível que os bancos, com seus altos lucros e com o pagamento de bônus milionários a seus executivos, queiram reduzir os salários e a participação nos lucros dos bancários. Com as deliberações democráticas das assembléias, que contaram com participação massiva da categoria, os bancários deixaram claro que a greve só acabará com uma nova proposta que contemple nossas reivindicações", ressalta.


Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações

Mantido pelo Sindicato dos Bancários do Cariri (Seeb/Cariri)

DESDE 25 DE JUNHO DE 2008