segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Negociação da ação de equiparação avança

O Sindicato dos Bancários do Ceará e a direção do BNB estiveram reunidos na quinta-feira, dia 19\11, para mais uma rodada de negociação da ação de equiparação das funções em comissão do BNB ao Banco do Brasil. Na reunião anterior, a direção do BNB havia se comprometido a apresentar os cálculos das diferenças da equiparação, o que fará somente nos próximos 10 dias, pois alegou a necessidade de fazer uma conferência de forma criteriosa do valor de cada um dos cerca de 1.400 beneficiários da ação.

Por outro lado, pela primeira vez, o BNB forneceu ao Sindicato o banco de dados da situação funcional de cada um dos beneficiários da ação, o que vai permitir analisar com maior propriedade os valores que o Sindicato efetuou. Os novos cálculos levarão em conta o tempo que cada comissionado esteve no banco durante o período da equiparação e a função que ocupava.

Portanto, o SEEB\CE vai poder agora confrontar os seus valores, de forma atualizada, com aqueles efetuados pelo BNB, buscando, assim, um valor consensual para liquidação do passivo trabalhista. A próxima reunião deverá acontecer quando as duas partes, BNB e Sindicato dos Bancários, finalizarem a revisão do cálculo da equiparação, o que se espera acontecer nos próximos 10 dias.

“Tivemos um avanço significativo. O banco de dados fornecido pelo BNB é de fundamental importância, pois os cálculos que o Sindicato realizou foram feitos com base na única documentação disponível, que consistia na tabela de valores de função em comissão dos dois bancos e a relação dos beneficiários da ação da base do Sindicato.

Sendo assim, o valor calculado levou em consideração todo o período da equiparação: de 31\10\1988 a 31/08/1994, sem levar em conta a variação da situação funcional que cada comissionado teve nesse período. Agora, vai ser possível, com o banco de dados fornecido pelo BNB, refazer os cálculos de forma bem mais consistente”, afirmou o diretor do SEEB/CE e coordenador da CNFBNB, Tomaz de Aquino.

Fonte: SEEB CE

Congresso da Contac debate o aquecimento global e os trabalhadores do setor alimentício


Com o tema "Aquecimento global e os trabalhadores do setor alimentício", a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação (Contac/CUT) realizará seu 6º Congresso nos dias 1º, 2 e 3 de dezembro no Hotel Estância Atibainha. Em entrevista ao Portal do Mundo do Trabalho, o presidente da Contac, Siderlei de Oliveira faz uma avaliação da importância do evento, para o qual são esperados cerca de 300 delegados de todo o país.

Às portas do 6º Congresso da Contac, qual a avaliação que tens sobre a sua relevância para a organização da categoria?

Este será um Congresso histórico para a Contac e para a CUT, pois colocará num novo patamar a participação dos trabalhadores do setor alimentício dentro da nossa Central. É alto o número de novos filiados, muitos vindos das demais centrais, atraídos pela luta que estamos desenvolvendo neste último período, o que reforça a nossa responsabilidade e potencializa o processo de legalização da nossa Confederação.

O balanço da atuação da entidade no período é altamente positivo...

Tivemos várias lutas neste período, muito focadas na questão da saúde do trabalhador, com intervenções a nível nacional e internacional buscando a redução das doenças do setor avícola. Esta campanha se desenvolveu junto aos países importadores dos produtos brasileiros, onde buscamos conscientizar os consumidores. Nossa linha foi alertar para o preço que pagam os trabalhadores do setor para produzir o frango, lembrando que o que sai barato para eles, nos sai muito caro.

Qual é a proposta da campanha?

A campanha está calcada no convencimento dos importadores dos produtos avícolas sobre a necessidade de uma contrapartida: a de que somente importem produtos oriundos com um selo social emitido pelas organizações dos trabalhadores do setor, garantindo que tal bem não produziu mal, foi feito sem provocar doenças. É diferente do selo que alguns governos e empresas estrangeiras tentam impor para fazer lobby contra os nossos produtos, o objetivo é defender a saúde e a segurança no ambiente de trabalho.

Em que pé ela se encontra?

No momento existem várias publicações de organizações de consumidores europeus fazendo abordagens sobre a campanha dos sindicatos brasileiros do setor avícola. É algo visível e estamos sentindo os efeitos positivos da nossa pressão, que repercutiu inclusive dentro do Congresso Nacional e tem nos trazido avanços. Exemplo disso é o anteprojeto de redução da jornada de trabalho sem redução de salário para turnos de seis horas diárias. Este projeto, que contempla a todos os empregados submetidos ao trabalho penoso no setor avícola, tramita no Senado Federal e na Câmara Federal, pois foi assumido pelo senador Paulo Paim e pelo vice-presidente da Câmara, Marco Maia. Com toda certeza, o 6º Congresso da Contac apontará caminhos para recrudescer esta campanha em defesa da saúde e da segurança do trabalhador, como frisei anteriormente.

Foi com este norte que a Contac organizou a ocupação da sala de comissões do Senado, antecedendo a Marcha a Brasília.

Exato. Com 400 lideranças da alimentação de todo o país ocupamos três salas no Senado e realizamos uma vitoriosa audiência pública, solicitada pela Contac, como forma de acelerar a tramitação do nosso projeto de redução da jornada. Além de estar no Senado, o projeto já está tramitando em três comissões da Câmara e, uma vez aprovado, vai direto para a sanção presidencial. Estamos otimistas.

E a organização dos trabalhadores da cadeia produtiva?

Temos um lema que é organizar os trabalhadores da terra ao prato. Daí a importância de que o 6º Congresso trace estratégias para garantir o avanço da organização do conjunto da cadeia produtiva, especialmente dos assalariados rurais nos principais estados brasileiros. Uma das propostas que serão apresentadas é a criação de sindicatos singulares, agro-industriais, conhecidos como Sintagros. Existem algumas experiências deste tipo nos Estados da Bahia e de Santa Catarina, filiados à Contac.

E a questão qualidade dos alimentos, da contaminação da terra, da água e do ar, da exposição dos trabalhadores do setor?

O setor alimentício depende muito da qualidade da produção agrícola, da forma como é tratado o campo. Temos várias ordens de problema, como a existência de produtos com alta contaminação por agrotóxico, que significa produção de má qualidade alimentícia dentro das fábricas. O manuseio destes produtos com forte presença de pesticidas implica numa agressão à saúde dos trabalhadores, além logicamente de prejudicar enormemente o consumidor final. A questão da poluição por emissão de gases também afeta diretamente a saúde e a própria segurança em três situações: na lavoura, pela exposição dos trabalhadores rurais aos raios ultravioletas que não forem filtrados pela camada de ozônio da atmosfera, o que implica na incidência de grande quantidade de pessoas vitimadas por câncer de pele; a redução da produção de alimentos causados pelas intempéries climáticas provocadas pelo aquecimento e a redução dos postos de trabalho, com a falta de produtos para industrializar devido à queda da produção do campo. A redução na emissão de gases no meio ambiente é uma necessidade, e estamos prontos para fazer a nossa parte, mas, acima de tudo, deve ser assumida fundamentalmente pelos países ricos que, infelizmente, querem continuar poluindo.

A tal responsabilidade social que os países centrais e suas multinacionais tanto alardeiam parece ter uma via única, só serve em benefício próprio.

Pois é, tem muita propaganda e quase nenhuma ação concreta, mas nós, enquanto trabalhadores, precisamos estar atentos e mobilizados, alertando a sociedade e os governos para os riscos que implicam esta postura irresponsável de colocar o cifrão acima da vida.

O verde da vida.

Por falar em verde, dentro da questão ecológica uma das nossas prioridades é a preservação do meio ambiente na selva amazônica e no Serrado, eliminando a criação bovina nestas regiões que, neste momento, encontra-se em grande ascensão. Precisamos de soluções que surtam efeito imediato. O nosso Congresso solicitará que o governo brasileiro assuma uma moratória de 20 anos para a selva amazônica, o que significa que durante duas décadas não se erga mais nenhuma hidrelétrica, além naturalmente das que estão em construção. Também defendemos que, neste período, através da ação governamental, haja o reflorestamento da parte devastada.

Colocar a ciência e a tecnologia a serviço da Humanidade.

O fato é que o desenvolvimento científico e tecnológico das últimas décadas tem sido notável, basta ver que se pegarmos o ano de 1980 em diante, a produção de grãos brasileira cresceu 142%, enquanto a área plantada expandiu-se 24% no período. Este é um dado que reforça incluisve a necessidade da atualização dos índices de produtividade da terra, elemento central para a aceleração e aprofundamento da reforma agrária. Além disso, repetindo dados divulgados pelo presidente Lula, temos ainda 77 milhões de terras agricultáveis fora da Amazônia, o que abre um amplo horizonte de atuação para colocarmos fim ao flagelo da fome no planeta, que aflige mais de um bilhão de pessoas.

Que pensas da Cúpula Mundial sobre a Segurança Alimentar, realizada recentemente em Roma?

A Cúpula destacou a necessidade de produzirmos alimentos no lugar onde residem os pobres e famintos e impulsionar os investimentos agrícolas nessas regiões. Conforme o diretor geral da FAO (Organização da ONU para Agricultura e Alimentação), o senegaç}es Jacques Diouf, para eliminarmos a fome da face da Terra são necessários 44 bilhões de dólares anuais em investimentos em infraestrutura, tecnologia e insumos modernos. Trata-se de uma quantidade pequena se comparada com os 1,3 trilhão de dólares que o mundo gastou em armamentos somente no ano de 2007. O fato é que com os anos de neoliberalismo, houve o afastamento do Estado e palavras como soberania alimentar viraram pecado, pois a produção de alimentos começou a se ditada não pelas necessidades humanas, mas pelo imperativo de lucro das multinacionais, da ganância especulação especulativa que tomou conta de vários mercados, como o de cereais, com os alimentos sendo tratados como commodities. Esta é uma questão estratégica que precisamos resolver se queremos construir um mundo melhor.

A perspectiva é favorável?

Diria que temos muita luta pela frente, mas estamos cada dia mais fortalecidos, com imensa energia e experiência acumuladas, tanto do ponto de vista sindical, como social e também de governos, muito mais sensíveis e suscetíveis a adotar outro caminho, como é o caso particularmente da América Latina. No Brasil, precisamos fazer a nossa parte enquanto Contac/CUT. No próximo dia 28, a Federação dos Trabalhadores da Alimentação no Paraná e Sindicatos, que reúnem mais de 90 mil trabalhadores do setor avícola realizarão um ato de filiação à Central Única dos Trabalhadores em Curitiba, onde vamos somar ainda mais pressão em favor de mudanças que melhorem a qualidade de vida e trabalho do setor, mas que também apontem para a construção de uma articulação mais pesada, que contemple este horizonte de transformações de que falei.


Fonte: CUT

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Comissão de Empresa do BB define premissas para negociar PCCS

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) da Contraf-CUT discutiu, em reunião realizada nestas terça e quarta-feira, dias 17 e 18, no Sindicato dos Bancários de Brasília, critérios e princípios para a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS), além dos outros assuntos importantes como a terceirização, mesas temáticas e questões de negociação permanente.

O próximo passo é apresentar as premissas de negociação do PCCS para a categoria em todo o Brasil. Depois dos ajustes, os tópicos serão discutidos nas negociações com o banco.

Os empregados querem que o BB garanta a valorização do funcionário e dê possibilidades de crescimento ao longo da vida profissional. "O texto acerca do PCCS que formulamos na reunião e que ainda deverá ser ajustado será debatido com os bancários de todo o Brasil e discutido durante a plenária ainda neste ano com os dirigentes dos sindicatos", reforça Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da Comissão de Empresa.

Critérios para PCCS
O banco se comprometeu na campanha salarial deste ano a implementar um plano até 30 de junho de 2010. Os principais critérios que precisam compor o PCCS devem contemplar:
- Valorização no PCS da antiguidade e do mérito considerando a incorporação das comissões.
- Adoção da jornada de 6 horas para todos os funcionários.
- Adoção de normas definidas para analisar, avaliar e classificar os cargos comissionados.
- Metodologia mais transparente para encarreiramento e garatia de seu cumprimento.
- Promoção da progressão horizontal e vertical.

Saúde e previdência
Nas mesas temáticas de saúde e previdência serão discutidos os seguintes temas com os representantes do banco.
Saúde
- Sesmt
- licença saúde
- remuneração na licença saúde
- perícia do INSS
- comitê de ética
- assédio moral
Previdência
- voto de minerva
- benefício do risco do plano 2 e resgate da parte patronal

Terceirização
Os critérios de contratação de funcionários não concursados no banco foram discutidos na reunião da CEBB. A Comissão exigirá do banco que só sejam admitidos terceirizados nos cargos de apoio, nas seguintes funções: vigilância, asseio, conservação, telefonia e assessoria.

Fonte: SEEB Brasília

Itaú Unibanco: conquistado novo plano de saúde

Convênio médico e odontológico melhora após pressão do Sindicato
Depois de muita cobrança, os funcionários do Itaú Unibanco conquistaram na quarta 18 um novo plano de assistência médica e odontológica com grandes avanços em relação aos que vigoram hoje nas duas instituições financeiras.

Para a assistência odontológica, os bancários garantiram o direito de optar por quatro empresas: Odontoprev, Interodonto, Odontoempresas e Uniodonto.

Negociações continuam
Finalizado o debate sobre as assistências médica e odontológica, o Sindicato e o Itaú Unibanco continuam as negociações sobre as demais reivindicações para a equiparação dos direitos entre os funcionários dos dois bancos.

Confira os principais pontos do novo plano
Isonomia
A assistência médica mistura o que há de melhor nos atuais planos de saúde do Itaú e do Unibanco, com avanços em diversos pontos. A cobertura é nacional e a assistência será auto-gerida pela empresa.
Tipos de plano
São cinco opções que os bancários podem aderir de acordo com a lotação: Básico, Especial, Executivo 1, Executivo 2 e Premium. O maior deles será o Especial, que atenderá os funcionários que têm até a função de coordenador. Esse modelo contará com a prestação dos serviços dos hospitais Samaritano, Delboni Auriemo, Sabará e São Luiz. O corpo gerencial será incluído do Executivo em diante.
Dependentes
Além do cônjuge, os bancários podem incluir filhos ou enteados, e os pais (como agregados, direito que não existia no plano de saúde do Unibanco)
Custo para o bancário
Plano básico: 0,8% do salário para uma vida; 1,6% para duas vidas; e 2,4% para três ou mais vidas.
Demais planos: 2% do salário para uma vida; 3% para duas vidas; e 4% para três ou mais vidas .
Coparticipação
O titular do plano não paga coparticipação em consultas. O dependente paga a coparticipação de 20% da tabela AMB a partir da primeira consulta. Para as gestantes e recém-nascidos estão garantidas nove consultas sem pagamento. Em qualquer situação, o limite máximo de desconto mensal da coparticipação será de 2% do salário do trabalhador, sendo que o saldo devedor será pago pela empresa, ou seja, não será acumulado de um mês para o outro
Implantação e adesão
O período de adesão vai de 14 de dezembro a 29 de janeiro e o novo plano entra em vigor a partir de 10 de março de 2010.
Fonte: SEEB SP, Osasco e Região

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Contraf-CUT realiza seminário para discutir avanços nas cláusulas sociais

A Contraf-CUT realizará, nos próximos dias 3 e 4 de dezembro, o seminário "A Categoria Bancária Avança nas Relações mais Igualitárias no Mundo do Trabalho". O evento será realizado no Rio de Janeiro e está aberto à participação de dirigentes dos sindicatos e federações filiados à confederação.

O objetivo do seminário é avaliar e consolidar as conquistas obtidas na Campanha Salarial 2009, além de definir estratégias para garantir a efetivação das cláusulas e divulgar estes avanços junto aos movimentos sociais e a academia.

"Tivemos uma série de avanços importantes na campanha deste ano, como a licença-maternidade de 180 dias, isonomia para casais homoafetivos e a inclusão na Convenção Coletiva das diretrizes do Programa de Valorização da Diversidade, construído a partir do resultado do Mapa da Diversidade", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT. "É importante agora fazermos uma avaliação dessa campanha e debatermos nossos próximos passos para garantir que estas conquistas não fiquem apenas no papel e continuar avançando na mesa temática", acrescenta.

A inscrição dos dirigentes sindicais será por ordem de chegada, limitada em 150 participantes, e deve ser realizada até o dia 25 de novembro.

Programação
Dia 3 de dezembro
- Abertura
- Histórico da Luta por Igualdade de Oportunidades: depoimentos de dirigentes bancárias.
- Apresentação do Plano de Ações para Promoção da Diversidade
- Avaliação da Campanha Nacional 2009
- Intervalo para almoço
- Programa de Promoção da Diversidade nos Bancos: considerações
- Confraternização

Dia 4 de dezembro
- A Igualdade de Oportunidade nas Convenções e Programas Pró-Equidade
- Mesa Temática de Igualdade de Oportunidades: definição de estratégia
- Encerramento

Fonte: Contraf-CUT

CCJ da Câmara aprova por unanimidade o fim do fator previdenciário

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou ontem terça-feira, dia 17, por unanimidade, o Projeto de Lei 3299/08, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com o fator previdenciário, dispositivo que, em geral, diminui o valor de aposentadorias.

O parecer do relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), é pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa da proposta e seus apensados. O texto ainda precisa ser aprovado pelo Plenário.

Alternativa ao fator
O deputado José Genoíno (PT-SP) disse que foi contra o fator previdenciário e hoje está votando a favorável, mas advertiu que é necessário construir uma alternativa a ele. Ele lembrou que quem criou o fator foi o governo PSDB-DEM.

Segundo ele, é preciso solucionar o problema em três planos. Disse que é preciso pensar em um aumento para aposentados acima da inflação. Acrescentou que a Previdência estuda projeto sobre aumento do salário mínimo e de aposentadorias que respeite o crescimento do País.

Segundo ele, o fator vai acabar. O parlamentar destacou ainda que esse é um compromisso que deverá ser discutido em Plenário com os projetos que serão enviados pelo governo.

Fonte: SEEB CE

Bancários ganham nova ferramenta na luta contra o assédio moral

Os bancários dispõem agora de mais um instrumento na luta contra o assédio moral. Além da permanente campanha contra essa prática perniciosa recorrentemente utilizada pelos bancos, envolvendo desde a produção de materiais específicos de esclarecimento sobre o tema, como cartilhas, até a proposição de leis que coíbam o mal, o Sindicato dos Bancários do Distrito Federal laança agora hotsite por meio do qual a categoria poderá participar e interagir com a diretoria e os demais bancários.

“Trata-se, fundamentalmente, de um canal de denúncia”, resume o secretário para Assuntos Jurídicos do Sindicato, Eduardo Araújo, idealizador da iniciativa. Ele explica que, por meio da ferramenta, os bancários, uma das categorias mais atingidas pelo assédio moral, terão ainda acesso a matérias temáticas, a informações sobre o que se constitui o fenômeno e como combatê-lo, sua origem e os vários perfis de assediador, de modo a munir os trabalhadores dos conhecimentos necessários para se defender dele.

Para fazer a denúncia, basta clicar no campo correspondente, no alto da página, preencher o formulário e enviar. Suas informações serão encaminhadas ao Departamento Jurídico do Sindicato. A principal vantagem do novo canal é que o bancário poderá fazer tudo de forma anônima - sua identidade será mantida em sigilo absoluto e em hipótese alguma o banco terá acesso a ela.

Para visualizar o hotsite, clique AQUI.

Fonte: SEEB DF

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária


Dia 18/11, quarta-feira

Música – Blues
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM. 180min.

Especiais - Atividades Infantis - ARTE RETIRANTE
16h Sessão Curumim: A Fuga das Galinhas. 84min.
Local: Caririaçu

19h Especiais - MOSTRA CONEXÃO BRASIL CCBNB (Mostra SESC - Cariri)

Centro Cultural BNB Cariri
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Funcionários do BB começam nesta terça a debater proposta para PCCS

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) da Contraf-CUT começa nesta terça e quarta-feiras, dias 17 e 18, em Brasília, sua preparação para os debates com o BB a respeito do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS). Na campanha salarial deste ano, os funcionários conquistaram o compromisso da empresa de implementar um plano com prazo até 30 de junho de 2010.

A mesa de negociações específicas sobre PCCS será instalada, conforme compromisso assumido na campanha. "Trata-se de uma conquista importante que contempla uma reivindicação antiga dos funcionários. Precisamos agora nos mobilizar para debater o tema, preparar nossa proposta e manter a pressão sobre o banco durante as negociações e conquistar um PCCS transparente e justo para o funcionalismo", afirma Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT e coordenador da CEBB.

Princípios
A Contraf-CUT defende que o PCCS contemple os seguintes pricínpios:
- Incorporação das comissões ao salário.
- Promoções horizontais e verticais.
- Critérios claros e objetivos para promoções e nomeações.
- Ampliação das faixas de remuneração.
- Jornada de 6 horas para comissionados.

Histórico
A demanda dos bancários por um novo plano de carreira data de 1997, quando, em um dos maiores ataques aos trabalhadores do BB, o governo FHC retirou o antigo PCS. Na sequência, o banco implantou o modelo de VRs, criando pisos por cargos e diminuindo a importância das comissões.

Depois de muita pressão dos trabalhadores, o banco concordou em 2003 em criar um Grupo de Trabalho para discutir as premissas de um novo PCS/PCC, que funcionpou até o ano seguinte sem que houvesse acordo.

A última movimentação do banco sobre o tema aconteceu em 2007, quando a direção tentou implementar um modelo restritivo de PCS de forma unilateral, rejeitado pelo funcionalismo.

Outros temas
A reunião também irá debater outros temas que serão discutidos nas negociações permanentes, como previdência e saúde.

Fonte: Contraf-CUT

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária


Dia 17/11, terça-feira

Música – Cultura de Todo Mundo
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM

19h Especiais - MOSTRA CONEXÃO BRASIL CCBNB (Mostra SESC - Cariri)

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Gestão no BNB clama por regras democráticas

O que distingue o Banco do Nordeste de um banco privado é a amplitude de seus objetivos, que é o de uma instituição de desenvolvimento. Tem, portanto, uma dimensão maior – contribuir para a eliminação das desigualdades sociais e do atraso tecnológico e científico na região em que atua. Assim, a responsabilidade histórica que se propõe perante o futuro é atender toda uma cadeia de valores, não apenas a concessão de crédito, mas induzindo e promovendo o fomento e aumento da produtividade da economia e do bem estar social e cultural do povo nordestino.
Por isso, seus resultados – fruto de políticas de governo – têm que ser julgados não sobre balanços sumários, não sobre os números nus das estatísticas, mas sim segundo o papel próprio da previsão consciente e da direção prevista na aquisição dos resultados. Dessa forma, erros ou acertos das gestões do BNB não devem ser medidos apenas pelos resultados da contabilidade, porque, para além dos números brutos (Receita Bruta, Lucro Bruto e Patrimônio Bruto) deveria se atingir a Felicidade Interna Bruta do povo nordestino.
É necessário que o Banco do Nordeste conte com um contingente de trabalhadores preparados tecnicamente para pensar e agir além das cifras numéricas, para avaliar os êxitos e a falta de êxitos no atingimento de seus objetivos institucionais. Para isso é preciso uma política de relações de trabalho onde prevaleçam os valores e princípios republicanos, calcados pelo conhecimento científico, pela consciência social, pela motivação pessoal e pela responsabilidade social. Isto exige regras democráticas no processo de encarreiramento no Banco: Plano de Cargos (PCR), plano de funções e de proteção social, onde se apresentam os procedimentos de evolução profissional de seus trabalhadores quando avaliam a possibilidade de ligar, na perspectiva do BNB, sua atividade profissional ao seu próprio projeto de vida.
Dostoievski, em sua obra clássica universal “Os irmãos Karamozov” alertava: “Sem Deus, tudo é permitido” ou toda ação bárbara e cruel contra o ser humano não necessita de prestação de contas do senso moral e ético/humanista. Em outras palavras, não havendo regras humanistas, rege-se pela lei das selvas.
É preciso admitir que a atual lógica de movimentação de pessoal no BNB (comissionamentos, transferências, nomeações, regras de capacitações etc) está sem regras transparentes e democráticas, prevalecendo as regras subjetivas de grupos e de “chefes”, cada um dos quais eivados com regras e procedimentos até oratórios que mal mascaram seus apetites, seus interesses, seus temores e exclamam, como “pragmatistas”: como neoidealistas, movidos por ideologias mais elásticas que um bom par de suspensórios - “o rei nunca pode estar nu”.
Aí se agiganta a figura do “chefe” e seu manual de sobrevivência - cujo valor é a concordância com os objetivos de grupos políticos que o apóia - que sub-repticiamente apresenta aos “comandados”: “não pensem, somente executem...”! E restauram a lógica subjetiva do perfil na avaliação do desempenho de gestão. Basta registrar casos de destituição de funções de gestão, onde funcionários com anos no exercício foram destituídos – a exemplo do que ocorreu recentemente no ambiente de infraestrutura - com a justificativa: “você não tem perfil!”. Senhores, que barbaridade! Quem estaria sonolento todo este tempo? Esta lógica expõe o BNB a um ambiente de incertezas e insegurança, mais perto de uma situação de um passado de autoritarismo recente do que uma cultura essencial a um Banco de desenvolvimento, democrático e verdadeiramente transparente.
Se isto acontece no seio dos altos e médios escalões da administração do Banco, avaliemos nos atos e fatos geradores de movimentação do pessoal (comissionamentos, nomeações, transferências, promoções, comendas etc). Somente o estabelecimento de regras democráticas pode salvar o BNB dos efeitos da ausência de normas: desmotivação, revolta de seus trabalhadores com consequência do afastamento dos caminhos que levam aos seus objetivos institucionais, como enfatizado no início deste trabalho. Com a greve recente, que teve adesão expressiva, os trabalhadores manifestaram sua insatisfação com a ausência de uma política de valorização. Por tudo isso a AFBNB ratifica o entendimento dos funcionários do BNB e entende que é preciso uma reflexão urgente para mudança de postura, no sentido de reparar injustiças, restabelecer direitos negados e reconhecer e valorizar seus trabalhadores.
Fonte: Diretoria da AFBNB

Contraf/CUT e Caixa retomam mesa permanente de negociações em 25 de novembro

Pauta prevê a discussão da Comissão de Conciliação Prévia (CCP), do Plano de Funções Gratificadas (PFG), promoção por mérito no âmbito do Plano de Cargos e Salários (PCS) e entre outros assuntos

Para tratar de pendências da campanha salarial deste ano, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e a Caixa Econômica Federal retomam o processo de negociações permanentes no próximo dia 25 de novembro, em Brasília (DF).

A pauta do encontro prevê a discussão dos seguintes pontos: Comissão de Conciliação Prévia (CCP), Plano de Funções Gratificadas (PFG), promoção por mérito no âmbito do Plano de Cargos e Salários (PCS), descontos dos dias não-trabalhados nas greves de 2007 e 2008, acesso à Rede Caixa para dirigentes, cedidos e requisitados e acesso à Universidade Caixa.

A reunião da CEE/Caixa para preparar o encontro com a empresa está marcada também para o dia 25 de novembro, às 11 horas, na sede da Fenae.
Fonte: SEEB CE

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Centrais sindicais levam 50 mil trabalhadores a Brasília por redução da jornada

Crédito: Agnaldo Azevedo

A CUT e as demais centrais sindicais do país se uniram na manhã desta quarta-feira (11) para promover a tradicional Marcha Nacional da Classe Trabalhadora. A sexta edição da manifestação, fundamental para implementar uma política de valorização do salário mínimo no Brasil, contou com 50 mil trabalhadores.
Neste ano, as centrais definiram seis eixos unificados: votação do PL 01/07 que efetiva a política de valorização do salário mínimo; novo marco regulatório para o pré-sal, atualização dos índices de produtividade da terra e aprovação da PEC 438/01 contra o trabalho escravo; ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT; aprovação do PL sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho e, principalmente, redução da jornada sem redução do salário.

Além dos trabalhadores, a mobilização levou também outros movimentos sociais ao Distrito Federal, representados pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), que pela primeira vez participou da mobilização.

Parlamentares do campo democrático e popular também marcaram presença e manifestaram apoio às reivindicações.

Audiências com Temer e Sarney
Enquanto as lideranças sociais ainda comandavam o ato político em frente ao Congresso, os presidentes e outras lideranças das seis centrais sindicais foram recebidas pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). Ele recebeu a pauta de reivindicações da 6ª Marcha.

Questionado sobre a redução da jornada sem redução de salário, cuja PEC está à espera de votação em plenário na Câmara, Temer afirmou: "É uma matéria polêmica, não há dúvida. Simplesmente marcar uma data para votação em plenário não dá certo. O que eu quero é fazer sentar deputados que representam o grupo contrário à medida e os favoráveis, mais as centrais sindicais, e encontrar um caminho para encaminhar o tema com entendimento entre os líderes partidários".

Temer prometeu instalar uma espécie de comissão de deputados e centrais para elaborar uma forma de encaminhar a PEC ao plenário com grande possibilidade de aprovação.

Já o presidente do Senado, José Sarney, em uma audiência relâmpago - alegou compromisso inadiável - prometeu colocar a ratificação da convenção 151 para votação, com prioridade. A 151, que estabelece a negociação sindical e coletiva permanente no serviço público, já foi ratificada pela Câmara.

Fonte: Contraf-CUT, com CUT e Seeb-SP

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária


Dia 12/11, quinta-feira

Música – COMPOSITORES DO BRASIL
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM. 180min.
Atividades Infantis - HORA DO RECREIO
Local: Liceu Anderson B. Carvalho (Juazeiro do Norte)
13h30 Reisado Manoel Messias. 30min.

Local: E.E.M Gov. Adalto Bezerra (Juazeiro do Norte)
14h30 Reisado Manoel Messias. 30min.

Local: E.E.F.M Maria Amélia Bezerra (Juazeiro do Norte)
16h Reisado Manoel Messias. 30min.

Literatura/Biblioteca - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Contadores e Contamores. 240min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Contraf-CUT e CNTV reiteram para Tarso exigência de vigilantes nos bancos

A Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CNTV) protocolaram na quarta-feira, dia 11, documento conjunto no gabinete do ministro da Justiça, Tarso Genro, reiterando o pedido de revogação da Mensagem n° 12/09, do Departamento de Polícia Federal (DPF), que flexibiliza o número de vigilantes nos bancos. Para as entidades, essa orientação "afronta a legislação vigente e coloca em risco a vida de trabalhadores e clientes dos bancos".
Tal mensagem possibilita que as agências fiquem com apenas um vigilante durante o horário de almoço, quando a lei federal n° 7.102/83 determina a presença de "vigilantes". Dessa forma, como o expediente externo das unidades é de seis horas nas capitais, os bancos ficam 1/3 do período de atendimento com apenas um vigilante para cuidar da segurança. No interior, onde o horário ao público é de cinco horas, o quadro é ainda pior.

Na realidade, essa mensagem do DPF acaba prestando um serviço aos assaltantes, revelando os horários em que os bancos estão com apenas um vigilante e, assim, mais vulneráveis e expostos.

Como se não bastasse, consta na mensagem que "o número mínimo de vigilantes para aprovação de plano de segurança bancário de agências é de 02 (dois) vigilantes, excetuados aqueles estabelecimentos financeiros localizados em prédios com segurança própria e que se comprometam com a segurança bancária, registrado no plano de segurança". Ora, várias agências que funcionam nessas condições já foram assaltadas, até mesmo unidade estabelecida em Quartel General do Exército. Liberar os bancos de cumprir as exigências legais pode estimular novos ataques e fazer mais vítimas.

Fonte: Contraf-CUT e CNTV

Comissão do Senado aprova projeto que criminaliza preconceito e homofobia

O projeto de lei que torna crime a discriminação de gênero, contra idosos, deficientes e homossexuais foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, na terça-feira (10). O projeto é um substitutivo da senadora Fátima Cleide (PT-RO) ao Projeto de Lei de autoria da então deputada Iara Bernardi (PT-SP), que criminaliza a homofobia.

Fátima Cleide disse que o substitutivo está embasado em princípios fundamentais da Constituição, que não admite qualquer forma de discriminação. A senadora lembrou a agressão que sofreu a estudante universitária Geysi Arruda, da Universidade Bandeirante (Uniban), por ter ido à aula com vestido curto.

A matéria agora será examinada pelas comissões de Direitos Humanos (CDH) e de Constituição e Justiça (CCJ), antes de seguir para votação em Plenário. Como recebeu alteração no Senado, o projeto voltará à Câmara dos Deputados

Fonte: Assessoria da Liderança do PT do Senado

Sindicato dos Bancários do Ceará chama atenção dos bancários do BNB

O Sindicato dos Bancários do Ceará chama atenção dos bancários do BNB para o desconto assistencial, cujo prazo para solicitar o não desconto será divulgado oportunidamente no jornal Tribuna Bancária. O desconto assistencial só se dá após fechamento do acordo com o Banco. Desta forma, o Sindicato informa que aguardem a divulgação da data para opor-se ao desconto a ser veiculado no TB, com a devida antecedência. Portanto, o Sindicato não está autorizado a receber nenhum documento dessa natureza.

Fonte: SEEB CE

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária



Dia 11/11, quarta-feira

Atividades Infantis - HORA DO RECREIO
Local: E.E.F. Julita Farias. (Caririaçu)
15h30 A Triste Partida. 20min.

Atividades Infantis - ARTE RETIRANTE
Local: Caririaçu
16h 100 Canal: Casa de Sementes Senhor dos Exércitos. 5min.
16h05 Sessão Curumim: Espanta Tubarões. 89min.

Literatura/Biblioteca - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Contadores e Contamores. 240min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.

Atividades Infantis - ARTE RETIRANTE
Local: Sítio Belorizonte, Distrito de Lameiro (Crato)
19h Os Piratas que Não Fazem Nada. 85min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Contraf-CUT participa da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, nesta quarta-feira

Os bancários participam da 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que ocorre nesta quarta-feira, 11, em Brasília, organizada pelas centrais sindicais. A pauta unificada das centrais para a mobilização cobra a redução da jornada de trabalho para 40h semanais sem redução de salários, reforma agrária, com revisão dos índices de produtividade, além de discutir o marco regulatório para a exploração do petróleo do pré-sal, entre outros pontos.

A concentração para a marcha será no Estádio Mane Garrincha. Após a marcha, os bancários participarão também de ato contra o uso dos interditos proibitórios, em frente ao Superior Tribunal Federal (STF).

Pelo direito de greve
Os trabalhadores realizarão também uma manifestação contra o uso do interdito proibitório. O ato será às 13h, em frente ao STF, e contará com a participação dos bancários, que esperam entregar aos ministros do Supremo um documento sobre o tema.

O interdito proibitório é um recurso jurídico usado originalmente para garantir a posse de propriedades. As empresas, especialmente os bancos, deturparam a função do instrumento e, aproveitando-se de brechas na lei, conseguem fazer uso de força policial nas agências e concentrações durante manifestações, greves e paralisações dos trabalhadores, apesar de esses serem direitos garantidos pela Constituição Federal.

Os interditos prevêem multas que podem chegar a R$ 1 milhão. Alguns proíbem a aproximação do Sindicato num raio de 200 metros dos locais de trabalho e outros prevêem até a apreensão de objetos e pessoas que estejam em frente aos bancos, admitindo para isso o uso de força policial.

Eixos da 6ª Marcha Marcha da Classe Trabalhadora
- Redução da jornada de trabalho sem redução de salário
- Votação do PL 01/07 que efetiva a valorização do salário mínimo
- Novo marco regulatório para o pré-sal, que prevê a garantia do controle estatal e social do petróleo e seus derivados em todo o território nacional e que reafirma nossa soberania
- Ratificação das Convenções 151 (sobre a garantia de negociação coletiva no serviço público) e 158 (que coíbe a demissão imotivada) da OIT
- Aprovação do PL 1621/07
- Proposta da CUT encaminhada à Câmara pelo deputado Vicentinho (PT-SP), sobre a regulamentação da terceirização e combate à precarização nas relações de trabalho
- Mudanças amplas e imediatas para todas as aposentadorias, incluindo aumento real para os benefícios acima do salário mínimo e regras que garantam inclusão e assegurem que mais e mais brasileiros se aposentem por tempo de contribuição, com 100% dos benefícios

Fonte: Contraf-CUT, com CUT e Seeb-SP

Último dia de inscrição para representante da AFBNB é hoje

O prazo para os interessados em se candidatarem a representante da AFBNB se encerra hoje. Até o momento estão inscritos candidatos de 93 unidades do Banco. Podem se candidatar os associados da AFBNB cuja filiação tenha ocorrido até 30 de julho de 2009 e que estejam em dia com suas obrigações estatutárias. Lembramos que esta eleição é regular, regimental, e não suplementar, ou seja, quem é representante e deseja continuar sendo precisa também se inscrever.

A eleição será realizada no dia 30 deste mês e os eleitos cumprirão mandato de 2 anos (2010/2011). A inscrição dos interessados deve ser feita através do envio do nome completo, matrícula funcional e lotação a que concorrerá para o correio eletrônico afbnb@afbnb.com.br, não sendo necessária composição de chapa para esta finalidade. Se em uma unidade apresentar mais de um candidato, o mais votado será eleito representante e o segundo mais votado, suplente. Os interessados deverão encaminhar, obrigatoriamente, cópia do e-mail no qual apresenta sua candidatura para o grupo de trabalho de sua unidade. O regulamento na íntegra está no site da AFBNB, seção Documentos.
Fonte: AFBNB

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária



Dia 10/11, terça-feira

Música - CULTURA DE TODO MUNDO
14h Programa de Rádio na Educadora do Cariri AM. 180min.

Artes Cênicas - OFICINA DE FORMAÇÃO ARTÍSTICA
15h Contadores e Contamores. 240min.

Atividades Infantis - HORA DO RECREIO
Local: E.E.F. Arara Azul. (Caririaçu)
15h30 A Triste Partida. 20min.

Literatura/Biblioteca - BIBLIOTECA VIRTUAL
18h Noções Básicas de Utilização da Internet. 180min.

Cinema - 100 CANAL
18h30 Mulheres Rurais. 5min.

Cinema - IMAGEM EM MOVIMENTO
18h35 Estorvo. 95min.

Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582

Febraban confirma ao MPT denúncias de insegurança no transporte de valores


Os bancos confirmaram denúncias dos bancários e vigilantes sobre a insegurança no transporte de valores e na vigilância dos estabelecimentos. Em documento enviado ao procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Otávio Brito Lopes, a Febraban reconhece a existência de problemas no abastecimento de caixas eletrônicos, no estacionamento de carros fortes e na vigilância de agências, o que comprova o descumprimento da portaria nº 387, do Departamento de Polícia Federal (DPF), e da lei federal nº 7.102/83.

O texto dos bancos foi disponibilizado nesta segunda-feira, dia 9, para a Contraf-CUT e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes (CNTV), durante nova reunião entre as partes no MPT, em Brasília.

Abastecimento de caixas eletrônicos
Os bancos informaram que estão em funcionamento 4.681 ATMs instalados em locais expostos (fora do ambiente das agências, de quiosques e de outras instalações). Para esses equipamentos, a Febraban apresentou um calendário de transição para fazer a troca total de carga até março de 2010.

"Esse cronograma estabelece apenas a troca de numerário e não garante a troca de cassetes/gavetas na operação de abastecimento dos caixas eletrônicos. Mais: trata apenas de ATMs em locais expostos, ignorando os demais que também precisam ser contemplados. Além disso, a portaria nº 387, da DPF, proíbe a contagem e o manuseio de numerário no abastecimento de dinheiro", destaca o presidente da CNTV, José Boaventura dos Santos.

"Queremos segurança no abastecimento de todos os caixas eletrônicos, seja em locais expostos, seja em espaços não expostos. Esse procedimento deve ser feito através da substituição de todos os cassetes/gavetas dos ATMs", defende o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr.

Acessibilidade de carros fortes
No documento, a Febraban limita-se a informar que na cidade de São Paulo foram realizados alguns estudos, visando evitar a parada do carro forte no leito carroçável de algumas regiões, avenidas e ruas consideradas críticas. Os bancos também avaliam a demarcação de espaços apropriados para a parada dos carros fortes e a construção de baias ou recuos nas avenidas tidas críticas.

"Essas alternativas não asseguram segurança nas operações de embarque e desembarque de valores. Queremos garagens exclusivas, seguras e apropriadas para a entrada e saída de carros fortes. O transporte de valores não pode transitar nas calçadas, nas salas de autoatendimento, nas áreas internas das agências, no meio das pessoas, sem nenhuma privacidade, com alto risco e insegurança", ressalta o diretor da CNTV, Carlos José das Neves.

Agências com apenas um vigilante
A Febraban reconhece que "há agências que contam com apenas um vigilante". Segundo o documento, "são pequenas agências, a maioria oriundas das antigas agências pioneiras, algumas delas com mais de 28 anos de existência". Eles ainda alegam que "todas as agências têm seus planos de segurança bancária apresentados anualmente ao Departamento de Polícia Federal".

"Além de confirmar a ilegalidade, a Febraban omite que existem centenas de agências pelo Brasil afora com dois vigilantes, mas que ficam com somente um no horário de almoço, o que deixa essas unidades vulneráveis durante um terço do expediente externo", ressalta o diretor da CNTV, Chico Vigilante.

"Nós queremos o cumprimento da lei federal nº 7.102/83, que determina a presença de vigilantes em todas as agências. Para tanto, defendemos a revogação imediata da Mensagem nº 12/09, da DPF, que possibilita a presença de um trabalhador de segurança no horário de almoço, contrariando a legislação existente", salienta o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Daniel Reis. "Que os bancos contratem mais um vigilante nas agências", propõe.

Nova reunião no dia 10 de dezembro
Como o MPT não havia disponibilizado anteriormente os documentos da Febraban, Contraf-CUT e CNTV para as partes, a Febraban propôs a marcação de uma nova reunião para discutir as propostas das entidades. Ficou agendado novo encontro para o dia 10 de dezembro, às 14 horas, em Brasília.

"Vamos defender as propostas dos trabalhadores para que haja abastecimento seguro dos caixas eletrônicos, operações com menor risco dos carros fortes, proibição de transporte de numerário pelos bancários e nenhuma agência com apenas um vigilante", conclui Ademir.

Fonte: Contraf-CUT e CNTV

CUT inicia mês da igualdade racial com debate e atividades culturais

Crédito: CUT Nacional
Máscaras em referência à cultura africana e imagens de ícones do combate à discriminação racial recepcionaram quem compareceu à sede da Central Única dos Trabalhadores, na capital paulista, na tarde da última sexta-feira (6), para participar da solenidade de abertura do mês da Consciência Negra.

Com o tema "Consciência negra, uma história de luta", CUT Nacional e CUT/SP promoveram um debate que abordou a luta da central no combate ao racismo e os avanços e conquistas nas políticas de promoção de igualdade.

Júlia Nogueira (ao microfone), secretária nacional de Combate ao RacismoA secretária de combate ao racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, coordenou a primeira mesa que tratou do papel da central na luta contra a discriminação e também tratou da aprovação do documento. "O estatuto não responde a todos os anseios do movimento negro, mas é um grande passo para diminuir o processo de marginalização para a qual foi lançado o negro com o fim da escravidão".

Deputada federal pelo PT/SP, Janete Pietá citou a importância da participação das centrais na divulgação da conquista. "É muito importante que as lideranças sindicais divulguem o estatuto porque se não batalharmos pela lei, ela não será implementada".

Questão social e avanços
Secretário geral da Central, Quintino Severo, lembrou do desafio permanente de fazer do Brasil um país mais justo. "Tão importante quanto a criação da Secretaria de Combate ao Racismo - formada em 2009, no 10.º CONCUT - é transformar o combate ao preconceito em uma prática cotidiana. Para superar a discriminação é preciso uma ação permanente", destacou.

Para o presidente da CUT/SP, Adi Lima, a criação dos coletivos que antecederam as secretarias nacional e estaduais de combate ao racismo fez com que os trabalhadores percebessem a necessidade de discutir a desigualdade não apenas dentro das instâncias das entidades, mas também a partir do local de trabalho. "Por que nas campanhas salariais não discutimos cotas para negros como fazemos com o aumento real? Porque não fomos educados para olhar para a questão social".

Ex-secretaria de políticas sociais da CUT/SP, Maria Izabel da Silva, a Bel, resgatou momentos históricos da central na temática racial, como a criação, em 1992, da Comissão Nacional de Luta contra a Discriminação Racial e o primeiro encontro nacional sindical da CUT contra a discriminação racial, em 1995, fundamentais para avanços como a introdução da história de luta do povo negro nos cursos de formação e a orientação aos sindicatos a incluírem questões de gênero e raça nas campanhas de sindicalização.

Enfrentamento à mediocridade
A segunda mesa do dia iniciou após a execução do Hino à Negritude. A secretária estadual de combate ao racismo da CUT/SP, Rosana Silva, responsável pela coordenação, ressaltou a importância de espalhar a luta por todo o Estado de São Paulo. "Apesar da longa luta, ainda temos muito a discutir, como a devida implantação das convenções 100 e 111 da OIT (Organização Internacional do Trabalho) - que tratam, respectivamente, da igualdade de remuneração entre homens e mulheres e da discriminação no emprego e na profissão - e a criação dos coletivos nas subsedes para organizar e fortalecer o movimento negro nas regiões", disse.

A seguir, o subsecretário de políticas de ações afirmativas da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Martvs das Chagas, destrinchou o motivo dos ataques a medidas como a adoção de cotas nas universidades. "Essa é a maneira hipócrita que alguns setores da sociedade encontraram para defender o status conceitual e material que começam a perder com a inclusão dos negros por meio de programas como o Prouni".

A solenidade terminou com uma atividade cultural comandada pelo Centro Cultural Francisco Solano Trindade, que levou música e literatura afro-brasileira à sede da CUT.

Fonte: Luiz Carvalho – CUT

CUT prepara 6ª Marcha da Classe Trabalhadora com ato na CNI



Crédito: Secom/CUT

Mesmo sob a forte chuva que caiu na capital federal durante a tarde dessa segunda-feira (9), cerca de 300 trabalhadores cutistas deixaram claro que a semana não será fácil para quem vai contra os interesses do povo brasileiro.

Diante da sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria), um grupo de manifestantes da Central que chegaram a Brasília quatro dias antes da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora se reuniram para repudiar a postura da entidade patronal, contrária à implementação do FAP (Fator Acidentário de Prevenção).

Com cornetas, balões, bandeiras da CUT, do Brasil e o grito de guerra "Reduz pra 40, que o Brasil aumenta", os manifestantes, na maioria metalúrgicos do Rio Grande do Sul e trabalhadores do setor de alimentação, agitaram a normalidade do sisudo edifício da CNI, no Setor Bancário Norte da capital federal. Esses militantes se anteciparam à data de realização da 6ª Marcha da Classe Trabalhadora para realizar atos políticos de apoio às bandeiras da mobilização da próxima quarta, dia 11.

O Fator Acidentário de Prevenção entrará em vigor a partir de janeiro de 2010 e tem como objetivo contemplar com até 50% de desconto no SAT (Seguro de Acidente de Trabalho) as empresas que investirem em segurança de trabalho. Por outro lado, aquelas que não se preocupam em implementar políticas para diminuir o adoecimento dos trabalhadores, teriam elevação do pagamento. Assim, espera-se reduzir acidentes, mortes e adoecimentos causados pelo trabalho.

Por volta das 16h, dirigentes e trabalhadores utilizaram um caminhão de som para mandar um recado à Confederação. A CNI, embora tenha participado da elaboração do FAP, passou a criticá-lo pouco antes de a medida entrar em vigor. "Isso porque a indústria descobriu que é um dos setores que mais causam danos à saúde do trabalhador. Agora ficam pressionando o governo e o Congresso", denunciou o presidente da CUT, Artur Henrique.

"As empresas são responsáveis pelos adoecimentos, mortes e acidentes de trabalho, porque enquanto pressionam os trabalhadores diariamente, assediam moralmente e impõem metas inatingíveis, não investem em equipamentos de proteção e condições seguras", acrescentou Artur.

O dirigente lembrou que além do FAP, a redução da jornada de trabalho sem redução do salário, principal bandeira da Marcha em 2009, é fundamental para reduzir acidentes.

Para o secretário de Saúde do Trabalhador da CUT, Manoel Messias, "não é correto que os cofres públicos assumam despesas causadas pela falta de investimento dos empregadores".

Secretária de Combate ao Racismo e representante da Central no Conselho Nacional da Previdência Social, Maria Júlia Nogueira acredita que o descaso com a saúde dos empregados representa uma falta de inteligência. "Aqueles trabalhadores saudáveis e que atuam em condições adequadas serães adequadas ser em condiç falta de intelig de investimento dos empregadores"que matam e mutilam trabalhadores so os que produzirão mais", defende.

Diretor executivo da CUT, Dary Filho classificou a CNI como inimiga da saúde. "Queremos trabalhar e não adoecer".

Coordenador do INST (Instituto Nacional de Saúde do Trabalhador), Siderlei de Oliveira ressaltou "a competição como um dos responsáveis pela precarização das relações trabalhistas."

Presidente da Federação dos Sapateiros do Rio Grande do Sul, Antônio Guntzel, também defendeu a redução de jornada como importante aliada da saúde e sublinhou a importância da Marcha. "São milhares de pessoas mutiladas devido à extensão da jornada. Porém, com nossa luta, tenho certeza que terminaremos a semana com muitas conquistas".

Segundo o vice-presidente da CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos), Claudir Nespolo, a única forma de fazer com que os empresários invistam em melhores ambientes de trabalho é mexendo no bolso deles. "Caso não sejam penalizados no lucro, não vão investir em condições decentes para o trabalhador. Atualmente, vemos pessoas de 25 anos mutiladas pela atividade nas montadoras. Não podemos permitir que isso continue acontecendo", finalizou.

Logo depois, militantes e dirigentes foram até a rodoviária de Brasília para distribuir panfletos e dialogar com a população sobre os eixos da 6ª marcha.

Fonte: CUT

Banco do Brasil e Caixa querem disputar o comando da Febraban em 2010

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão trabalhando pesado para assumir o comando da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). Pelo estatuto da entidade, até março do ano que vem, devem haver eleições para a escolha do substituto do atual presidente, Fábio Barbosa, do Santander Brasil, cujo mandato, de três anos, se encerrará no dia 19 de abril. A reeleição é proibida.

A meta do BB e da Caixa, o primeiro e o quarto maiores bancos do país, é quebrar a hegemonia das instituições privadas que sempre dirigiram a poderosa federação e impor a filosofia do governo, mais social, pró-consumidor e pró-crescimento econômico, com ampliação do crédito a um custo mais baixo.

O BB e a Caixa chegaram à Febraban no fim dos anos 1990 pelas mãos do então presidente da entidade, Roberto Setúbal, do Banco Itaú. Mas sempre tiveram papel coadjuvante. "Agora, chegou a hora de assumirmos um posto de liderança na entidade e funcionarmos como um contraponto à visão que sempre prevaleceu por lá", diz um dos principais representantes dos bancos públicos.

"Sabemos que haverá resistências, mas temos como angariar apoio a nosso favor. A Febraban não pode continuar sendo um feudo dos grandes bancos privados", acrescenta.

Triunvirato
Nos últimos anos, a presidência da Febraban pertenceu ao triunvirato formado pelo Itaú, Bradesco e Unibanco. Essa hegemonia foi quebrada por Fábio Barbosa, então presidente do Real. Mas já havia uma negociação para que o rodízio voltasse. O escolhido seria Antonio Jacinto Matias, que frustrou os planos ao se aposentar do Itaú e se afastar do sistema financeiro.

Além disso, Itaú e Unibanco viraram uma coisa só. E mais: Roberto Setúbal já presidiu a federação por cinco anos, pois acumulou um mandato tampão ao substituir Maurício Schullman, que perdeu o cargo depois da quebra do Bamerindus.

Pedro Moreira Salles, do Unibanco, não demonstra o menor apetite pela entidade.

"Talvez seja a hora de um banco público assumir a presidência da Febraban. Mas isso só vai acontecer se houver um acordo tácito com as instituições privadas de que a entidade continuará defendendo os interesses do setor e não os do governo", ressalta um executivo com assento na atual gestão da Febraban.

"Temos ainda um bom tempo pela frente para aparar as arestas. E não será fácil chegar a um consenso. Os bancos privados não gostam nem um pouco da posição intervencionista adotada pelo governo depois do estouro da crise mundial. É um perigo", complementa.

Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região e integrante da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Ronaldo Zeni, está na hora dos bancos públicos assumirem o seu papel no desenvolvimento do país. "Ao liderar a Fenaban, Caixa e BB podem dar um novo perfil à entidade. É isto que o Brasil precisa. Entretanto, a nova posição não pode engessar os bancos públicos", observa Ronaldo.

Fonte: Correio Braziliense com edição da Feeb/RS

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lucro da Caixa comprova que greve dos empregados acertou quando exigiu mais

Números do balanço do terceiro trimestre da Caixa Econômica Federal, divulgados nesta sexta-feira, dia 6, comprovam que a Contraf-CUT, as entidades sindicais e os empregados tinham razão quando decidiram permanecer em greve nacional para avançar nas reivindicações específicas e, assim, conquistaram um abono de R$ 700 e cinco mil de contratações, dentre outros avanços.

A Caixa fechou o terceiro trimestre de 2009, com lucro de R$ 869,9 milhões, uma alta de 20,4% sobre igual período do ano passado e acima das previsões conservadoras da direção da empresa.

"Não foram poucas as tentativas da Caixa, durante as negociações com o Comando Nacional dos Bancários, em criar dificuldades para o pagamento da PLR e atender outras demandas dos empregados", afirma Plínio Pavão, secretário de Saúde da Contraf-CUT. "Ao longo de todas as discussões, nós enfatizávamos que a Caixa podia mais e o balanço do terceiro trimestre revela que, mesmo não tenho acesso aos números, estávamos cobertos de razão", salienta.

Com esse resultado, fruto do empenho e dedicação dos trabalhadores da Caixa, o lucro acumulado até setembro atingiu R$ 2,027 bilhões. "Esse número representa quase a totalidade do valor projetado pela empresa para todo o exercício de 2009, que é de R$ 2,13 bilhões, o que nos leva a crer com o desempenho do último trimestre que o resultado será bem superior das previsões feitas pela instituição", aponta Plínio.

"Além disso, esse desempenho favorece a retomada do processo de negociação permanente, onde buscaremos novas conquistas para os trabalhadores", ressalta o diretor da Contraf-CUT.

Outros números do balanço
As receitas com intermediação financeira do banco atingiram no trimestre o montante de R$ 8,252 bilhões, o que representa um crescimento de 5,8% sobre o mesmo período do ano anterior. Porém, na comparação com o segundo trimestre, ocorreu uma queda de 5,12%.

Já as despesas com intermediação financeira foram de R$ 5,592 bilhões.

Durante o período, a Caixa foi, ao lado do Banco do Brasil, uma das armas usadas pelo governo federal para ativar o crédito no país, que no final do ano passado foi duramente castigado pela crise financeira global.

Essa agressividade na cessão de crédito pode ser notada na evolução da carteira do banco, que saltou de R$ 70,7 bilhões no final do terceiro trimestre de 2008 para R$ 113,8 bilhões em setembro deste ano, uma alta de 61%.

Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT assina protocolo de intenções com sindicato norte-americano

A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de São Paulo assinaram, nesta quinta-feira 5, um protocolo de intenções de trabalho em conjunto com o sindicato americano United Service Workers West (SEIU), que representa mais de 2 milhões de trabalhadores. O documento foi firmado pelos presidentes das entidades brasileiras, Carlos Cordeiro e Luiz Claudio Marcolino, e pelos diretores americanos Eddie Iny, de Los Angeles, e Rocio Saenz, de Boston.

"O momento conjuntural desta globalização econômica traz aos trabalhadores prejuízos e ainda mantém ameaças potenciais aos empregos e direitos diante desta crise financeira mundial, conclama aos principais atores representantes dos trabalhadores a buscarem alternativas internacionalizadas para enfrentarem as conseqüências e ameaças deste momento conjuntural que nos impõe o capital", destaca o documento.

O protocolo prevê construir a cooperação entre a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e o SEIU, "para aprofundar o processo de organização dos trabalhadores do setor financeiro nos Estados Unidos, unindo a força do sindicato americano e a experiência de organização dos trabalhadores brasileiros no setor financeiro".

"Trata-se de um protocolo importante, que possibilitará a troca de experiências entre os trabalhadores dos dois países, abrindo perspectivas para a construção de acordos globais que valham para todos os trabalhadores", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.

Fonte: Contraf-CUT

Redução da jornada para 40 horas gera empregos

Por Cláudia Motta

Trabalhadores vão à capital federal cobrar aprovação urgente de leis. Bancários vão protestar também contra uso distorcido do interdito proibitório 11 de novembro

São Paulo - Mais 2 milhões de empregos, aumento da massa salarial e fortalecimento do mercado interno brasileiro. Alcançar essa marca está nas mãos dos deputados federais e senadores: basta aprovarem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 231/95) que reduz a jornada oficial de trabalho no Brasil de 44 horas para 40 horas semanais.

> Veja o panfleto da CUT sobre o tema

Para pressionar os parlamentares, milhares de trabalhadores devem tomar as ruas de Brasília na 6ª Marcha da Classe Trabalhadora, no próximo dia 11 de novembro. A PEC 231/95 também aumenta para 75% o valor da hora extra.

Além dos aspectos econômicos, a medida quer tornar menos exaustiva a jornada para melhorar as condições de saúde e segurança no trabalho e diminuir o número de acidentes causados pelo cansaço, além de ampliar o tempo para o convívio familiar, o lazer e a qualificação profissional. A PEC precisa ser votada na Câmara dos Deputados e no Senado para seguir para sanção presidencial e virar lei. “O Sindicato está engajado nessa luta cidadã, porque o ganho para o país será muito importante”, afirma a secretária-geral do Sindicato, Juvandia Moreira. “Os dados de geração de empregos são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cujas análises comprovam a força do mercado interno brasileiro que, inclusive, salvou o país da crise. Sem falar no ganho social, com trabalhadores e trabalhadoras estudando mais, com mais tempo para a cultura e o lazer, com mais saúde, num círculo virtuoso que vai fazer o Brasil crescer ainda mais.”

A marcha também vai cobrar dos parlamentares a aprovação da política de valorização do salário mínimo (PL 01/07), conquistada pela pressão das outras marchas dos trabalhadores, e a votação da PEC 438/01, contra o trabalho escravo. Também são bandeiras dessa 6ª Marcha a ratificação das convenções 151 (pela negociação coletiva no serviço público) e 158 (que põe fim à demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho, além da retirada dos projetos de lei da terceirização (4.302/98 e 4.330/04), que precarizam as relações de trabalho.

Bancários contra o interdito - Os trabalhadores também querem respeito ao direito de greve previsto na Constituição Federal e vão ao Congresso Nacional, durante a 6ª Marcha, pedir aos parlamentares medidas contra a utilização dos interditos proibitórios nas greves. “Os bancos usam esse instrumento jurídico desviado da área cível, como se os trabalhadores fossem invadir e tomar as agências, quando na verdade estão exercendo seu legítimo direito de manifestação em frente aos locais de trabalho”, ressalta Juvandia Moreira, secretária-geral do Sindicato.

O presidente da CUT, Artur Henrique, protocolou na terça-feira 3 denúncia na Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, contra essa prática. “A liberdade sindical e de organização está sendo ameaçada e inviabilizada por um mecanismo que nada tem a ver com as relações trabalhistas. Como um sindicato de bancários vai dialogar com os trabalhadores e a população em geral durante uma greve, se é proibido de ficar a menos de 500 metros de uma agência, por exemplo?”, indaga o presidente da CUT.

Fonte: SEEB São Paulo, Osasco e Região

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Funcionários do BNB questionam adiantamento da PLR

A AFBNB tem recebido inúmeros emails e telefonemas de funcionários, surpresos com os valores que constam na prévia da folha, referentes à PLR. Segundo os funcionários, o Banco estaria informando que o valor pago equivale ao adiantamento de 8% do valor devido. A AFBNB entrou em contato com um assessor da área de desenvolvimento humano do BNB, que informou que o Banco sairá com um comunicado aos funcionários, explicando os cálculos.

O acordado com o Banco é que este seguirá a regra da Fenaban – 90% do salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial, reajustados em setembro/2009, mais o valor fixo de R$ 1.024,00, respeitado o montante provisionado no balanço do 1º semestre para distribuição aos empregados.

A AFBNB acredita que a confusão tenha sido gerada por um conflito de comunicação do Banco, entre a matéria divulgada acerca da prévia e o que efetivamente consta nos cálculos de cada funcionário. A primeira comunicação do Banco informou que o adiantamento seria de 54% do salário – o que não é verdade.

A AFBNB entende que o crédito aquém do esperado é consequência do montante que foi provisionado no 1º semestre, que foi pouco mais de R$ 8 milhões. Fazendo cálculos preliminares, o valor de R$ 614,00, de adiantamento da parte fixa, mais 8% do salário, que vem sendo pago, mais o valor a título de adiantamento da parcela adicional de R$ 462,29 já consumiriam esse montante. A Associação, no entanto, lembra que esse valor informado hoje é um adiantamento. Em março/abril, após o resultado final do exercício, o Banco deverá fazer os devidos ajustes, conforme o caso.

A AFBNB não aceita o fato de o Banco não informar devidamente e levantar falsas expectativas, assim como não ter discutido isso com as entidades. Nesse sentido, a Associação repudia a forma como o Banco tem tratado os trabalhadores e as entidades, descumprindo acordos, como foi o caso da compensação dos dias parados, do pagamento da diferença do GSN Pronaf, dentre outros exemplos de descaso.

Enquanto entidade integrante da Comissão Nacional, a AFBNB encaminhará ofício aos sindicatos integrantes da CNFBNB e à coordenação para que seja retomada uma discussão urgente para retorno da mobilização, para exigir do Banco respeito aos trabalhadores e cumprimento às questões acordadas. Ratificamos a necessidade de mobilização no BNB, tendo em vista que as razões pelas quais entramos em greve permanecem – (texto por que estamos em greve)

A AFBNB tem recebido sugestão de associados para que proponha aos sindicatos a não assinatura do acordo no próximo dia 11, por uma razão simples: o Banco já quebrou esse acordo. Quem faz o BNB merece respeito!

Fonte: AFBNB

Rumo à 6ª Marcha da Classe Trabalhadora

Escrito por Luiz Carvalho

Em defesa do pré-sal, da soberania, do desenvolvimento e da liberdade sindical

Eixo fundamental entre os seis definidos pelas centrais sindicais para a 6.ª Marcha da Classe Trabalhadora, a definição de um novo marco regulatório para o pré-sal, que prevê a garantia do controle estatal e social do petróleo e seus derivados em todo o território nacional, é também uma estratégia de defesa da independência nacional.

O PL (Projeto de Lei) 5891/2009, construído pela CUT, pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pelos movimentos sociais exige o fim das rodadas de licitações e a retomada dos blocos petrolíferos que já foram leiloados. Trata também do monopólio estatal na exploração do petróleo bruto, por meio da Petrobrás.

"A aprovação de um novo marco regulatório para o pré-sal significa a recuperação daquilo que nos foi tirado no período do governo Fernando Henrique Cardoso, em 1997. O petróleo é uma riqueza estratégica e deve estar a serviço da construção de uma nação soberana", aponta Júlio Turra, diretor executivo da Central Única dos Trabalhadores.

Controle social
O projeto prevê ainda a criação de um Fundo Social para garantir que os recursos gerados pelo petróleo sejam investidos em políticas públicas voltadas à educação, ao meio-ambiente, à ciência e tecnologia, à cultura e ao combate à pobreza.

A Central reivindica que outras duas áreas também sejam contempladas com a destinação de verbas: reforma agrária e seguridade social.

A existência de controle social sobre o fundo é uma das reivindicações da Central Única dos Trabalhadores, conforme conforme destaca José Lopez Feijóo, vice-presidente da CUT. "A destinação das riquezas do fundo já deve estar definida em sua formação, mas a Central defende que exista um conselho com a presença de representantes dos trabalhadores, como já há em outros conselhos nacionais. Essa medida é parte do processo de democratização de nosso país, porque faz com que o Estado divida com a sociedade as decisões sobre um tema crucial para o futuro do nosso país".

Concessão para partilha
Feijóo ressalta que a mudança na forma de exploração do petróleo é outra vitória dos movimentos sociais. "A alteração do regime de concessão para o de partilha representa uma mudança radical porque parte do petróleo continua sendo do povo brasileiro, ao contrário do modelo de concessão, adotado por Fernando Henrique Cardoso, em que toda nossa riqueza passava a pertencer à empresa que havia vencido a concorrência o venderia, lucraria e exploraria como quisesse", explica.

Para o dirigente, a decisão da Petrobrás ser a exploradora única do recurso natural representa outra grande avanço. "Temos uma empresa nacional que deterá todo o conhecimento sobre os campos, dará início à exploração, deterá o controle logístico e de informação. Iremos ainda controlar o ritmo de exploração, para que nossas reservas não se esgotem e tenhamos que pagar a peso de ouro algo que temos em abundância".

Interdito - Feijóo comentou ainda a manifestação que a Central promoverá na quarta-feira, diante da sede do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o interdito proibitório, uma medida que as empresas utilizam para coibir a livre manifestação dos trabalhadores.

"Recentemente, nosso presidente, Artur Henrique, esteve na OIT (Organização Internacional do Trabalho) para denunciar o Ministério Público e o Judiciário por ataques anti-sindicais, principalmente, o interdito proibitório, uma medida judicial que fere o direito constitucional de greve", criticou.

De acordo com o dirigente, a CNM (Confederação Nacional dos Metalúrgicos) ingressou com uma representação no STF contra o interdito. "Estamos solicitando uma audiência com o ministro Carlos Ayres Brito para protestar contra essa ingerência indevida e reivindicar que um parecer seja votado rapidamente pelo Supremo".

Empregos - A expectativa é que os US$ 174,7 bilhões de dólares, que a Petrobrás investirá até 2013, gerem mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada. Outras 777 mil vagas devem ser criadas no mercado com a elevação de renda e do poder de consumo dos novos empregados.

Fonte: CUT

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Bancos começam a receber pedidos de ampliação da licença-maternidade

Após pressão da Contraf-CUT e dos sindicatos, os bancos começaram a receber pedidos de bancárias para a ampliação da licença-maternidade para 180 dias. Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, HSBC e Citibank já aceitam manifestações de funcionários que estão em gozo dessa licença, cuja extensão em dois meses foi conquistada durante a Campanha Nacional 2009. A opção deve ser feita até 17 de novembro, um mês após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010.

De acordo com a lei, para ter direito aos seis meses de licença, as trabalhadoras devem fazer a solicitação no primeiro mês após o nascimento do bebê.

Além disso, o banco deve fazer adesão ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008. A concessão da ampliação da licença-maternidade pelos bancos está condicionada à isenção fiscal. O tema irá para votação no Orçamento da União, no Congresso Nacional, agora em dezembro, em Brasília. Se for aprovado, os bancos terão incentivo fiscal a partir de janeiro de 2010.
Confira a íntegra da cláusula 24ª da CCT 2009/2010:

AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE

A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.

Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.

Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.

Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.

Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.

Fonte: Contraf-CUT e Seeb São Paulo

Lucro do Bradesco cresce e atinge R$ 5,831 bilhões até setembro

O Bradesco divulgou nesta quarta 4 o lucro líquido acumulado no ano de R$ 5,831 bilhões, crescimento de 0,2% na comparação com o lucro líquido ajustado dos nove primeiros meses de 2008. Já no terceiro trimestre do ano foi registrado um lucro líquido de R$ 1,811 bilhão, valor aproximado ao igual período de 2008. Os ativos totais em setembro de 2009 chegaram a R$ 485,686 bilhões, crescimento de 14,9% em relação a igual mês do ano passado.

Para o secretário de Políticas Sindicais da Contraf-CUT e funcionário do banco, Carlindo Dias de Oliveira (Abelha), "o lucro astronômico atingido pelo Bradesco e construído com a participação dos bancários demonstra que o banco possui totais condições de atender as reivindicações dos trabalhadores".

Seguros, previdência e crédito
O segmento de seguros do Bradesco respondeu por 34% do lucro do conglomerado financeiro no terceiro trimestre do ano. Em igual trimestre do ano passado, a fatia do braço segurador equivalia a 33% do resultado e, no segundo trimestre de 2009, a 28%. Entre abril e junho, a instituição financeira contabilizou em seu resultado o efeito da venda de parcela da participação na Visanet.

A Bradesco Seguros & Previdência, que reúne as empresas desse segmento, registrou um lucro de R$ 638 milhões entre julho e setembro, crescimento de 5,1% em relação ao registrado no segundo trimestre. No ano, esse grupo acumula um lucro de R$ 1,895 bilhão, valor 9,7% inferior ao registrado em igual mês do ano passado.

A carteira de crédito total do Bradesco (incluindo avais e fianças) somava R$ 215,536 bilhões ao final de setembro, valor 10,2% superior ao registrado em igual mês do ano passado. As operações com pessoas físicas somavam R$ 75,528 bilhões e as com empresas, R$ 140,008 bilhões, crescimentos de, respectivamente, 8,2% e 11,3%.

O patrimônio líquido (PL) em setembro de 2009 era de R$ 38,877 bilhões, 13,8% superior ao registrado entre julho e setembro do ano passado. Já o retorno anualizado sobre o PL médio no terceiro trimestre ficou em 21,8%, ante 25,4%. O resultado bruto da intermediação financeira ficou em R$ 4,679 bilhões.

Inadimplência
A inadimplência do Bradesco no terceiro trimestre do ano ficou em 5%, ante os 3,4% registrados em igual trimestre do ano passado e dos 4,6% do segundo trimestre de 2009. Esse indicador leva em conta os atrasos superiores a 90 dias. A instituição financeira afirmou em seu relatório de resultados que há uma tendência de melhora no índice que mede os atrasos das operações de crédito.

Nas operações de crédito feitas com pessoas físicas, o índice de inadimplência subiu de 6,1% em setembro de 2008 para 7,6% em setembro último. Já ao final do segundo trimestre, os atrasos superiores a 90 dias representavam 7,5% do crédito para esse segmento. Segundo o Bradesco, a inadimplência no último mês do terceiro trimestre já apresentava redução, consequência da melhora das expectativas dos níveis de emprego e renda.

Para as grandes empresas, a taxa de inadimplência ao final do terceiro trimestre era de 0,9%, ante 0,3% em igual período do ano passado e também acima do 0,5% registrado em junho. Entre as pequenas e médias empresas, os atrasos superiores a 90 dias equivaliam a 5,1% das operações de crédito no terceiro trimestre, ante 2,4% de igual período do ano passado e 4,5% do trimestre anterior. Na avaliação do Bradesco, as operações para pessoas jurídicas mostram redução no ritmo de crescimento da inadimplência.

No que diz respeito às provisões para devedores duvidosos (PDD), o Bradesco registrou no terceiro trimestre uma despesa de R$ 2,908 bilhões, crescimento de 74,02% na comparação com igual período de 2008. Em relação ao segundo trimestre, a despesa com PDD apresenta uma queda de 34,3%. De acordo com o Bradesco, a redução do PDD em relação ao segundo trimestre é resultado da melhora na atividade econômica, que beneficia a capacidade de pagamento dos clientes. Além disso, entre abril e junho foi feito um provisionamento adicional de R$ 1,3 bilhão.

O estoque de PDD em setembro, de R$ 14,953 bilhões, equivalia a 8,3% da carteira de crédito. Essa cobertura está acima dos 5,5% registrados no mesmo mês de 2008 e dos 7,7% de junho. O saldo de PDD é composto por R$ 11,962 bilhões de provisões requeridas com base nas normas do Banco Central e R$ 2,991 bilhões de provisões excedentes. Como a provisão está acima do requerido pelo Banco Central, o índice de cobertura do Bradesco (relação entre o estoque de PDD e os atrasos acima de 90 dias) era de 166,5% em setembro, acima dos 163,6% de setembro de 2008 e abaixo dos 169,1% registrados em junho.

Fonte: Contraf-CUT, com Agência Estado

Compensação de dias parados deve ser feita de acordo com a conveniência

O Sindicato dos Bancários alerta aos funcionários do Banco do Brasil que têm dias a compensar decorrentes da greve de 2009 que a compensação deve ser feita somente se houver conveniência, ou seja, mediante acordo individual entre o gestor e o bancário e desde que haja serviço na agência e disponibilidade do funcionário.

É importante destacar ainda que os bancários que participaram da greve nacional não terão os dias parados descontados dos salários. Haverá apenas compensação de horas até o dia 15/12/2009, que não poderá exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados. A garantia de não desconto dos dias da greve faz parte da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada no último dia 19/10, entre a Contraf-CUT e entidades sindicais com a Fenaban. As horas extraordinárias realizadas anteriormente à assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho não poderão compensar os dias não trabalhados.

“Qualquer dúvida ou pressão por parte dos gestores para que a compensação seja feita de forma arbitrária ou indiscriminadamente deve ser comunicada imediatamente ao Sindicato para que possamos tomar as medidas cabíveis”, alerta o presidente do Sindicato dos Bancários do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra.

Fonte: SEEB CE

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Bancários do HSBC usam luto para cobrar PLR plena na véspera de Finados

Crédito: Seeb Curitiba


Os bancários do HSBC realizaram nesta sexta-feira, 30, véspera do feriadão de finados, dia de luto em todo país contra a manipulação na Participação dos Lucros e Resultados (PLR), que reduziu drasticamente o valor pago aos trabalhadores. Em várias cidades, foi feito o enterro simbólico do banco e ou de seu presidente no Brasil, Conrado Engel.

Aconteceram manifestações em Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Piracicaba ABC paulista e Santos, entre outros locais. Além das atividades, os dirigentes sindicais distribuíram carta-aberta à população explicando os motivos da manifestação (veja aqui).

Esses protestos reforçam as paralisações de dezenas de agências ocorridas na quarta-feira, dia 28, em todo país. Além da melhoria na PLR, os bancários exigem a valorização dos funcionários, mais contratações e redução dos juros e tarifas.

Na quinta-feira, 29, o HSBC resolveu pressionar os seus funcionários para que não aderissem ao dia nacional de luto com o uso de roupas pretas. O banco fez uma teleconferência e soltou mensagens, mandando os superintendentes e gerentes intimidarem os trabalhadores para vestirem roupas com as cores da bandeira ou do seu time de futebol, além de enfeitar as agências com balões verdes e amarelos. Muitos bancários entraram noite adentro para encher os balões.

Entenda o golpe do HSBC
O HSBC divulgou recentemente balanço apontando lucro de R$ 2,1 bilhões no primeiro semestre. Entretanto, em uma manobra contábil, reduziu desse volume R$ 1,9 bilhão, montante que estaria provisionado para despesas que possam vir a ocorrer. Assim, o lucro líquido caiu para R$ 249,761 milhões.

Chama a atenção que acionistas e executivos do HSBC estão recebendo seus dividendos de acordo com os R$ 2,1 bilhões, enquanto que a PLR dos bancários tem como base o menor lucro divulgado pelo banco.

Fonte: Contraf-CUT

BNB paga abono de R$ 500,00 e adianta 1/3 do salário para compensar com a PLR

Em reunião realizada no dia 26/10, entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco, foi apresentada uma nova proposta com o objetivo de encerrar as discussões da campanha salarial 2009 do funcionalismo do BNB. Logo no início da reunião, o Banco informou que havia ajuizado o dissídio coletivo, e a Comissão se esforçou no sentido de preservar o processo negocial, arrancando alguns avanços, principalmente relativos à PLR e ao abono de R$ 500,00 (tributável quanto ao imposto de renda).

O Banco manteve ainda a proposta de desconto dos dias parados, com a compensação de duas horas para cada hora trabalhada, com limite até o dia 15/12.

Com relação à PLR, o Banco informou que o valor provisionado para este semestre não dará para quitar integralmente a primeira parcela prevista na regra da Fenaban. Após reivindicação da CNFBNB para que fossem encontradas alternativas que compensassem o funcionalismo, o Banco propôs, adicionalmente, adiantar, nos moldes do empréstimo de férias, 1/3 da remuneração bruta de cada funcionário, paga juntamente com a antecipação de PLR em 6/11/09. Este valor será compensado quando do pagamento total da PLR de 2009 em abril de 2010. Caso o saldo da PLR seja insuficiente para quitação do adiantamento de 1/3, este será parcelado em até 12 vezes.

Além disso, o Banco reafirmou os compromissos anteriores, como buscar junto aos órgãos controladores a extensão da licença-prêmio para todos os funcionários com direito adquirido e o reajuste de 3% no PCR. Foram definidas ainda a criação de um calendário de negociação dos passivos trabalhistas, prevendo pelo menos uma reunião com cada sindicato dentro do prazo de 30 dias; e de um comitê para discussão do assédio moral, nos moldes do que será implantado no Banco do Brasil. Entretanto, o formato deste comitê será definido na mesa de negociação permanente.

A Comissão Nacional orientou a aceitação da proposta. O Banco comprometeu-se a realizar o pagamento das diferenças salariais e dos benefícios já no próximo dia 29/10. O pagamento da primeira parcela da PLR e do adiantamento de 1/3 da remuneração bruta compensável na parcela final da PLR será efetivado dia 6/11.
Fonte: SEEB CE

Crise amplia espaço dos bancos oficiais


Andréa Guimarães, para o Valor, de São Paulo

O crescimento na atuação dos bancos públicos desde o início da crise financeira é indiscutível e só foi possível porque as instituições já estavam preparadas para isso. A avaliação é das próprias companhias, que destacam a agilidade no momento em que a liquidez na área de crédito encolheu no final de 2008. "Não foi nada por acaso ou resultado de uma visão puramente oportunista do momento. Já estávamos em crescimento e prontos para atender o mercado com um portfólio de produtos competitivo e adequado", diz Allan Simões Toledo, vice-presidente de negócios internacionais e atacado do Banco do Brasil.

Dados do Banco Central mostram que a participação dos bancos públicos na área de crédito, como proporção do PIB, cresce de forma consistente desde o início da crise. A taxa crédito/PIB dessas companhias saiu de 13,2% em setembro de 2008 para 18,3% em agosto deste ano. Instituições como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil registraram uma evolução contínua desse indicador. A parcela dos bancos públicos brasileiros no crédito pulou de 7% para 9,7% nesse período. No caso do BNDES, a participação saltou de 6,2% para 8,6% entre setembro do ano passado e agosto de 2009. "O interessante é que os bancos públicos conseguiram puxar a expansão do mercado crescendo em segmentos de baixo risco e alto retorno. Se expandiram sem abrir mão da qualidade das carteiras", diz Gilberto Borça, economista da área de pesquisa e acompanhamento econômico do BNDES.

Em relação às instituições privadas, a expansão foi mais discreta. O índice passou de 25,5% em setembro de 2008 para 26,6% em março de 2009. No último quadrimestre do ano passado, a parcela dessas empresas no crédito registrou uma magra evolução de 0,8 ponto - de 25,5% em setembro para 26,3% em dezembro. Seguindo esse mesmo ritmo de leve crescimento, entre março e agosto, a taxa de participação aumentou apenas 0,3 ponto percentual - para 26,9%. Executivos do setor acreditam, porém, que os bancos privados ganhem parcelas maiores do crédito daqui para frente, e os ganhos dos bancos públicos se acomodem.

"Na Caixa Econômica, a expectativa é que continuemos a ganhar mercado, mas provavelmente não na mesma velocidade que verificamos de setembro a junho", diz Marcos Vasconcelos, vice-presidente de controle e risco da Caixa Econômica Federal. Na CEF, a relação entre carteira de crédito e PIB passou de 2,3% em setembro de 2008 para 3,7% em agosto. Segundo Vasconcelos, quando a crise ganhou proporções maiores, a empresa já tinha consolidado a sua área de crédito, após investimento feito no setor em 2007. Foi realizada uma forte reestruturação na área e foram criadas vice-presidências para acompanhar a área de crédito para a pessoa física e jurídica. Em 2008, essa iniciativa começou a gerar frutos.

"A crise acabou sendo para nós um feliz acaso, porque entramos definitivamente no jogo do crédito", diz ele. "O difícil no setor financeiro é ganhar clientes de outros bancos. Isso aconteceu e agora nos tornamos uma opção real", completa. Em junho de 2008, a carteira de crédito da Caixa somava R$ 63,5 bilhões e, em agosto deste ano, superou os R$ 108 bilhões.

As informações do Banco Central mostram que os bancos públicos foram responsáveis pela maior parte de todo o incremento do crédito entre setembro de 2008 e outubro de 2009. Pelos dados, essas companhias responderam até hoje por cerca de 82% desse aumento no bolo. O BNDES contribuiu com 39% desse valor, enquanto que os bancos públicos foram responsáveis por 43%. Na lanterna desse ranking, os bancos privados contribuíram com 18% do aumento acumulado do crédito no país desde o início das turbulências lá fora. Desse percentual, os bancos privados nacionais foram responsáveis por 15,9%, enquanto os estrangeiros tiveram uma contribuição de apenas 2,6%.

No caso do Banco do Brasil, a sua tradicional área de crédito operava de forma mais consolidada no setor havia anos. Por isso, houve um grande esforço do banco no sentido de analisar essa base de dados e, com isso, criar formas de crescer na crise. "Nós temos uma rede de informações enorme e conseguíamos perceber, pela atividade econômica elevada, que se a crise piorasse, o país não pararia", conta Allan Simões, do Banco do Brasil. "Por isso, mantivemos planos em áreas que poderiam crescer. Para ser honesto, a demanda até superou nossas expectativas", completa. O banco, por exemplo, intensificou suas ações junto às empresas para entrar em segmentos em que não estava tão atuante, como no apoio aos processos de abertura de capital. Além disso, conseguiu ganhar participação de mercado na área de crédito para exportação. "Nosso share nessa área pulou de 28%, uma taxa histórica, para 40% neste ano", diz o executivo.

De acordo com balanço financeiro do banco estatal, a carteira de crédito para empresas do BB somou R$ 103,4 bilhões ao final do segundo trimestre do ano, com uma expansão de 32,1% em relação ao mesmo período de 2008. O destaque foi a linha de capital de giro, que cresceu 54,7% em 12 meses.

O BNDES também levou em conta a necessidade de atender demanda de áreas estratégicas para o país. "Quando a crise de liquidez se instalou, houve um grande esforço conjunto no sentido de atender rapidamente essa demanda por recursos, porque há projetos que simplesmente não pode parar ou se perde todo um trabalho anterior nas empresas", conta André Sant´anna, economista do BNDES. Nesse caso, estão planos na área de energia, mineração e siderurgia, por exemplo.

Fonte: Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB)

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Contraf-CUT e Caixa assinam Acordo Aditivo. PLR será paga na terça-feira

Crédito: Augusto Coelho/Fenae
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta quinta-feira, dia 29 de outubro, o aditivo à Convenção Coletiva Nacional 2009/2010, que garante a contratação de cinco mil novos trabalhadores em 2010 e o pagamento de abono de R$ 700 na folha de janeiro do próximo ano, entre outros itens.

PLR: Caixa credita pagamento da regra básica na próxima terça-feira
A PLR dos empregados da Caixa será creditada na terça-feira, dia 3 de novembro. O valor a ser depositado corresponde à totalidade da regra básica negociada com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), que consiste em 90% do salário mais parcela fixa de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680. O restante será pago em março de 2010.

Na Caixa, a PLR deve variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil ou a regra da Fenaban, o que for maior. No entanto, tendo em vista que este ano o resultado da Caixa tende a ser menor do que o do ano passado, o valor total a ser distribuído pela empresa na regra básica da Participação nos Lucros e Resultados ultrapassará o teto previsto de 13% do lucro líquido. Assim, o valor a ser pago a cada bancário receberá um redutor de 23% para adequá-lo ao teto, o que não afeta a PLR adicional.

Outros itens
Pelo acordo coletivo deste ano, os bancários da Caixa também terão direito a reajuste salarial de 6% (1,5% de aumento real) e conquistaram ganhos em pontos como a criação e implantação dos comitês de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa e dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa. Essas medidas visam melhorar as condições de saúde e combatem o assédio moral. Outra conquista é a autorização para eleição de todos os cipeiros, com o presidente sendo indicado dentre os eleitos.

Os trabalhadores da empresa fizeram 28 dias de greve, encerrada em 21 de outubro. Não haverá desconto de nenhum dos dias parados, mas compensação até o dia 18 de dezembro.

Também não será descontado o dia 22 de outubro para os empregados das bases sindicais que optaram por manter a greve até o dia 21 de outubro. A data de 22 de outubro será incluída no processo de compensação, cujo prazo-limite foi estendido para o dia 21 de dezembro. Após esse período, os dias não compensados serão abonados.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Reduz pra 40 que o Brasil aumenta

O projeto da redução da jornada de trabalho nacional de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário, precisa ser votado na Câmara e no Senado para seguir para sanção presidencial e virar lei.

Se for aprovado, o ganho social para o povo brasileiro vai ser muito grande. Mais empregos serão gerados, o trabalhador e a trabalhadora poderão se dedicar mais aos estudos, ao lazer, às atividades sociais e culturais, tão importantes para a vida e para o país, que vai se desenvolver ainda mais com o aumento do consumo e da produção.

Esta é uma campanha de empregados e patrões, das mulheres, dos jovens, do verde, do amarelo, do azul e do branco.

Muitos países já levantaram esta bandeira: o Canadá, o Japão, a Nova Zelândia, a Noruega, os Estados Unidos e tantos outros. Portanto, está mais do que na hora do Brasil também levantar a sua. Já esperamos tanto tempo. E o tempo... Ah, o tempo é precioso demais e precisa ser valorizado.

O que representa a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários, para a classe trabalhadora e para o Brasil:

1. Preservar e criar novos empregos de qualidade
A redução da jornada de trabalho é um dos instrumentos para geração de novos postos de trabalho e a conseqüente redução das altas taxas de desemprego. Se todos trabalharem um pouco menos, todos poderão trabalhar.

2. Jornada normal de trabalho muito extensa
A jornada normal de trabalho no Brasil é uma das maiores no mundo: 44 semanais desde 1988.

3. Jornada total de trabalho muito extensa
A jornada total de trabalho é a soma da jornada normal de trabalho mais a hora extra. No Brasil, além da extensa jornada normal de trabalho, não há limite semanal, mensal ou anual para a execução de horas extras, o que torna a utilização de horas extras no país uma das mais altas no mundo. Logo, a soma de uma elevada jornada normal de trabalho e um alto número de horas extras faz com que o tempo total de trabalho no Brasil seja um dos mais extensos.

4. Ritmo intenso do trabalho
O tempo de trabalho total, além de extenso, está cada vez mais intenso, em função de diversas inovações técnico-organizacionais implementadas pelas empresas (como a polivalência, o just in time, a concorrência entre os grupos de trabalho, as metas e a redução das pausas). Também em muito tem contribuído para essa intensificação a implementação do banco de horas (isso porque, nas horas de pico, os trabalhadores são chamados a trabalhar de forma intensa e nas horas de baixa demanda são dispensados do trabalho).

5. Aumento da flexibilização da jornada de trabalho
Desde o final dos anos 1990, verifica-se, no Brasil, um aumento da flexibilização do tempo de trabalho. Assim, às antigas formas de flexibilização do tempo - como a hora extra, o trabalho em turno, trabalho noturno, as férias coletivas -, somam-se novas - como a jornada em tempo parcial, o banco de horas e o trabalho aos domingos.

6. Aumento do número de doenças
Em função das jornadas extensas, intensas e imprevisíveis, os trabalhadores têm ficado cada vez mais doentes (estresse, depressão, hipertensão, distúrbios no sono e lesão por esforços repetitivos, por exemplo).

7. Condições favoráveis da economia brasileira
A economia brasileira apresenta condições favoráveis para a redução da jornada de trabalho e limitação da hora extra, uma vez que:
- o país apresenta crescimento econômico nos últimos cinco anos e com perspectivas positivas para os próximos anos;
- a inflação tem variações moderadas desde 2003;
- a economia encontra-se relativamente estabilizada (diminuição das taxas de inflação, equilíbrio na balança de pagamentos, superávit primário, crescimento
econômico etc.);
- a redução da jornada de trabalho é uma política de geração de postos de trabalho com baixo risco monetário;

8. Baixo percentual dos salários nos custos de produção
Conforme dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 1999, a participação dos salários no custo da indústria de transformação era de 22%, em média. Fazendo as contas, uma redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (de 9,09%) representaria um aumento no custo total de produção de apenas 1,99%.

Este percentual é irrisório se considerarmos que o aumento da produtividade da indústria, entre 1990 e 2000, foi de 113% e que, nos primeiros anos do século XXI, os ganhos de produtividade foram de 27%. Portanto, o grande aumento de produtividade alcançado desde 1988 (última redução da jornada de trabalho no Brasil) leva a um pequeno aumento de custo gerado pela redução da jornada de trabalho.

9. Baixo custo da mão-de-obra no Brasil
O custo da mão-de-obra no Brasil é muito baixo, comparado a diversos países, de
forma que a redução da jornada de trabalho não traria nenhum prejuízo à competitividade das empresas, sobretudo porque o diferencial na competitividade não está no custo da mão-de-obra, mais sim nas vantagens sistêmicas que o país oferece. Como um sistema financeiro a serviço do financiamento de capital de giro e de longo prazo, com taxas de juros acessíveis, redes de institutos de pesquisa e universidades voltadas para o desenvolvimento tecnológico, população com altas taxas de escolaridade, trabalhadores especializados, infra-estrutura desenvolvida, entre outras vantagens.

10. Criação de um círculo virtuoso
Além dos ganhos de produtividade verificados no passado e na conjuntura atual, eles devem continuar a acontecer no futuro, o que explicita a necessidade de a redução da jornada de trabalho ser permanente e contínua, acompanhando assim os ganhos de produtividade. Cria-se então, um círculo virtuoso, isto é, os ganhos de produtividade e a sua melhor distribuição estimulam o crescimento econômico que, por sua vez, levam a mais aumento de produtividade.

11. Apropriação dos ganhos de produtividade
A redução da jornada de trabalho é uma das possibilidades que os trabalhadores têm para se apropriarem dos ganhos de produtividade por eles produzidos.

12. Instrumento de distribuição de renda
A redução da jornada de trabalho é uma das formas de os trabalhadores se apropriarem dos ganhos de produtividade, logo, é um dos instrumentos para a distribuição de renda no país.

13. Opção por tempo livre ou por desemprego
No que se refere à relação entre aumento da produtividade, redução da jornada de trabalho e desemprego, dado que são necessárias cada vez menos horas de trabalho para produzir uma mercadoria, a sociedade pode optar entre transformar essa redução do tempo necessário à produção em redução da jornada ou em desemprego.

14. Tempo dedicado ao trabalho muito extenso
Além do tempo gasto no local de trabalho (em torno de 11 horas: sendo 8 de jornada normal +/- 2 de hora extra e +/- 1 de almoço), há ainda os tempos dedicados ao trabalho, mesmo que fora do local de trabalho, entre eles:
- o tempo de deslocamento entre casa e trabalho;
- o tempo utilizado nos cursos de qualificação que são cada vez mais demandados pelas empresas e realizados, normalmente, fora da jornada de trabalho;
- o tempo utilizado na execução de tarefas de trabalho fora do tempo e local de trabalho (que em muito tem sido facilitada pela utilização de celulares, notebooks e internet);
- o tempo que os trabalhadores passam a pensar em soluções para o processo de trabalho, mesmo fora do local e da jornada de trabalho, principalmente a partir da ênfase dada à participação dos trabalhadores, que os leva a permanecer plugados no trabalho, mesmo distantes da empresa.

15. Pouco tempo livre
Logo, em função do grande tempo ocupado direta e indiretamente com o trabalho, sobra pouco tempo para o convívio familiar, o estudo, o lazer, o descanso e a luta coletiva.

16. Perda do controle do tempo da vida
As diversas formas de flexibilização do tempo de trabalho, como a hora extra ou o banco de horas, além de intensificar o trabalho, têm como conseqüência a perda do controle por parte do trabalhador seja do tempo de trabalho ou do tempo livre. Isso porque, na maior parte dos casos, é o empregador que define quando o trabalhador irá trabalhar a mais ou a menos, sem consulta ou com um mínimo de aviso prévio, desorganizando assim toda a sua vida.

17. Qualidade de vida
Finalmente, a redução da jornada de trabalho irá possibilitar que os trabalhadores, produtores das riquezas do Brasil e do mundo, possam trabalhar menos e viver melhor. Até para que outras pessoas também possam ter acesso ao trabalho e à vida, para que possam viver e não apenas sobreviver.

Fonte: CUT e Nota Técnica nº 66 - Abril 2008 - Argumentos para a discussão da redução da jornada de trabalho no Brasil sem redução do salário - DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

BNB: Banco apresenta nova proposta

Proposta mantém abono de R$ 500,00 e adianta 1/3 do salário para compensar com a PLR. CNFBNB orienta aceitação.


Em reunião realizada segunda-feira, dia 26/10, entre a Comissão Nacional dos Funcionários (CNFBNB/Contraf-CUT) e a Superintendência de Desenvolvimento Humano do Banco, foi apresentada uma nova proposta com o objetivo de encerrar as discussões da campanha salarial 2009 do funcionalismo do BNB. Logo no início da reunião, o Banco informou que havia ajuizado o dissídio coletivo e a Comissão se esforçou no sentido de preservar o processo negocial arrancando alguns avanços, principalmente relativos à PLR e ao abono de R$ 500,00 (tributável quanto ao imposto de renda).

Com relação à PLR, o Banco informou que o valor provisionado para este semestre não dará para quitar integralmente a primeira parcela prevista na regra da Fenaban. Após reivindicação da CNFBNB para que fossem encontradas alternativas que compensassem o funcionalismo, o Banco propôs, adicionalmente, adiantar, nos moldes do empréstimo de férias, 1/3 da remuneração bruta de cada funcionário, paga juntamente com a antecipação de PLR em 6/11/2009. Este valor será compensado quando do pagamento total da PLR de 2009 em abril de 2010. Caso o saldo da PLR seja insuficiente para quitação do adiantamento de 1/3, este será parcelado em até 12 vezes.

Além disso, o Banco reafirmou os compromissos anteriores, como buscar junto aos órgãos controladores a extensão da licença-prêmio para todos os funcionários com direito adquirido e o reajuste de 3% no PCR. Foram definidas ainda a criação de um calendário de negociação dos passivos trabalhistas, prevendo pelo menos uma reunião com cada sindicato dentro do prazo de 30 dias; e de um comitê para discussão do assédio moral, nos moldes do que será implantado no Banco do Brasil. Entretanto, o formato deste comitê será definido na mesa de negociação permanente.

O Banco manteve ainda a proposta de desconto dos dias parados, com a compensação de duas horas para cada hora trabalhada, com limite até o dia 15/12. A Comissão Nacional orientou a aceitação da proposta. Em caso de aceitação, o Banco comprometeu-se a realizar o pagamento das diferenças salariais e dos benefícios já no próximo dia 29/10. O pagamento da primeira parcela da PLR e do adiantamento de 1/3 da remuneração bruta compensável na parcela final da PLR será efetivado dia 6/11.

Resultado das assembleias
Acataram a orientação da CNFBNB/Contraf-CUT pela aceitação da proposta e fim da greve as assembleias dos sindicatos do: PI- AL- PB- BA- Vitória da conquista e Extremo Sul da Bahia. Rejeitaram, mas submetem-se à decisão da maioria, os sindicatos do Maranhão e R.G do Norte. Continuam em greve com assembleia hoje as bases vinculadas aos sindicatos de Pernambuco e Sergipe.

Ceará – A assembleia convocada para a próxima quinta-feira, 29/10, com o objetivo de avaliar a proposta do Banco e deliberar sobre o retorno ou não à greve da base representada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará esta mantida, apesar da decisão da maioria dos Sindicatos com BNB na base ter deliberado pelo fim da greve.

Fonte: Comissão Nacional dos Funcionários do BNB

Caixa paga regra básica da PLR no dia 3

A direção da Caixa Econômica Federal confirmou que vai pagar na terça-feira 3 de novembro a totalidade da regra da federação dos bancos (Fenaban) para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os seus empregados. O restante vem em março. A regra básica da Fenaban consiste em 90% do salário mais R$ 1.024, limitada a teto de R$ 6.680.

Os trabalhadores da Caixa fizeram 28 dias de greve, encerrada em 21 de outubro. Além da melhoria na PLR que deve variar entre R$ 4 mil e R$ 10 mil ou a regra da Fenaban, o que for melhor, os empregados conquistaram a contratação de mais 5 mil bancários e abono de R$ 700 distribuído linearmente entre todos os trabalhadores, a ser pago na folha de janeiro.

Os bancários da Caixa também terão direito a reajuste salarial de 6% (1,5% de aumento real). Não haverá desconto de nenhum dos dias parados, mas compensação até 18 de dezembro.

Fonte: SEEB CE

Contraf-CUT assina Acordo Aditivo com a Caixa no próximo dia 5, em Brasília



Crédito: Caco Argemi - Seeb Porto Alegre

A Contraf-CUT e as demais entidades sindicais assinam no próximo dia 5, em Brasília, o Acordo Aditivo 2009/2010 com a Caixa Econômica Federal. Conquistado com a força da greve que durou 28 dias e paralisou agências em todo o país, o acordo traz inúmeros avanços para os trabalhadores, que encerraram de forma vitoriosa a campanha salarial.

Entre as conquistas do aditivo, estão a contratação de 5 mil trabalhadores em 2010, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho, junto com a criação dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, para o combate ao assédio moral. Nas questões financeiras, os bancários conseguiram uma PLR maior do que a do ano passado e um abono linear de R$ 700 para todos os empregados, a ser pago em janeiro.

Veja os principais pontos do acordo:

Questões econômicas

Índice
- O reajuste do salário será de 6%, o que representa um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC, entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%.
- O abono de R$ 700 será pago na folha de janeiro de 2010.

PLR: proposta da Fenaban
Parte básica: 90% da remuneração-base acrescidos de uma parcela fixa de R$ 1.024, limitada a R$ 6.680 e a 13% do lucro líquido.
Parte adicional: 2% do lucro líquido, distribuídos linearmente, limitada a R$ 2.099. Com lucro projetado de R$ 2,13 bilhões, o maior valor pago atingiria R$ 5.649 e o menor, R$ 2,315.

PLR: proposta da Caixa
Maior valor entre a proposta da Fenaban com redutor e a por grupo de cargos a seguir:
- Valores fixos distribuídos por grupos de cargos relacionados de acordo coma complexidade das atribuições.
- A proposta prevê antecipação de 100% do valor da Fenaban, que será pago no dia 3 de novembro - com base no lucro líquido projetado para o ano de 2009, no valor de R$ 2,13 bilhões. O restante devido será pago em março de 2010.

Regra específica por grupo de cargos
- Grupo 1 (superintendente nacional, chefe de gabinete, consultor de diretoria, consultor de relações institucionais, ouvidor e superintendente regional): R$ 10 mil.
- Grupo 2 (consultor jurídico, superintendente de projetos especiais, gerente nacional e consultor técnico): R$ 9.500.
- Grupo 3 (gerente geral, gerente regional de negócios e canais, de produto, de segmento, de tecnologia e coordenador de projetos especiais): R$ 9 mil.
- Grupo 4 (gerente de auditoria regional, de padrões e planejamento, de relacionamento institucional, de filial e de centralizadora, de jurídico regional e operacional): R$ 8 mil.
- Grupo 5 (coordenador jurídico, gerente de representação, administrativo, de relacionamento, de atendimento e supervisor de tecnologia): R$ 7.500.
- Grupo 6 (coordenador, gerente de projetos, de serviço, líder de projetos e tecnologia, supervisor e profissionais): R$ 6.500.
- Grupo 7 (analista de operações financeiras, auditor, assessor institucional, assistente jurídico, consultor de processo, interno e regional de canais, especialista, gerente de RetPV e secretário da presidência): R$ 5.750.
- Grupo 8 (agente de conformidade, analista, assessor, assessor regional de marketing, assistente regional, consultor regional, secretário de colegiado e técnico social): R$ 5.250. - Grupo 9 (avaliador executivo e caixa PV): R$ 4.500.
- Grupo 10 (assistente de negócios, agente de atendimento, assistente administrativo, auxiliar de enfermagem do trabalho, bibliotecário, compensador, enfermeiro do trabalho, monitor de telemarleting, perito documentoscópico, programador, operador de computador, operador de telemarketing, secretário, secretário executivo, técnicos de operações de retaguarda e de nível médio): R$ 4.250.
- Grupo 11 (empregado sem função): R$ 4 mil.

Outros itens
- A Caixa se compromete a construir com as representações dos empregados, na mesa de negociação permanente, uma fórmula perene para a PLR.

Dias parados
- A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não-trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17 de setembro e 21 de outubro, com prestação de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados.
- A empresa se compromete a buscar entendimento na mesa de negociações permanentes para descontos de dias de greve contestados pelos trabalhadores em 2007 e em 2008.

Questões específicas
- Contratação de cinco mil novos empregados até o final de 2010.
- Implantação do novo Plano de Funções em dezembro de 2009, desde que aprovado pelos órgãos controladores, conforme estabelecido na cláusula 34 do acordo coletivo 2008/2009.
- Realização de pesquisa sobre a qualidade de atendimento e satisfação dos usuários do Saúde Caixa.
- Criação de comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa. Regimento e funcionamento a serem definidos pela CEE/Caixa e GT Saúde e apresentado na mesa permanente.
- Implantação do Programa de Gerenciamento de Doenças Crônicas, após avaliação do piloto no Rio de Janeiro.
- Autorização da eleição de todos os cipeiros, indicando o presidente dentre os eleitos.
- Instalação dos exaustores em todas as bancadas de penhor até dezembro de 2009.
- Reajuste de 6% sobre o valor da indenização por assalto/sinistro, passando de R$ 95.165 para R$ 100.874,90.
- Elaboração do projeto Saúde Mental, em parceria com o GT Saúde do Trabalhador, para ser apresentado ao Conselho Diretor.
- Divulgação de informações relativas à inclusão de pessoas com deficiências e dos empregados com idade acima de 40 anos, no relatório social da Caixa.
- Manutenção da possibilidade de gozo de férias, em dois períodos, para empregados acima de 50 anos.
- Contratação de 450 jovens aprendizes, nas regras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), até dezembro de 2009.

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Na véspera de finados, bancários do HSBC realizam dia de preto pela PLR

Os bancários do HSBC realizam na sexta-feira, dia 30 de outubro, véspera do feriadão de finados, em todo país, um dia de preto, com uso de roupas escuras, numa manifestação de luto pelo pagamento da PLR manipulada.

Os ingleses do HSBC anunciaram para os funcionários na última quarta, dia 21, que o banco seguirá a regra acordada com a Fenaban e aplicará um redutor de 26,22% na primeira parcela da PLR, que será paga nesta terça-feira, dia 27.

Desta forma, os bancários do HSBC recebem como antecipação da PLR o valor de 39,84% do salário mais R$ 453,01 fixos, além de R$ 251,75 referentes à PLR Adicional (2% do lucro líquido distribuídos linearmente para todos os funcionários).

O movimento sindical construiu um calendário de ações a serem implementadas, objetivando a reversão dessa postura espoliatória do HSBC. "Orientamos as federações e os sindicatos a consultar os materiais que estão sendo disponibilizados para pressionar o HSBC a negociar com os trabalhadores", alerta Lúcio Paz, diretor da Federação dos Bancários do RS e membro da COE do HSBC.

Fonte: SEEB CE

Greve dos bancários do BNB termina em Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí

Os bancários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) realizaram na noite desta segunda-feira, 26, assembleias para deliberar a respeito da proposta específica apresentada pelo banco e da continuidade ou não da greve. Iniciada no dia 24 de setembro, a paralisação dos bancários do BNB completou hoje 33 dias.

Os trabalhadores deliberaram por voltar ao trabalho nesta terça-feira nas bases de Alagoas, Bahia, Paraíba e Piauí, de acordo com informações dos sindicatos recebidas pela Contraf-CUT até as 22h. Enquanto isso, os bancários de Pernambuco e Sergipe decidiram rejeitar a proposta e manter a paralisação. Os funcionários do Maranhão e Rio Grande do Norte resolveram que se submetem à decisão da maioria das bases. Os trabalhadores do Ceará já haviam encerrado a greve.

A proposta foi apresentada pela direção do banco ao Comando Nacional dos Bancários e à Comissão dos Funcionários (CFBNB) em negociação realizada na tarde desta segunda-feira, em Fortaleza.

Pelo acordo, o BNB deve cumprir a Convenção Coletiva da categoria, assinada com a Fenaban. As novidades são o adiantamento da PLR de 20 de março de 2010 correspondente a 1/3 do salário bruto a cada empregado, e o passivo trabalhista, que consiste na retomada das negociações relativas às ações judiciais no prazo de 30 dias, com apresentação de proposta em reunião até dia 26 de novembro.

Fonte: Contraf/CUT

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

AFBNB se reúne com representantes no Passaré


A AFBNB se reuniu com representantes e funcionários no Passaré nesta última sexta-feira, 23. Participaram da reunião os diretores da AFBNB, alguns deles também dirigentes de sindicatos que integram a Comissão Nacional.

O objetivo da reunião foi compartilhar as ações que a AFBNB tem realizado ao longo da Campanha Salarial principalmente durante a greve, com destaque para o atual momento onde se busca o desfecho para o movimento. Os diretores enfatizaram a importância de uma negociação o quanto antes, para que sejam colocadas considerações a respeito da proposta enviada pelo Banco, para que dessa forma o impasse seja resolvido.

Durante a reunião, a diretoria da AFBNB ratificou o entendimento da entidade de que a proposta deve ser apresentada formalmente às entidades representativas e negociada com estas, para em seguida sejam apreciadas em assembléia pelos funcionários, de acordo com orientação dos sindicatos. Os diretores reafirmaram ainda, o protesto em relação ao adiamento da negociação que estava prevista para a última quinta-feira (23), enfatizando que não tem sentido haja vista o Banco ter enviado proposta. Os dirigentes sindicais colocaram a posição de defesa da continuidade da greve até que se tenha uma negociação formal e um desfecho organizado por quem está encaminhando a greve, em respeito à autonomia das entidades. Na oportunidade, os representantes também expuseram suas posições sobre a Campanha Salarial e o desfecho do movimento.

Dessa forma, a AFBNB espera que o Banco atenda ao pedido das entidades e convoque uma reunião, para que se possa discutir a proposta apresentada. A Associação considera importante para que os funcionários ponham fim à greve a negociação com o Banco para a garantia do aumento de 3% no Plano de Cargos e Remuneração, isonomia na licença-prêmio, aplicação da PLR nos mesmos moldes que no Banco do Brasil, ou seja, sem limite de 9%, abono no mesmo valor da Caixa Econômica, de R$ 700,00 e abono total dos dias de greve.

A AFBNB parabeniza os funcionários que participam do movimento, assim como as entidades que continuam encaminhando a greve. Por fim, enfatiza que pela sua natureza, independente do movimento no Ceará e nos demais bancos, a greve já é vitoriosa, pois com o movimento que já completou 30 dias, os funcionários do BNB demonstraram a capacidade de luta, organização, mobilização, pressionando o Banco com a greve que é um direito legítimo.

Fonte: AFBNB

Pressão da greve dos bancários amplia conquistas sociais na convenção coletiva


Crédito: Seeb Rio de Janeiro
Além do aumento real e melhoria da PLR, a pressão da greve nacional dos bancários arrancou várias conquistas sociais, como a ampliação da licença-maternidade para 180 dias, a isonomia de direitos para homoafetivos e avanços na igualdade de oportunidades. Esses direitos estão garantidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada entre a Contraf-CUT e as entidades sindicais com a Fenaban. São importantes conquistas que fortalecem a luta da classe trabalhadora contra as discriminações no trabalho e na sociedade.

Essas questões foram destacadas pela Comissão de Gênero, Raça e Orientação Sexual da Contraf-CUT (CGROS), que se reuniu na última quarta-feira, dia 21, em São Paulo, para avaliar a Campanha Nacional 2009. "Quando tratamos de inclusão de setores historicamente discriminados na sociedade, buscamos distribuição de renda, acesso ao emprego, isonomia de tratamento e isto não só no plano econômico como também político e social porque queremos o fortalecimento da democracia", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT.

Ampliação da licença-maternidade para seis meses
Nos últimos anos, o movimento sindical intensificou campanhas em torno do tema e teve atendido a reivindicação de ampliar a licença-maternidade de quatro para seis meses, passando a ser uma cláusula na convenção coletiva. "Esta é uma conquista não só das mulheres como da sociedade, e em especial, das crianças. Isto porque falamos das futuras gerações e na criação de condições para o desenvolvimento de homens e mulheres mais saudáveis no futuro", declara Juvândia Moreira, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Para a ampliação, o banco deve fazer adesão ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 9 de setembro de 2008 e também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto. As bancárias que já estão em licença-maternidade têm prazo de 30 dias, isto é, até 17 de novembro para manifestar opção junto ao banco, independente da sua adesão ao programa.

Isonomia para homoafetivos
Pela primeira vez, foi incluída uma cláusula na convenção coletiva que assegura a isonomia de direitos para homoafetivos, que prevê a extensão do plano de saúde a parceiros do mesmo sexo em todos os bancos. Assim, os casais homoafetivos conquistaram finalmente o direito de serem tratados ou tratadas da mesma forma que os casais heterossexuais.

Igualdade de oportunidades
O acordo com os bancos traz novos avanços. Estão incluídas as diretrizes do Programa de Valorização da Diversidade, construído a partir do Mapa da Diversidade, onde consta, por exemplo, a democratização do acesso à população negra nos bancos e o encarreiramento das mulheres que somam quase metade da categoria. "Isto é fruto de uma longa jornada de lutas do movimento sindical, da qual as mulheres foram as verdadeiras protagonistas" aponta Denise Falkenberg, diretora da Federação dos Bancários do RS.

Fonte: Contraf-CUT

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Força da greve dos bancários garante campanha vitoriosa e mais conquistas


Crédito: Augusto Coelho/Seeb DF
"Os bancários acabam de dar mais uma grande demonstração de sua organização, de sua determinação de luta e de sua percepção de que sua força para conquistar direitos reside na capacidade de juntar todos esses atributos com a unidade de ação. Foi isso que permitiu aos bancários mais uma campanha vitoriosa, que serve de exemplo a todos os trabalhadores brasileiros. E por isso todos os bancários e bancárias estão de parabéns."

Assim o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, avalia o resultado da campanha nacional, que acrescentou novas conquistas à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, assinada com a Fenaban no dia 19 de outubro. A greve continua no BNB e no Banese.

Com a maior greve da categoria em mais de duas décadas, que parou 7.200 agências de bancos públicos e privados nos 26 Estados e no Distrito Federal, os bancários obtiveram conquistas importantes na campanha nacional: aumento real pelo sexto ano consecutivo em todas as verbas salariais, a melhor PLR desde a sua implantação em 1995, a abertura de 15 mil novos postos de trabalho no Banco do Brasil e na Caixa, licença-maternidade de 180 dias em todos os bancos, inclusão pela primeira vez na Convenção Coletiva de programa de reabilitação profissional, instalação de comitês de ética para combater o assédio moral no BB e na Caixa, além de outros importantes avanços nas cláusulas sociais, como na igualdade de oportunidades, o reconhecimento dos direitos legais nas relações homoafetivas e a reativação das comissões para discutir saúde e segurança bancária.

Força da greve arranca proposta
A campanha nacional começou este ano com a estratégia clara dos bancos de interromper a série de aumentos reais de salário que a categoria vinha conquistando desde 2004 e de reduzir de 15% para 5,5% do lucro líquido o montante da PLR a ser distribuído aos trabalhadores. Para conter a participação da categoria e reprimir a greve, os bancos mais uma vez usaram e abusaram dos interditos proibitórios e chegaram a montar uma estratégia de repressão com a polícia militar, como foi descoberto e denunciado pelo Sindicato de São Paulo.

"Os bancários deram uma resposta à altura à provocação dos banqueiros e fizeram uma das maiores greves da categoria. Foi com certeza a que contou com a maior participação de trabalhadores de bancos privados desde a paralisação histórica de 1985. Foi a força e a unidade dessa mobilização que arrancou dos bancos a nova proposta e as novas conquistas, passando por cima dos interditos proibitórios", afirma Carlos Cordeiro.

A construção da unidade
O presidente da Contraf-CUT considera que também contribuíram para o êxito da campanha a estratégia de unidade nacional que vem sendo buscada desde 2003 e o caráter democrático da construção da pauta de reivindicações. A campanha deste ano na verdade começou logo que foi fechado o acordo do ano passado, com o prosseguimento das discussões nas mesas temáticas de questões importantes para a categoria, como a igualdade de oportunidades, a segurança bancária, a necessidade de implementação de políticas de combate ao assédio moral e às metas abusivas e a busca de um novo modelo de PLR, que fosse mais simples, transparente e justa para os bancários.

A pauta de reivindicações começou a ser discutida pela categoria ainda em abril, quando o Comando Nacional dos Bancários se reuniu em São Paulo para planejar a campanha. Entre maio e junho, os sindicatos realizaram consultas em todo o país para conhecer os principais problemas e as reivindicações dos bancários, reforçadas por uma pesquisa nacional encomenda pelo Comando. Os resultados das consultas nortearam os debates nas assembleias dos sindicatos e nas conferências regionais, cujos resultados foram encaminhados para aprovação final da 11ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada entre 17 e 19 de julho.

"A busca incessante da unidade nacional da categoria e a maior participação possível dos bancários nos debates e processos de tomada de decisão foram e são dois princípios básicos que sempre perseguimos, porque acreditamos serem elas as nossas armas mais importantes no embate com o patronato, o que ficou comprovado mais uma vez na campanha deste ano", diz Carlos Cordeiro.

Os próximos desafios
É por causa da unidade nacional, do esforço permanente pelo fortalecimento da organização e do exercício da participação democrática que os bancários são a única categoria profissional com múltiplas empresas que possuem uma única Convenção Coletiva de Trabalho, que garante os mesmos direitos a todos os trabalhadores de todos os bancos, públicos e privados, em todo o país.

"Foi assim que a categoria bancária obteve todas as suas conquistas através da história", lembra o presidente da Contraf-CUT. "Mas apesar do êxito de mais uma campanha, restam ainda muitas coisas a conquistar, que passarão pelas negociações permanentes banco a banco, como o fim do assédio moral e das metas abusivas, a garantia de emprego nos processos de fusão, a contratação de mais bancários para diminuir a carga de trabalho e melhorar o atendimento à população, mais segurança contra assaltos, previdência complementar e igualdade de oportunidades para todos. O nosso desafio agora é mantermos a unidade, aperfeiçoarmos a organização e partirmos em busca de novas conquistas."

Fonte: Contraf-CUT

Termina a greve dos bancários da Caixa no Rio, Porto Alegre e Pará/Amapá



Crédito: Seeb Porto Alegre

Em novas assembleias realizadas nesta quinta-feira, dia 22, os empregados da Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Pará/Amapá decidiram aprovar a proposta da empresa, encerrar a greve e voltar ao trabalho nesta sexta-feira, dia 23. Anteriormente esses sindicatos haviam rejeitado a proposta e mantido a greve, ao contrário da decisão da maioria dos bancários da Caixa em todo país.

Para o Sindicato dos Bancários do Rio, prevaleceram o bom senso e a responsabilidade. Cerca de 90% dos participantes da assembléia aceitaram a proposta. Havia mais participantes do que na anterior, que por dois votos de diferença decretou a continuidade do movimento, isolando o Rio da maioria do país.

Em Porto Alegre, cerca de 65% dos empregados votaram pela aceitação da proposta. "Foi uma greve muito forte, onde os bancários mostraram outra vez disposição de lutar e enfrentaram a intransigência da diretoria da Caixa. Entretanto, o movimento chegou ao limite e, apesar de insuficiente, a proposta representa avanços, como a contratação de 5 mil empregados e a melhoria da PLR", destacou o diretor financeiro do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, Tiago Vascondelos.

Dias parados
A Contraf-CUT entrou em contato com a direção da Caixa na manhã desta quinta-feira para negociar o não-desconto deste dia 22 de outubro para os bancários das localidades que optaram por manter a greve nas assembléias realizadas ontem. O banco confirmou que o dia não será descontado, sendo incluído na compensação, que terá seu prazo limite estendido para o dia 21 de dezembro. Após essa data, os dias não compensados serão abonados.

A regra acordada com a Caixa segue a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 e prevê a compensação dos dias parados em função da greve, sem possibilidade de desconto. A compensação será feita por meio de prestação de jornada suplementar de trabalho, que não poderá ultrapassar duas horas diárias, nem ser realizada em fins de semana ou feriados. Além disso, as horas extra realizadas antes da assinatura do acordo não poderão compensar os dias não trabalhados.

Fonte: Contraf-CUT com Seeb Rio e Porto Alegre

Contraf-CUT assina Acordo Aditivo com o BB e coroa campanha vitoriosa



Crédito: Agnaldo Azevedo

A Contraf-CUT e os sindicatos assinaram com a diretoria do Banco do Brasil nesta quarta-feira, 21, o Acordo Aditivo dos funcionários. O acordo traz avanços importantes conquistados com a greve nacional da categoria, como o compromisso do banco de discutir com o movimento sindical uma proposta para o Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), valorização de 3% no piso e contratação de 10 mil novos funcionários.

PLR - Na quinta-feira passada, dia 15, a Contraf-CUT e a Comissão de Empresa assinaram com o BB o Acordo Aditivo de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). O crédito do valor referente ao primeiro semestre já foi depositado na própria quinta-feira à noite, com a seguinte composição: 45% do salário paradigma, mais uma verba fixa de R$ 483, mais 4% do lucro líquido do primeiro semestre de 2009 distribuídos linearmente, o que equivale a R$ 1.730,96.

Veja alguns avanços conquistados no Acordo Aditivo com o BB:

PCCS - Retomada da negociação para tratar o Plano de Carreira, Cargos e Salários a partir de novembro e com prazo de definição para implantação até junho de 2010. Dentre outros temas serão discutidas as questões relativas à promoção por mérito, jornada de seis horas, sétima e oitava hora etc.

Valorização do piso - a partir de 1º de outubro, o banco reajustará em mais 3% o VP do E 1, corrigindo todo o PCS no mesmo valor.

Assédio moral - implementação do programa de combate ao assédio moral, que prevê o lançamento de uma Cartilha nos próximos 15 dias e a criação de Comitês Regionais de Ética em todos os estados do País, contando com a participação de funcionário escolhido por eleição direta, acompanhada pelo sindicato local.

Isonomia - os abonos assiduidades poderão ser acumulados e/ou vendidos por todos os funcionários, inclusive os pós-98. Além disso, o banco regularizará a situação dos funcionários pós-98 no que diz respeito ao acesso de recurso do Pavas (Programa de Atendimento a Vítimas de Assaltos e Sequestros), que deixa de ser de ressarcimento e passa a ser de antecipação de recurso.

Contratações - O banco contratará mais 10 mil funcionários, sendo 5 mil em 2010 e os outros 5 mil em 2011. Contratará ainda 5 mil adolescentes aprendizes.

Equidade de gênero - Será implementado programa de equidade de gênero para garantir ascensão profissional mais equitativa para as mulheres, conforme princípios definidos pela Secretaria Especial da Mulher do governo federal.

SESMT - Cumprindo o que determina a NR 4, o banco implantará plataformas de SESMT em todas as unidades da federação, sendo que haverá um setor de controle em Brasília.

Lateralidade - O BB retomará a política de substituições nas agências com até sete funcionários, sendo que o substituto será de outra dependência. Além disso, o banco estenderá o fim da lateralidade aos primeiros gestores nas agências com mais de sete funcionários, sendo que neste caso o substituto poderá ser da mesma unidade.

Férias - Funcionários com mais de 50 anos poderão antecipar e parcelar férias, antiga reivindicação dos trabalhadores.

Igualdade - O banco ampliará de 5 para 30 dias a licença-adoção para pais solteiros e homoafetivos.

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Maioria dos bancários aprova nova proposta da Caixa e encerra greve


A maioria das assembleias dos sindicatos deliberou nesta quarta-feira, 21, pela aceitação da nova proposta da Caixa Econômica Federal e o encerramento da greve nacional dos empregados, deflagrada no dia 24 de setembro. Com isso, os bancários voltam ao trabalho nesta quinta-feira. Somente algumas assembleias decidiram manter o movimento, segundo informações dos sindicatos enviadas para a Contraf-CUT.

A nova proposta apresentada na noite de terça-feira traz avanços importantes para os empregados da Caixa, como a contratação de 5 mil trabalhadores em 2010, contribuindo para a melhoria das condições de trabalho, junto com a criação dos comitês regionais de mediação de conflito no trabalho, vinculados à Comissão de Ética da Caixa, para o combate ao assédio moral.

A Caixa também vai pagar um abono linear de R$ 700 para todos os empregados até o dia 20 de janeiro de 2010. A greve completou 28 dias nesta quarta e paralisou agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

> Veja aqui a orientação do Comando e aqui a íntegra da proposta da Caixa


Veja abaixo os resultados das assembleias em todo o país conforme levantamento até as 22h:

Aceitam a proposta e retornam ao trabalho:

Brasília
Belo Horizonte
São Paulo
Curitiba
Florianópolis
Ceará
Pernambuco
Campo Grande
Espírito Santo
Rondônia
Bahia
Piauí
Acre
Mato Grosso
Alagoas
Paraíba
Roraima

Angra dos Reis (RJ)
Bagé (RS)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Campinas (SP)
Campo Mourão (PR)
Campos Goytacazes (RJ)
Catanduva (SP)
Cornélio Procópio (PR)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Extremo Sul (BA)
Frederico Westphalen (RS)
Guaratinguetá (SP)
Ijui (RS)
Ipatinga (MG)
Itabuna (BA)
Jequié (BA)
Joaçaba (SC)
Juiz de Fora (MG)
Litoral Norte (RS)
Londrina (PR)
Marilia (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Montes Claros (MG)
Naviraí (MT)
Niterói (RJ)
Nova Friburgo (RJ)
Novo Hamburgo (RS)
Passo Fundo (RS)
Petrópolis (RJ)
São José do Rio Preto (SP)
São José dos Campos (SP)
Sorocaba (SP)
Sul Fluminense (RJ)
Três Lagoas (MS)
Três Rios (RJ)
Uberaba (MG)
Vale do Paranhana (RS)
Vitória da Conquista (BA)

Seguem decisão da maioria e voltam ao trabalho:
Maranhão
Rio Grande do Norte
Sergipe

Araranguá (SC)
Bauru (SP)

Rejeitaram a proposta e continuam em greve:
Rio de Janeiro
Porto Alegre
Pará/Amapá
Amazonas
Goiás
Tocantins

Baixada Fluminense (RJ)
Camaquã (RS)
Chapecó (SC)
Pelotas (RS)
Santa Maria (RS)
Santa Cruz (RS)

Realizam assembléia nesta quinta:
Itaperuna (RJ)
Ponta Porã (MS)
Teresópolis (RJ)

Fonte: Contraf-CUT

BNB: Bancários do Cariri voltam ao trabalho, mas greve continua em outros estados

Os bancários do BNB de Crato e Juazeiro do Norte, a exemplo do restanto do Estado, decidiram retornar ao trabalho, mas não aceitaram a proposta feita pelo banco. Ou seja, o retorno ao trabalho não implica no fim da mobilização para conseguir uma melhor proposta. No entanto, com exceção do Ceará, os outros estados onde o BNB tem agência, a greve continua forte, com participação massiva dos empregados.

A rodada de negociação, prevista para hoje, foi adiada para segunda-feira. No entanto, o Sindicato dos Bancários da Bahia e a Federação da Bahia e Sergipe, junto com a AFBNB, estão buscando a antecipação da reunião. Os diretores Geraldo Galindo (Seeb-BA) e Waldenir Fagundes Brito (Feebbase) estão de plantão para uma possível reunião extra.

Licença-prêmio - Um dos entraves na negociação é a extensão da licença-prêmio, concedida aos funcionários da base do Sindicato do Ceará, para todo o funcionalismo. A assembleia de hoje, está mantida para as 17h, no Ginásio de Esporte.

Fonte: AFBNB



Fonte: Sindicatos

Começa o prazo para solicitar a licença-maternidade de 180 dias

A greve nacional dos bancários conquistou a ampliação da licença-maternidade para 180 dias a todas as trabalhadoras do sistema financeiro, uma antiga reivindicação da categoria. O benefício é vinculada ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei 11.770, de agosto do ano passado. As bancárias com direito à prorrogação de 60 dias da licença-maternidade, no entanto, precisam ficar alertas quanto aos prazos, conforme abaixo:

1. quem já está gozando a licença-maternidade tem até o dia 17 de novembro para requerer junto ao banco o direito à ampliação; e

2. as gestantes que darão à luz a partir de agora para obter a licença-maternidade de 180 dias precisam fazer a solicitação por escrito até o final do primeiro mês após o parto.

A extensão da licença-maternidade para seis meses é a cláusula 24ª da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 assinada nesta segunda-feira 19 pela Contraf-CUT com a Fenaban.
Veja a íntegra abaixo:

AMPLIAÇÃO DA LICENÇA-MATERNIDADE

A duração da licença-maternidade prevista no inciso XVIII do art. 7° da CF poderá ser prorrogada por 60 dias, desde que haja adesão expressa do banco empregador ao Programa Empresa Cidadã, instituído pela Lei nº 11.770, de 09.09.2008 e, também, solicitação escrita da empregada até o final do primeiro mês após o parto.

Parágrafo Primeiro
A prorrogação da licença-maternidade terá início no dia imediatamente posterior ao término da fruição da licença de que trata o inciso XVIII do caput do art. 7º da CF.

Parágrafo Segundo
A empregada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança fará jus à prorrogação referida no caput, desde que a requeira no prazo de 30 dias após a respectiva adoção ou sentença judicial.

Parágrafo Terceiro
A concessão dessa ampliação fica condicionada à plena vigência do incentivo fiscal, em favor do empregador, de que tratam os artigos 5° e 7º da Lei nº 11.770, de 09.09.2008.

Parágrafo Quarto
As empregadas que na data da assinatura desta Convenção estejam em gozo de licença-maternidade, terão até 30 (trinta) dias contados a partir desta data, para manifestar a opção referida no caput.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Maioria das assembléias vota pela continuidade da greve no BNB

Os trabalhadores do BNB da base do Sindicato dos bancários do Cariri (que engloba as agências de Crato e Juazeiro do Norte) votaram pela continuidade da greve e as agências estão fechadas.

Nos demais sindicatos, a greve continua, apesar das manobras no mínimo desrespeitosas que vêm sendo adotadas pelo Banco, a exemplo do “envio” de funcionários adidos para as agências fechadas, numa tentativa explícita de enfraquecer o movimento e desmobilizar os trabalhadores. Denúncias dessa natureza têm chegado a AFBNB, são casos onde a Superintendência do Ceará tem enviado funcionários para prestar serviços em agências que estão paralisadas no Cariri.

A AFBNB ressalta o que foi veiculado em matéria divulgada ontem: o Banco deve se empenhar sim em acabar a greve, mas por caminhos dignos e corretos, como negociação de propostas que atendam aos interesses dos funcionários.

O presidente do Banco se encontra em Brasília para interlocução junto aos órgãos do governo com o objetivo de se resolver o impasse. Dessa forma, solicitamos que os funcionários se mantenham mobilizados e fortaleçam o movimento grevista até que tenhamos nova proposta para apreciação. A próxima reunião de negociação entre o Banco e as entidades representativas será quinta-feira (22).
Sindicatos que continuam em greve
Sindicato dos Bancários de Alagoas
Sindicato dos Bancários da Bahia
Sindicato dos Bancários de Caruaru (PE)
Sindicato dos Bancários do Cariri (CE)
Sindicato dos Bancários do Extremo sul da Bahia
Sindicato dos Bancários de Garanhuns (PE)
Sindicato dos Bancários de Irecê (BA)
Sindicato dos Bancários de Itabuna (BA)
Sindicato dos Bancários de Ilhéus (BA)
Sindicato dos Bancários de Jacobina (BA)
Sindicato dos Bancários de Jequié (BA)
Sindicato dos Bancários do Maranhão
Sindicato dos Bancários de Mossoró (RN)
Sindicato dos Bancários da Paraíba
Sindicato dos Bancários de Pernambuco
Sindicato dos Bancários do Piauí
Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
Sindicato dos Bancários de Sergipe
Sindicato dos Bancários de Vitória da Conquista (BA)
A greve continua em agências do Norte de Minas Gerais e nas duas agências do Espírito Santo (Colatina e Linhares).

A AFBNB se solidariza com os trabalhadores que continuam mobilizados em caminho da greve, bem como com as direções sindicais que continuam encaminhando o movimento.

A greve continua!

Fonte: AFBNB

Bradesco começa a pagar conquistas da greve com antecipação da PLR dia 23

Em resposta à reivindicação da Contraf-CUT, o Bradesco comunicou na terça-feira, dia 20/10, as datas de pagamento das conquistas da greve nacional dos bancários de 2009. O anúncio ocorreu um dia após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010 com a Fenaban.

Veja o calendário de pagamento:

- dia 23: antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
- dia 28: diferenças de ticket e cesta-alimentação e 13ª cesta-alimentação de R$ 289,31;
- dia 29: reajuste de 6% e diferenças salariais retroativas a 1º de setembro.

Conforme a convenção coletiva, o crédito da primeira parcela da PLR será de 54% do salário mais R$ 614 limitado a R$ 4.008, acrescido do valor adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre com teto de R$ 1.050.
Fonte: SEEB CE

Caixa retoma negociação com Comando Nacional e apresenta nova proposta

No 27º dia da greve nacional dos empregados e às vésperas da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), a direção da Caixa Econômica Federal se reuniu na noite desta terça-feira, dia 20, com o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), em Brasília, retomando o processo de negociação.

A Caixa apresentou uma nova proposta aos trabalhadores da instituição, que prevê o pagamento de um abono salarial de R$ 700, a ser creditado até o dia 20 de janeiro de 2010, e a contratação de 5 mil empregados até dezembro de 2010.

Em relação aos dias de greve, a Caixa propõe a aplicação da mesma regra definida na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2009/2010, já assinada entre a Contraf-CUT e a Fenaban, que estabelece o não-desconto dos dias parados, mas com a ampliação do prazo de compensação até o dia 18 de dezembro de 2009, não podendo exceder duas horas diárias e nem ser realizada em finais de semana e feriados, além de não ser utilizado eventual saldo de horas extras feitas anteriormente.

Todas as demais propostas já apresentadas no processo negocial da campanha salarial 2009, inclusive a forma de pagamento da PLR, permanecem valendo. Além disso, a Caixa concorda em discutir na mesa de negociação permanente os dias descontados das greves de 2007 e 2008.

O Comando Nacional e a CEE/Caixa se reúnem nesta quarta, dia 21, em Brasília, para avaliar a nova proposta e definir orientações para as assembléias dos sindicatos, que ocorrerão em todo país.

Diante da retomada do processo negocial, o Comando Nacional e a Caixa irão encaminhar, no início da manhã desta quarta, um pedido conjunto de adiamento da audiência de conciliação no TST, agendada para as 9h.

A greve completa 28 dias nesta quarta e ocorre nos 26 estados e no Distrito Federal.
Fonte: Contrat-CUT

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Greve na Caixa segue forte. Nesta quarta tem audiência de conciliação

A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal manteve sua força nesta segunda-feira, 19. A grande maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos em todo país decidiu manter a paralisação nesta terça-feira, o 27º dia de greve para conquistar uma proposta que atenda as reivindicações dos bancários.

Orientações do Comando

Reunidos nesta segunda-feira 19 em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) definiram as seguintes orientações aos sindicatos de todo o país:

1. Manter e fortalecer a greve em todo o país até que a Caixa apresente uma nova proposta que contemple as reivindicações dos empregados, retomando inclusive o movimento se as assembléias assim decidirem.
2. O Comando e a CEE/Caixa participarão da audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho nesta quarta-feira, às 9h, em Brasília, quando buscarão mais uma vez uma solução pela via negocial das questões específicas, mas condenam a iniciativa da Caixa de ajuizar dissídio de greve junto ao TST, demonstrando sua falta de capacidade de encontrar soluções por intermédio da negociação.

BNB
Os empregados do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) permanecem em greve. Os trabalhadores do BNB aguardam igualmente uma proposta que atenda às suas reivindicações específicas.

Veja a relação das assembleias que deliberaram pela continuidade da greve na Caixa até as 21h:

Brasília
Belo Horizonte
Rio de Janeiro
São Paulo
Porto Alegre
Curitiba
Ceará (incluindo Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha)
Florianópolis
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Mato Grosso
Pará/Amapá
Maranhão
Piauí
Goiás
Paraíba
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Sergipe
Alagoas
Acre
Campo Grande (MS)
Londrina (PR)
Nova Friburgo (RJ)
Feira de Santana (BA)
Vitória da Conquista (BA)
Andradina (SP)
Assis (SP)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Catanduva (SP)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Guaratinguetá (SP)
Jaú (SP)
Lins (SP)
Marília (SP)
Naviraí (MS)
Ponta Porá (MS)
Presidente Prudente (SP)
Presidente Wenceslau (SP)
Ribeirão preto (SP)
Rio Claro (SP)
Rondonópolis (MT)
Santos (SP)
São Carlos (SP)
São José dos Campos (SP)
São José do Rio Preto (SP)
Sorocaba (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Três Lagoas (MT)
Tupã (SP)
Vale do Ribeira (SP)
Votuporanga (SP)
Videira (SC)
Atibaia (SP)
Vale do Paranhana (RS)
São Miguel do Oeste (SC)
Chapecó (SC)
Araranguá (SC)
Concórdia (SP)
Divinópolis (MG)
Joaçaba (SC)
Ipatinga (MG)
Juiz de Fora (MG)
Patos de Minas (MG)
Uberaba (MG)
Cataguazes (MG)

A greve está suspensa nas bases de:

Araraquara (SP)
Bragança Paulista (SP)
Caxias do Sul (RS)
Criciúma (SC)
Franca (SP)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Jau (SP)
Jundiaí (SP)
Piracicaba (SP)
Santiago (RS)
Teófilo Otoni (MG)
Toledo (PR)
Umuarama (PR)
Araçatuba (SP)
Arapoti (PR)
Limeira (SP)
Vale do Caí (RS)
Campinas (SP)
Guaporé (RS)
ABC Paulista
Itaperuna (RJ)
Taubaté (SP)

Fonte: Contraf-CUT

Greve no BNB continua

O movimento grevista no Banco do Nordeste completa o seu 26º dia, apesar das pressões e contra-informações do Banco. É natural que a Direção do BNB tenha seu foco no fim da greve, o que deveria ser feito no sentido de atender as reivindicações de seus trabalhadores e apresentando propostas sérias e dignas de um banco de desenvolvimento, cuja missão e natureza são diferenciadas e nobres. Se assim fosse, certamente não estaríamos mais em greve!

Em informativo enviado aos funcionários, no último dia 16, o Banco declara que as entidades não demonstram nas negociações nenhuma vontade de entendimento e debate dos itens da proposta apresentada. A AFBNB ratifica, mais uma vez, que a proposta apresentada não é digna de negociação, o que é o mesmo entendimento dos funcionários, que permanecem em greve, com exceção do Ceará, onde através de manipulação do Banco, funcionários que não estavam em greve se submeteram ao constrangimento de ir à assembléia com o objetivo exclusivo de encerrar a greve no estado, haja vista os que estavam em greve terem votado pela continuidade do movimento.

Na última reunião de “negociação”, o Banco informou que estaria nos dias 20 e 21 em Brasília, negociando com o Dest, para no dia seguinte (quinta-feira, dia 22), reunir-se com as entidades representativas. Amanhã e depois é tarde!!! Essa interlocução deveria ter sido feita antes mesmo da greve! Agora, resta a nós continuarmos mobilizados em todos os estados, inclusive no Ceará, nesses dias que antecedem a esta negociação. A AFBNB sugere aos sindicatos que continuem fazendo atos de mobilização, como têm sido feitos em Sergipe (churrasco do Dest e aniversário da promessa PCR), Recife (aniversário da promessa PCR), Fortaleza (aniversário da promessa do PCR) de forma a chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o descaso para com os trabalhadores do BNB. Além do mais, a AFBNB orienta que só sejam realizadas assembléias mediante alguma informação nova.

Na última sexta-feira (16), a AFBNB enviou a todos os deputados federais que integram a Bancada Nordestina documento no qual pede interlocução política junto ao Dest para dar celeridade às questões relacionadas ao BNB. No mesmo sentido, hoje (19) encaminhou documento aos parlamentares da Assembléia Legislativa do Ceará.

Sindicato do Cariri cearense vota pela continuidade da greve
Os bancários do BNB da base do Sindicato dos bancários do Cariri (que engloba as agências de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha) votaram pela continuidade da greve.

Vamos em frente! Não aceitaremos migalhas nem propostas requentadas!

Fonte: AFBNB

Bancários assinam Convenção Coletiva de Trabalho 2009/2010 com a Fenaban

Foto: Paulo Pepe
A Contraf-CUT e a Fenaban assinaram nesta segunda-feira, 19, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010, os dois instrumentos que formalizam as conquistas da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou centenas de milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

Entre as principais cláusulas das duas convenções coletivas, estão as seguintes:
- Reajuste salarial: 6% (aumento real de 1,5%);
- Pagamento de diferenças salariais (a convenção coletiva estabelece que as diferenças de salário pela aplicação do reajuste de 6%, de tíquetes-refeição e de cesta-alimentação, relativas aos meses de setembro e outubro, deverão ser efetuadas até a folha de pagamento de novembro).

Confira os novos valores
Tíquete-Refeição: R$ 16,88/dia
Cesta-Alimentação: R$ 289,31/mês
13ª Cesta-Alimentação: R$ 289,31
Auxílio-Creche/Babá: R$ 207,95/mês
Pisos após 90 dias de empresa
- Portaria: R$ 748,59
- Escritório: R$ 1.074,46
- Caixa: R$ 1.501,49

Antecipação da PLR
A partir de agora, cada banco terá prazo até 10 dias para o pagamento de antecipação da PLR, da seguinte forma:

1. Regra básica
- 54% sobre o salário-base mais verbas fixas, reajustadas em setembro/2009, mais o valor de R$ 614, limitado a R$ 4.008 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1º semestre de 2009, o que ocorrer primeiro;
- no pagamento da antecipação da regra básica, o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2009, em razão de planos próprios.

2. Parcela adicional
- divisão linear da importância de 2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2009 pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.050;
- o pagamento da antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.

Dias parados
Os dias parados durante a greve serão compensados até dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados em hipótese alguma. A compensação será limitada a duas horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriados, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.

Fonte: Contraf-CUT

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Contraf-CUT e Fenaban assinam convenção coletiva e PLR

A Contraf-CUT assina nesta segunda-feira, dia 19/10, às 15h, com a Fenaban, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e o a Convenção Coletiva de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) 2009/2010. O evento será realizado no Hotel Maksud Plaza, em São Paulo. Os dois instrumentos são resultados da greve nacional dos bancários, deflagrada no dia 24 de setembro, que mobilizou milhares de trabalhadores e paralisou mais de 7,2 mil agências nos 26 estados e no Distrito Federal.

"Mais uma vez, a disposição de luta dos bancários fez a diferença na campanha salarial e garantiu uma nova convenção coletiva para todos os bancários de bancos públicos e privados do Brasil, conquistando aumento real, melhoria na PLR e avanços sociais", afirma o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.
Veja alguns pontos da Convenção:

Antecipação da PLR - A partir da assinatura, cada banco terá prazo de até 10 dias para o pagamento de antecipação da PLR, da seguinte forma:

Regra básica - 54% sobre o salário-base mais verbas fixas, reajustadas em setembro/2009, mais o valor de R$ 614, limitado a R$ 4.008 e ao teto de 13% do lucro líquido do banco apurado no 1º semestre de 2009, o que ocorrer primeiro; no pagamento da antecipação da regra básica, o banco poderá compensar os valores já pagos ou que vierem a ser pagos, a esse título, referentes ao exercício de 2009, em razão de planos próprios.

Parcela adicional - divisão linear da importância de 2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2009 pelo número total de empregados elegíveis de acordo com as regras da convenção, em partes iguais, até o limite individual de R$ 1.050; o pagamento da antecipação da parcela adicional não será compensável com valores devidos em razão de planos próprios.

Fonte: SEEB CE

Justiça nega liminar à Caixa, aponta para a negociação e greve continua forte

Pouco depois da assembléia dos bancários da Caixa decidir pela continuidade da greve, a direção do banco sofreu na Justiça nova derrota para os trabalhadores.

O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro João Oreste Dalazen, indeferiu no final da tarde desta sexta (16) a liminar para a Caixa que solicitava a declaração de abusividade da greve. O ministro marcou audiência de conciliação e instrução para a próxima quarta-feira, dia 21, às 9h.

A derrota da Caixa na Justiça mostra que abusiva, na realidade, foi a atitude intransigente e autoritária da direção do banco, que acabou recebendo um verdadeiro puxão de orelha nesse processo para seguir o caminho da negociação.

Os bancários decidiram desautorizar a Contec a representá-los durante o processo na Justiça. A Contraf-CUT é a representante da categoria durante a fase de negociação, mas a decisão de aceitar ou não uma possível nova proposta continuará sendo dos próprios bancários em assembleia.

O processo de dissídio coletivo no TST foi ajuizado na quinta-feira pela Caixa, que tentou escapar de sua responsabilidade de construir um acordo com os bancários na mesa de negociações. Naquele mesmo dia, a resposta dos bancários, que entendem que o caminho para resolução dos conflitos trabalhistas é a negociação, foi a manutenção da greve nas principais e maiores bases do país, exigindo a retomada das conversações.

Quando os processos de dissídio coletivo são instalados, a primeira etapa é a tentativa de conciliação entre as partes com mediação do ministro instrutor. Não havendo acordo ou não aceitação de eventual proposta formulada pelo Tribunal, o processo segue para julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST.

Fonte: SEEB CE

AFBNB encaminha carta aos deputados da bancada nordestina

A AFBNB encaminhou na última sexta, 16, documento solicitando interlocução política dos deputados federais da Bancada do Nordeste na Câmara Federal, no sentido de dar celeridade aos trâmites nos órgãos dos quais dependem diretamente os avanços da campanha salarial no BNB.

A AFBNB conclama a todos que continuem mobilizados, em greve, para alcançar os objetivos pelos quais os benebianos estão há 26 dias dedicados. Para ler o documento - encaminhado via e-mail e fax - clique aqui.

Fonte: AFBNB

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Greve continua na Caixa e Comando repudia ajuizamento de dissídio no TST


Crédito: Seeb São Paulo
A grande maioria das assembleias de bancários em todo o país decidiu manter a greve na Caixa Econômica Federal nesta sexta-feira, 16. Com isso, a paralisação entra em seu 23º dia e com pique em todos os 26 estados e no Distrito Federal, conforme mostra o levantamento da Contraf-CUT com informações dos sindicatos e da Fenae.

Enquanto isso, a direção da Caixa manteve sua aposta no conflito ao ajuizar, na noite desta quinta-feira, o dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) repudiam a atitude da empresa de buscar a intermediação da Justiça e reafirmam seu compromisso com o processo de negociação coletiva para a resolução do impasse entre empregados e patrões.

O movimento sindical sempre foi contrário à interferência da Justiça do Trabalho nas negociações coletivas por entender que o processo de diálogo é o melhor caminho para resolver todos os conflitos.

Nesta sexta-feira, os advogados da Contraf-CUT irão ao TST para buscar informações sobre o conteúdo do pedido de ajuizamento feito pela Caixa.

O Comando também se reunirá nesta sexta, em Brasília, para avaliar os próximos passos da greve. A orientação é pela continuidade e fortalecimento do movimento em todo o país para pressionar a Caixa a retomar as negociações e apresentar uma proposta que atenda às expectativas dos trabalhadores.

Veja a relação das assembleias que deliberaram pela continuidade da greve até as 20h30:

Brasília
Rio de Janeiro
Belo Horizonte
São Paulo
Porto Alegre
Curitiba
Ceará
Florianópolis
Bahia
Pernambuco
Bahia
Espírito Santo
Mato Grosso
Pará/Amapá
Maranhão
Piauí
Goiás
Paraíba
Rio Grande do Norte
Rondônia
Roraima
Sergipe
Alagoas
Acre
Campo Grande (MS)
Nova Friburgo (RJ)
Feira de Santana (BA)
Vitória da Conquista (BA)
ABC Paulista
Andradina (SP)
Assis (SP)
Blumenau (SC)
Campina Grande (PB)
Catanduva (SP)
Corumbá (MS)
Dourados (MS)
Guaratinguetá (SP)
Itaperuna (RJ)
Jaú (SP)
Lins (SP)
Marília (SP)
Naviraí (MS)
Ponta Porá (MS)
Presidente Prudente (SP)
Presidente Wenceslau (SP)
Ribeirão preto (SP)
Rio Claro (SP)
Rondonópolis (MT)
Santos (SP)
São Carlos (SP)
São José dos Campos (SP)
São José do Rio Preto (SP)
Sorocaba (SP)
Taubaté (SP)
Mogi das Cruzes (SP)
Três Lagoas (MT)
Tupã (SP)
Vale do Ribeira (SP)
Votuporanga (SP)
Atibaia (SP)

Deliberaram hoje pelo retorno ao trabalho as seguintes bases:

Araçatuba (SP)
Arapoti (PR)
Limeira (SP)
Vale do Caí (RS)
Campinas (SP)
Guaporé (RS)

Suspenderam a greve ontem as bases de:

Araraquara (SP)
Bragança Paulista (SP)
Caxias do Sul (RS)
Criciúma (SC)
Franca (SP)
Guarapuava (PR)
Guarulhos (SP)
Jau (SP)
Jundiaí (SP)
Piracicaba (SP)
Santiago (RS)
Teófilo Otoni (MG)
Toledo (PR)
Umuarama (PR)

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sem avanço na proposta da Caixa, bancários decidem manter a greve


Crédito: Paulo Pepe/Seeb São Paulo

A esmagadora maioria dos bancários da Caixa Econômica Federal decidiu em assembleias realizadas pelos sindicatos nesta quarta-feira, 14, manter a greve nacional que entra em seu 22º dia nesta quinta.

Deliberaram pela manutenção da paralisação os empregados das bases de Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Pará e Amapá, segundo informações recebidas pela Contraf-CUT até as 20h45.

A proposta do banco foi aceita e a greve encerrada em algumas bases no interior de São Paulo e do Paraná, como Bragança Paulista, Guarulhos, Jundiaí, Guarapuava, Toledo e Umuarama.

Proposta insuficiente
Em negociação realizada na terça-feira, a empresa apresentou ao Comando Nacional um novo modelo para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil.

Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. A proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.

> Veja aqui tabela com os valores por Grupo de Cargos.

Além disso, a Caixa manteve as propostas apresentadas em reuniões anteriores quanto aos demais itens da pauta. Entre os principais pontos, estão: eleição de todos os cipeiros, contratação de 3 mil empregados, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras.

O Comando Nacional reconheceu os avanços da proposta, mas a considerou insuficiente e orientou pela manutenção da greve no banco, o que foi seguido pela maioria das assembleias de trabalhadores realizadas até o momento.

Funcionários do BNB no Ceará encerram greve
Os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em assembleia realizada pelo Sindicato dos Bancários do Ceará na noite desta quarta-feira, dia 14, numa votação bastante disputada, decidiram aceitar a proposta do banco e sair da greve que continua em outras bases sindicais no Nordeste.

A Comissão Nacional dos Funcionários do BNB (CNFBNB/Contraf-CUT) e a direção do Sindicato defenderam a continuidade da greve e a rejeição da proposta. Nesta quinta-feira, os integrantes da Comissão Nacional se reúnem na sede do Sindicato, pela manhã, para fazer a avaliação do movimento e a preparação para a rodada de negociação específica que acontece às 15h, no Passaré, com a Superintendência de Desenvolvimento Humano do BNB.


Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caixa apresenta nova proposta de PLR. Comando orienta manutenção da greve


Crédito: Seeb São Paulo
Aconteceu nesta terça-feira, 13, nova rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Caixa Econômica Federal. A empresa apresentou uma regra própria para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que seria paga alternativamente à regra da Fenaban, além de manter as mesmas cláusulas propostas na última reunião, realizada no último dia 8.

A proposta de PLR da Caixa prevê a distribuição de valores fixos por Grupos de Cargos, definidos "de acordo com a complexidade das atribuições", variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil (veja aqui tabela com os valores por Grupo de Cargos). Cada bancário receberia essa regra própria da Caixa ou a regra da Fenaban, o que for maior. Além disso, a proposta prevê a antecipação até o dia 3 de novembro de 2009 de 100% do valor aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte seria paga em março de 2010.

Outras propostas - O banco reafirmou também as demais propostas apresentadas anteriormente, tais como: eleição de todos os cipeiros, contratação de 3 mil empregados, criação de comitês de combate ao assédio moral, e abertura de negociação sobre o Saúde Caixa, entre outras.

Dias parados - A Caixa seguirá a regra negociada com a Fenaban, com compensação dos dias não trabalhados por motivo de paralisação entre os dias 17/09 e 14/10 com prestação de jornada suplementar até o dia 18/12.

Avaliação do Comando Nacional
O Comando Nacional avalia que houve avanços na proposta da PLR, uma vez que a expectativa dos empregados é de que os valores pagos em 2009 sejam no mínimo iguais aos da PLR do ano passado, apesar da redução do lucro líquido da Caixa. Os bancários realizaram um grande esforço para que o banco atingisse suas metas sociais e, além disso, não podemos esquecer que a redução do lucro da Caixa foi em parte em função da política de redução de juros do Governo Federal, como forma de enfrentamento da crise mundial. Porém, o Comando entende que a distribuição dos valores deveria contemplar melhor os empregados de menores salários.

A proposta, que também apresenta avanços nas cláusulas sociais e sindicais, contudo, é insuficiente. Itens importantes, como isonomia e uma valorização salarial que poderia ser feita por meio de concessão de Delta não foram atendidos. Além disso, a contratação de 3 mil novos empregados é positiva, mas não resolverá o problema crônico de excesso de trabalho a que está submetido o conjunto dos empregados.

Portanto, o Comando Nacional orienta os empregados da Caixa a manterem o movimento de greve na expectativa de avançarmos na proposta.

Fonte: Contraf-CUT

Greve do BNB continua, forte. E por que continua?


E por que não continuar? Por acaso há algum elemento novo? Não! Só promessas do Banco, requentadas desde a última campanha salarial e não efetivadas até o momento, como a revisão do Plano de Cargos e Remuneração. Continuamos em greve porque após 15 dias de paralisação a Direção do BNB, em uma atitude que mostra total desrespeito com as entidades representativas e com os trabalhadores da instituição, chamou para uma reunião e não apresentou uma proposta concreta.
O funcionário do BNB não tem motivo para voltar ao trabalho, após esse exercício de cidadania, consciência e mobilização que tem sido a greve. À situação anterior, soma-se agora com um elemento a mais: a indiferença do Banco!

A adesão dos trabalhadores do BNB à greve e o resultado das assembléias realizadas na última quinta-feira – nas quais em todos os estados da base do BNB, com exceção do Sindicato de Campina Grande, votou-se pela continuidade na greve dos bancos públicos - revelam a insatisfação dos funcionários com a ausência de uma política de recursos humanos e de valorização. Se até o momento, com o nível de adesão à greve nacional no BNB, ainda não se verifica sinais por parte do Banco no sentido de atender às reivindicações, registramos mais uma vez, os motivos da greve para a continuidade da greve:

1) Os funcionários do BNB estão em greve porque têm um acúmulo de perdas salariais principalmente a partir da implementação do plano real (1994).
É preciso reajuste digno com ganho real e o estabelecimento de uma política de reposição das perdas salariais passadas.
2) Os funcionários do BNB estão em greve porque os salários são incompatíveis com a missão do Banco, bem como com as atividades desenvolvidas pelos mesmos.
É necessário o cumprimento da promessa de reformulação do PCR e de implantação do Plano de Funções, além do estabelecimento do piso de ingresso, pelo menos compatível com o salário mínino calculado pelo Dieese.
3) Os funcionários do BNB estão em greve porque são tratados de forma diferenciada.
É preciso estabelecer uma política de isonomia de tratamento; o pagamento dos passivos e estabelecimento dos direitos para todos. É necessário o cumprimento da promessa do Plano de Previdência Complementar para todos, principalmente para as novas gerações de funcionários do Banco.
4) Os funcionários do BNB estão de greve porque trabalham gratuitamente com extrapolação da jornada, sem pagamento integral das horas extras.
É preciso estabelecer um sistema de ponto eletrônico, sem banco de horas, e que o Banco definitivamente estabeleça uma política de cumprimento da jornada de trabalho. È necessário acabar com as metas abusivas e que seja observada a real capacidade de trabalho no Banco. Concluindo-se pela necessidade de mais horas, que sejam criados novos postos de trabalho, via concurso público, para suprir à demanda.
5) Os funcionários do BNB estão em greve porque têm gerado ótimos resultados e lucros para o Banco, mas não têm participado da divisão do bolo, ficando apenas à distância observando a administração do Banco comemorar.
É preciso uma política efetiva de participação nos lucros e resultados (PLR), de forma compatível à dedicação e ao trabalho desenvolvido pelos trabalhadores do BNB, bem como um mecanismo de aferição dos resultados sociais obtidos através da intervenção do BNB.
6) Os funcionários do BNB estão em greve porque ainda reina na Instituição as práticas criminosas de assédio moral, classificadas por estudiosos do assunto como princípio psicoterrorismo.
É necessário que seja abolido de uma vez por todas do seio da Instituição tais práticas, além da punição exemplar daquelas pessoas que insistem em lançar mão desses atos, sob pena de assistir à institucionalização de tais abusos como critérios para nomeações para cargo de gestão estratégica.
7) Os funcionários do BNB estão em greve porque estão exercendo um direito que lhes é assegurado pela Constituição Federal, não sendo, portanto, crime.
A greve é uma conquista do movimento sindical e dos trabalhadores. Ainda hoje é a forma mais eficaz dos trabalhadores se fazerem ouvir diante da intransigência dos patrões. Por isso, a Direção do Banco do Nordeste deve entender os seus motivos, negociar em condições favoráveis aos trabalhadores, inclusive face ao grau de adesão da greve, não descontar os dias parados. É isso que esperamos de uma gestão democrática e que de fato tenha boa vontade em valorizar os seus trabalhadores.

Pelos motivos acima e pela não apresentação de propostas concretas – haja vista que estão no campo das promessas - é que a Associação conclama os trabalhadores do BNB a permanecerem e fortalecer o movimento, bem como as entidades sindicais a cobrarem do Banco celeridade nas negociações, no sentido de encaminhar o atendimento das deliberações e não protelar como vem sendo feito. As entidades cobraram ontem do Banco que as negociações fossem diárias e que o Banco agilize a interlocução com os órgãos superiores, o que já deveria ter sido feito desde o início da greve.

Greve pra valer, até que as reivindicações sejam atendidas!

Fonte: AFBNB

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Para Fenae, impasse na Caixa se resolve com valorização dos empregados


Para a diretoria da Fenae, o fechamento de acordo específico na campanha salarial de 2009 exige da direção da Caixa Econômica Federal uma mudança de postura em relação aos trabalhadores. Os bancários merecem e exigem ser valorizados, porque estão abarrotados de trabalho, atuando em ambiente adverso ao desenvolvimento de suas atividades. A rotina tem sido de extrapolação da jornada, acúmulo de funções e responsabilidades, com pressão de todos os lados e, não raro, assédio moral explícito.

Os empregados da Caixa se entregam de corpo e alma à superação dos desafios colocados para a empresa, especialmente na execução das políticas públicas. Programas como o Bolsa-Família e o "Minha Casa, Minha Vida", entre vários outros que passam por suas mãos, são executados com empolgação e orgulho, dado o alcance que têm do ponto de vista social e econômico.

A greve já produziu conquistas importantes, com destaque para o reajuste de 6%, que contempla aumento real de 1,5% ante a inflação de 4,44%, no período de 1º de setembro de 2008 a 31 de agosto de 2009. O modelo de PLR trouxe também novidades interessantes, como a parte adicional correspondente a 2% do lucro líquido, com distribuição linear entre todos os bancários.

A PLR não se mostrou satisfatória na Caixa por conta da acentuada queda nos lucros da empresa. Para compensar o impacto negativo, é necessário que se busque alternativa de ganho econômico para os empregados, de forma a não deixá-los em desvantagem em relação ao conjunto da categoria bancária.

Quanto às questões específicas, o que se constata é que as negociações deixaram muito a desejar. A direção da Caixa tolheu possibilidades de avanços. O número de novas contratações, por exemplo, está muito aquém das necessidades - três mil novos empregados praticamente repõem os desligamentos.

Reivindicações como jornada de seis horas para todos, isonomia entre antigos e novos empregados, equacionamento dos problemas do plano de benefício REG/Replan não-saldado da Funcef e tíquete na aposentadoria a todos não foram devidamente consideradas pelos administradores da empresa.

A Fenae conclama a direção da Caixa a se reposicionar frente às necessidades apontadas pelos empregados e suas entidades sindicais e associativas. A postura dos representantes da empresa na mesa de negociação precisa mudar radicalmente em relação à que tem sido adotada até aqui. Deve passar da recusa contumaz à busca de atendimento aos pleitos colocados. Devem ser abandonadas, por exemplo, as videoconferências em que informações costumam ser distorcidas conforme a conveniência da empresa. É hora de negociações de fato e com a necessária boa fé.

Fonte: Fenae

sábado, 10 de outubro de 2009

Empregados da Caixa decidem manter e fortalecer a greve em todo país


Crédito: Seeb/Campinas

Indignados com a postura da direção da Caixa Econômica Federal, os empregados entraram nesta sexta-feira, 9 de outubro, em seu 16º dia de greve nacional. A decisão foi tomada durante assembleias realizadas na quinta-feira em todo país, segundo levantamento da Contraf-CUT junto aos sindicatos.

Dessa forma, os trabalhadores decidiram intensificar a paralisação para pressionar a empresa a atender as reivindicações específicas. Na rodada de negociação ocorrida na quinta-feira, em São Paulo, os representantes da Caixa não apresentaram uma proposta que contemplasse as expectativas dos empregados. Nenhuma nova reunião foi agendada.

Avaliação do Comando Nacional
O Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) avaliam que a proposta feita pelo banco é insuficiente, especialmente na questão da remuneração. Nos últimos anos, a Caixa tem desempenhado um papel cada vez mais presente como operadora de importantes políticas do governo federal, como o Bolsa-Família e os investimentos em habitação.

Se por um lado essa mudança na atuação da Caixa é vista como positiva pelos bancários, ela gerou um aumento enorme na carga de trabalho dos empregados do banco, deteriorando as condições de trabalho. Dessa forma, o Comando entende que, mesmo que o lucro líquido do banco seja insuficiente para pagar aos empregados a regra básica da PLR, os trabalhadores devem receber algum tipo de compensação por toda a sua dedicação e empenho.

Além disso, a proposta não contempla diversas questões específicas reivindicadas pelos trabalhadores, conforme decisão do 25º Conecef, tais como: jornada de seis horas para todos e participação na gestão. Dessa forma, o Comando Nacional decidiu orientar os bancários pela não aprovação da proposta e continuidade da greve na Caixa por tempo indeterminado.


Fonte: Contraf/CUT

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Bancários do Cariri realizam assembleia e terminam greve no Banco do Brasil e HSBC


Os bancários do Cariri, em Assembleia realizada na noite de ontem, quinta-feira, seguiram a orientação do Comando Nacional da categoria e aprovaram a proposta apresentada pela Fenaban que prevê reajuste salarial de 6% e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche/babá. No entanto, os bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste, devido ao impasse que ainda ocorre nas negociações específicas, decidiram permanecer em greve até a apresentação de uma nova proposta pelos bancos.

Bancários aprovam nova proposta da Fenaban conquistada com a greve


Crédito: Paulo Pepe/Seeb São Paulo

No 15º dia da greve nacional, os bancários de todo o país aprovaram nesta quinta-feira, 8, em assembléias realizadas pelos sindicatos a proposta apresentada pela Fenaban ao Comando Nacional, com base nas informações recebidas pela Contraf-CUT até as 21h30. A proposta prevê reajuste salarial de 6% (inflação do período mais aumento real) e melhoria da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

> Clique aqui para ver a íntegra da proposta da Fenaban

O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários. O percentual de 6% também será aplicado às demais verbas, como auxílio-refeição (R$ 16,88), cesta-alimentação (R$ 289,31) e auxílio-creche/babá (R$ 207,95). O piso salarial para auxiliar de escritório após 90 dias de empresa passa a R$ 1.074,46.

A greve garantiu a manutenção da distribuição de PLR no montante de até 15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa das empresas de reduzir esse percentual para 5,5%. O modelo de PLR conquistado contém avanços. A regra básica prevê 90% do salário mais R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680. O valor pode ser majorado até que seja distribuído pelo menos 5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários, com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga uma PLR Adicional de 2% do lucro líquido distribuídos linearmente entre todos os bancários com teto de R$ 2.100. Esse percentual será garantido tenha o lucro crescido ou não.

A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva. O auxílio-creche/babá continua valendo para filhos até 83 meses.

Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal

Os empregados da Caixa Econômica Federal decidiram permanecer em greve por tempo indeterminado em todo o país. Não houve avanços na negociação específica realizada nesta quinta entre o banco e Comando Nacional, em São Paulo. A greve continuará até a apresentação de uma nova proposta pelo banco.

No caso do Banco do Brasil, até o momento, na maioria das assembléias realizadas pelos sindicatos, os funcionários aprovaram a proposta específica do banco, tais como São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Curitiba, Alagoas, Mato Grosso, entre outras. A proposta foi rejeitada em Brasília, Porto Alegre, Ceará, entre outros sindicatos, que realizarão novas assembléias.

Veja o resultado das principais assembléias até as 22h30 de ontem:

São Paulo
Privados, BB e Nossa Caixa = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Florianópolis
Privados e BB = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Brasília
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BRB = mantém greve

Porto Alegre
Privados e Banrisul = propostas aprovadas
BB e CEF = mantêm greve

Rio de Janeiro
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Curitiba
BB e Privados = propostas aprovadas

Roraima
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Piaui
Privados = proposta aprovada
BB, CEF e BNB = mantém greve

Campo Grande
BB e Privados - propostas aprovadas
CEF =mantém greve

Mato Grosso
BB e Privados - propostas aprovadas
Basa = rejeitou proposta e mantém greve
CEF = mantém greve (não apreciaram proposta)

Ceará
BB = mantém greve

Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha (CE)
BB e Privados - propostas aprovadas
CEF e BNB = mantém a greve
Acre
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Pará
BB, Privados e Banpará = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Rondonia
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e Basa = mantém greve

Alagoas
BB e Privados = propostas aprovadas
CEF e BNB = mantém greve

Pernambuco
Privados = proposta aprovada
BB =mantém greve
CEF, BNB = ainda em assembléias

Espírito Santo
BB, Privados e Banestes = propostas aprovadas
CEF = mantém greve

Bahia
BB = mantém greve

Sergipe
BB = mantém greve

Paraíba
Privados = proposta aprovada
BB e CEF = mantêm greve
BNB = ainda em assembléia

Belo Horizonte
Assembléia hoje (09), 15h

Fonte: Contraf-CUT

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Greve dos bancários arranca nova proposta com aumento real e PLR maior

Depois de 14 dias da greve em todos os 26 estados e no Distrito Federal, a Fenaban apresentou ao Comando Nacional dos Bancários uma nova proposta na rodada de negociação desta quarta-feira, 7, garantindo reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e com uma regra mais simples e justa do que a do ano passado.

O reajuste de 6% contempla um aumento real de 1,5% em relação à inflação calculada pelo INPC entre 1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi de 4,44%. Anteriormente, a Fenaban havia proposto um reajuste de 4,5%, o que foi rejeitado por todos os bancários.

A PLR mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido, através da regra básica nos moldes do ano passado e da mudança da parcela adicional que, ao invés de ser apurada com base na variação do crescimento do lucro, passa a ser um valor distribuído linearmente para todos os funcionários (veja os valores abaixo).

A proposta ainda garante a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva.

"A proposta é resultado da força da greve da categoria e contempla ganho real de salários, o que temos conquistado em todas as campanhas desde 2004. Além disso, a regra de PLR proposta representa um avanço em relação à fórmula do ano passado, sendo mais simples e transparente. Pela proposta, a parcela adicional não será mais vinculada ao crescimento do lucro. Com isso, não existirá mais o risco de que os bancários não recebam esta parcela, exceto se não houver lucro, o que sempre existiu. Esse novo modelo de PLR define uma regra mais clara e justa", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.

Avaliação do Comando Nacional dos Bancários
O Comando considera que houve avanços em relação à primeira proposta da Fenaban, no dia 17 de setembro, que previa apenas a reposição da inflação do período e rebaixava a distribuição da PLR até 4% do lucro líquido dos bancos. A nova proposta garante aumento real de salário e mantém a distribuição de até 15% do lucro líquido na PLR através de uma fórmula que trará mais ganhos para os bancários com a alteração da parcela adicional.

A orientação do Comando Nacional é pela aprovação da proposta nas assembléias dos bancários de bancos privados que serão realizadas nesta quinta-feira, 8, pelos sindicatos em todo o país.

Banco do Brasil - Em negociação na noite desta quarta-feira, o banco apresentou proposta considerada positiva pelo Comando, que orientou sua aprovação (veja mais aqui).
Caixa - O Comando se reúne hoje, quinta-feira, para rodada de negociação com a Caixa, em São Paulo.

Veja a íntegra da proposta:
- Reajuste
- 6% aplicado a todas as verbas, representando 1,5% de aumento real.
- Participação nos Lucros e Resultados (PLR)
Regra básica:
- 90% do salário + valor fixo de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680.
- Caso o valor distribuído para os bancários fique abaixo de 5% do lucro, o banco deverá aumentar a PLR de cada bancário até completar este percentual, com limite para cada bancário de 2,2 salários ou R$ 14.696, o que for atingido primeiro.
- O total pago por cada banco poderá atingir até 13% do lucro líquido.
- Os valores recebidos na regra Básica poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração de cada banco.
- Parcela Adicional
- 2% do lucro líquido distribuído linearmente para todos os trabalhadores até o limite de R$ 2.100.
- Os valores não poderão ser compensados dos programas próprios de remuneração.
- Antecipação da PLR
- Regra básica - 54% do salário + R$ 614, com teto individual de R$ 4.008 e limite de 13% do lucro líquido do banco no primeiro semestre.
- Parcela Adicional - 2% do lucro líquido do primeiro semestre dividido linearmente para todos os funcionários, com limite de R$ 1.050.
- Pisos
Salário de Ingresso
Portaria: R$ 683,38
Escriturário: R$ 980,08
Caixa: R$ 980,08 + R$ 289,93 (gratificação de caixa) = R$ 1.270,01
- Salários após 90 dias
Portaria: R$ 748,59
Escriturário: R$ 1.074,46
Caixa: R$ 1.501,49 (já incluída gratificação)
- Outras Verbas
ATS - R$ 16,59
Gratificação Compensador de Cheques - R$ 94,47
Auxílio refeição - R$ 16,88
Auxílio cesta-alimentação - R$ 289,31
13ª cesta-alimentação - R$ 289,31
Auxílio-Creche/Babá - R$ 207,95
Auxílio funeral - R$ 557,78
Ajuda deslocamento noturno - R$ 58,22
Indenização por Morte ou incapacidade Decorrente de Assalto - R$ 83.175,62
Requalificação profissional - R$ 831,28
- Outros pontos
- Ampliação da Licença Maternidade para 180 dias.
- Isonomia de tratamento para homoafetivos: as regras previstas na Convenção Coletiva para os cônjuges dos bancários serão garantidas para os parceiros de bancários e bancárias com relação homoafetiva. A comprovação da condição de parceiro (a) se dará com base nas mesmas exigências estabelecidas pela Previdência Social.
- Dias parados: Serão compensados até o dia 15 de dezembro de 2009 e não poderão ser descontados, a exemplo da Convenção Coletiva de 2008. Além disso, a compensação será limitada a duas horas por dia e não pode recair nos finais de semana ou feriado, nem incidir sobre horas extras feitas antes da assinatura do acordo.
- Saúde: A Fenaban vai retomar na segunda quinzena de novembro as reuniões da Comissão de Saúde, que não vinham ocorrendo.
- Segurança Bancária: A Fenaban também vai retomar na segunda quinzena de novembro as reuniões da Comissão de Segurança Bancária, que não ocorriam há vários anos.
- Auxílio creche/babá: Será mantido para filhos de bancários até a idade de 83 meses, não sendo reduzido para 71 meses como pretendia a Fenaban.

Fonte: Contraf-CUT

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Greve se consolida, fecha 7.063 agências e exige proposta dos bancos


Crédito: Seeb São Paulo

Mobilização intensa da categoria! A greve nacional dos bancários voltou a se fortalecer nessa terça-feira, 6, 13º dia de paralisação, fechando 7.063 agências em todas os 26 estados e no Distrito Federal. O número é do levantamento realizado pela Contraf-CUT, com dados encaminhados até as 20h pelos 134 sindicatos ligados ao Comando Nacional dos bancários.

Na segunda-feira, os bancários haviam parado 7.054 agências, o que revela uma elevação de nove unidades. A consolidação da greve se dá apesar da truculência dos bancos, que apelam para interditos proibitórios e para a ação das polícias.

"Os bancários estão firmes na luta por suas reivindicações, sem se deixar esmorecer pela intransigência e pelas ações antissindicais adotadas pelos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Os bancos estão apostando no confronto, mas vão se dar mal. Não deixaremos a greve sem aumento real de salário, PLR justa, proteção ao emprego, mais contratações, valorização dos pisos salariais e melhorias das condições de saúde, de segurança e de trabalho", sustenta.

O Comando Nacional não recebeu ainda nenhum contato da Fenaban para a retomada das negociações. Na última rodada, acontecida na última sexta-feira, 2, a entidade patronal informou que realizaria na segunda-feira uma reunião com os presidentes dos bancos e que entraria em contato com a representação dos bancários para a realização de nova negociação. Na ocasião, os bancos mantiveram a proposta rebaixada que já foi rechaçada pela categoria.

Reunião do Comando Nacional
Nesta quarta-feira, 7, às 14h, o Comando Nacional dos Bancários se reunirá na sede da Contraf-CUT, em São Paulo. A reunião tem objetivo de avaliar a greve da categoria e debater estratégias para as próximas etapas da mobilização.

Fonte: Contraf/CUT

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Greve nacional dos bancários continua crescendo e exige proposta dos bancos


Crédito: Seeb/DF

O 12º dia da greve nacional dos bancários terminou com novas adesões em todo o país, nesta segunda-feira, 5, apesar dos interditos proibitórios e da repressão dos bancos. O número de agências fechadas manteve-se elevado em todos os 26 estados e no Distrito Federal (aumentando de 7.053 para 7.054) e a participação dos bancários se ampliou com a paralisação de grandes centros administrativos, como a Cidade de Deus, sede do Bradesco em Osasco, e o Centro Empresarial Itaú Conceição (CEIC), do Itaú, na Zona Sul de São Paulo.

"A paralisação dos centros administrativos é fundamental e demonstra que a insatisfação atinge trabalhadores de todos os setores dos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. "Foi importante o movimento na Cidade de Deus, do Bradesco, onde os trabalhadores paralisaram as atividades mesmo com a pressão da Polícia Militar e de um interdito proibitório conseguido pelo banco", sustenta.

Sem resposta dos bancos
Os negociadores da Fenaban ainda não deram resposta ao Comando Nacional a respeito da reunião dos presidentes dos bancos, que seria realizada nesta segunda-feira. O anuncio desse encontro havia sido feito na última rodada de negociação, realizada na sexta-feira, 2, quando os representantes dos banqueiros mais uma vez frustraram os trabalhadores ao não apresentarem nova proposta.

"A enrolação em fazer uma proposta satisfatória para os bancários contrasta com a velocidade que os bancos demonstraram ao lançarem no fim de semana uma enorme campanha de marketing para surfar na onda da escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas 2016, aproveitando-se do sucesso alheio", afirma Carlos Cordeiro. "Essa lentidão em negociar e a insistência numa proposta rebaixada são provas do descaso e da falta de responsabilidade social dos bancos com seus funcionários. Não aceitaremos proposta que não contemple aumento real, PLR maior, garantias de proteção ao emprego e mais contratações, valorização dos pisos salariais e melhorias das condições de saúde, de segurança e de trabalho", conclui.
Fonte: Contraf/CUT

Mantido pelo Sindicato dos Bancários do Cariri (Seeb/Cariri)

DESDE 25 DE JUNHO DE 2008